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sábado, 24 de janeiro de 2015

A POESIA DE DAVI CALISTO NETO

COSTUMES DO HOMEM DO SERTÃO
 
Sou caboclo sertanejo
De paladar diferente
Minha bebida preferida
É somente a aguardente
Dispenso o que é granfino
Por eu seu um nordestino
De caráter permanente

Eu sempre estou presente
Em forró e vaquejada
Meu cardápio em sem frescura
Mugunzá e carne assada
Trabalho durante o dia
Minha festa é cantoria
Debaixo de uma latada

O meu iogurte é coalhada
Minha Pizza é tapioca
A minha arma de fogo
Uma espingarda soca-soca
Não gosto de confusão
E a minha satisfação
É colher milho na broca

Depois fazer a pipoca
E me sentar pelo o chão
Com dez filhos ao meu redor
Seguindo uma tradição
Assim como fez meu pai
Crescei e multiplicai
Sem nunca ter ambição

Buscar na religião
Uma meta a ser seguida
Não pensar que no dinheiro
Tudo se encontra a saída
Ter Deus como companhia
 Só ele é quem gera e cria
Por ser o dono da vida

Nessa terra preferida
Eu me sinto como um rei
Aqui nasci e cresci
Depois homem mim tornei
Por meu pai fui educado
E o mundo globalizado
De nada eu me desfrutei

Se tem vantagens eu não sei
Mas aqui está mudado
O sertão onde eu nasci
Hoje se encontra transformado
Tudo é um grande mister
O homem quer ser mulher
Isso eu acho complicado

Hoje o mundo está virado
Com os papéis invertidos
A mulher que ser o homem
Os homens não são maridos
As famílias destruídas
As tradições esquecidas
E os jovens prostituídos

sábado, 23 de março de 2013

ANTONIO MARTINS 50 ANOS - HOMENAGEM DO POETA DAVI CALISTO NETO

Cinquenta anos de história
A minha terra completa
Sou orgulhoso por ela
Ter atingindo uma meta
Transformou-se em oito anos
Está renovando os planos
Sem usar forma secreta

De uma forma direta
Atinge os objetivos
Zelando seus interesses
Sem conceitos primitivos
Seu gestor tem atitude
E na nossa juventude
Nossos jovens são altivos

Não aceitam ser cativos
Por lideranças forjadas
Na luta por liberdade
Disputas são acirradas
Surgem novas esperanças
E algumas lideranças
Começam a ser notadas

As coisas estão mudadas
A juventude entendeu
O futuro dessa terra
Não é só problema meu
Ela voltou a crescer
Pra o eleitor entender
O que antes aconteceu

Sem dar uma de ateu
Vejo novos horizontes
Um futuro promissor
Nossos jovens são brilhantes
Com menos antagonismo
E com mais patriotismo 
Com  gestores mais vibrantes

Sem ideias arrogantes
Eu falo para vocês
Essa cidade ainda jovem
Nasceu em sessenta e três
Por isso que eu não disfarço
Completa no mês de março
E no dia vinte e seis

Cinquenta anos ela fez
Buscando uma afirmação
Meus parabéns eu lhe dou
Pela sua evolução
Eu tenho cumplicidade
Por nascer nessa cidade
E fazer parte da gestão

Da sua administração
Eu também participei
Aqui fui vice-prefeito
E sei que colaborei
A cidade hoje é feliz
Dr. Zé Júlio é quem diz
Pois dela tornou-se rei
 
 
VERSOS EM SETE LINHAS EM HOMENAGEM AOS CINQUENTA ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE ANTÔNIO MARTINS-RN.
ESCREVEU: DAVI CALISTO NETO
ANTÔNIO MARTINS-RN, 23/03/2013.
 
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