segunda-feira, 20 de julho de 2026

Senado aprovou novo PNE, piso do professor e expansão do ensino federal

 

O primeiro semestre de 2026 foi marcado por uma intensa agenda legislativa na área da educação. O Senado participou da construção do novo Plano Nacional de Educação (PNE) e aprovou medidas de valorização dos professores, expansão da rede federal de ensino e inclusão educacional.

As propostas abrangem diferentes etapas da formação escolar e universitária e buscam ampliar o acesso ao ensino, melhorar sua qualidade e orientar as políticas públicas para os próximos anos.

PNE 2026-2036

A principal medida do semestre foi a aprovação do novo Plano Nacional de Educação, sancionado como Lei 15.388. O plano estabelece as diretrizes que orientarão as políticas educacionais do país até 2036, com foco na ampliação do acesso à educação, na melhoria da qualidade do ensino e na redução das desigualdades.

Originado do PL 2.614/2024, o novo PNE reúne 19 objetivos e 73 metas organizadas em três eixos: acesso, qualidade e equidade. Entre os principais compromissos, estão a universalização da pré-escola para crianças de 4 e 5 anos, a ampliação do atendimento em creches para 60% das crianças de até 3 anos e a alfabetização de todos os estudantes até o fim do 2º ano do ensino fundamental.

Na avaliação de Luana Bergmann, consultora legislativa em educação do Senado, entre todas as medidas aprovadas pelos senadores no semestre, o PNE é a que tem o maior potencial de alcance, por definir os rumos da política educacional brasileira para os próximos dez anos.

— Foi um passo muito relevante, uma nova "bússola", um "GPS" renovado para a educação nacional. Isso porque o novo PNE 2026-2036 está bastante sintonizado tanto com os desafios históricos quanto com os desafios do presente e do futuro, com metas voltadas para tecnologias, conectividade, mudanças climáticas, diferentes modalidades da educação e participação social.

Além das metas educacionais, o plano prevê a ampliação gradual do investimento público em educação, dos atuais 5,5% do produto interno bruto (PIB) para 10%, ao final da vigência do plano. Também fortalece a política de educação em tempo integral, com a meta de que, até 2036, 65% das escolas públicas ofereçam jornada mínima de sete horas diárias, atendendo metade dos estudantes da educação básica.

A participação dos senadores começou antes mesmo da chegada formal da proposta à Casa. Entre 2024 e 2025, a Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado promoveu 23 audiências públicas sobre o tema. Somando os debates, foram 34 audiências e mais de mil emendas analisadas durante a tramitação.

O colegiado também instalou uma subcomissão para acompanhar a execução do plano e monitorar seus indicadores ao longo dos próximos anos.

Presidente da Comissão de Educação e relatora do projeto de lei do novo PNE, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) ressaltou que o plano foi amplamente discutido até a aprovação.

— Estou convencida de que o texto confirmado no Senado Federal resulta de um acúmulo de participação social, debate e construção política, que não pode ser menosprezado. Resulta também da mediação possível entre as diferentes correntes de opinião presentes na sociedade e no Congresso Nacional — disse Teresa durante a votação do texto no Plenário do Senado, em março.

Formação cidadã

Ainda no campo da educação básica, o Senado aprovou projeto que inclui a educação política e os direitos da cidadania entre os conteúdos obrigatórios das escolas.

O PL 4.088/2023 altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para dar maior destaque ao estudo da realidade social e política do país na organização dos currículos. Embora esses temas já estejam previstos na legislação, a proposta busca fortalecer a formação cidadã dos estudantes.

A matéria foi debatida intensamente em Plenário. Parlamentares favoráveis defenderam que a medida contribui para preparar os jovens para a participação na vida pública. Já os contrários manifestaram preocupação com uma possível sobrecarga dos currículos e com o risco de abordagens ideológicas em sala de aula.

Ainda assim, a proposta foi aprovada sem alterações e seguiu para sanção presidencial.

Expansão da rede federal

Os primeiros meses do ano também foram marcados por iniciativas para ampliar a presença do ensino superior público e fortalecer a estrutura das instituições federais de ensino. Uma delas foi a aprovação do projeto que autoriza a criação da Universidade Federal do Xingu (UFX), no Pará.

Com sede em Altamira, a instituição será formada a partir do desmembramento da Universidade Federal do Pará (UFPA) e deverá ampliar a oferta de ensino, pesquisa e extensão no sudoeste paraense, contribuindo para o desenvolvimento de uma região estratégica da Amazônia.

A proposta (PLS 359/2017), do ex-senador Paulo Rocha (PA), foi encaminhada para análise da Câmara dos Deputados.

Outro projeto aprovado (PL 6.133/2025) cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), vinculada ao Ministério da Educação e com sede em Brasília. Caso sancionada, a nova instituição será voltada à formação de profissionais, à pesquisa e à inovação em ciências do esporte, além de incentivar a chamada dupla carreira, permitindo que estudantes conciliem a formação acadêmica com a prática esportiva e tenham apoio na transição após o fim da carreira de atleta.

A consultora avalia que as duas propostas reforçam o papel das universidades públicas como instrumentos de desenvolvimento regional.

— A criação dessas novas universidades reforça que o ensino superior público, no Brasil, segue funcionando como forte vetor para desenvolvimento regional, equidade territorial e formação de quadros estratégicos.

O fortalecimento da rede federal também avançou com a ampliação do quadro de servidores das universidades e institutos federais. A Lei 15.367 criou cerca de 22 mil cargos entre professores, técnicos e analistas em educação, distribuídos entre universidades federais e a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

O texto surgiu do PL 5.874/2025, aprovado pelo Congresso para ampliar o atendimento das instituições e dar suporte à expansão do ensino público federal.

Valorização dos professores

A valorização dos profissionais da educação esteve entre as prioridades da pauta legislativa. A principal conquista foi a atualização do piso salarial nacional do magistério para R$ 5.130,63 em 2026, reajuste de 5,4% em relação ao valor anterior.

Além de confirmar o novo piso, a medida ampliou seu alcance aos professores temporários, tornou obrigatório que o cálculo anual do reajuste seja divulgado de forma transparente e incluiu expressamente o valor do piso na legislação.

A norma tem origem na Medida Provisória (MP) 1.334/2026, posteriormente convertida no Projeto de Lei de Conversão (PLV) 4/2026 e sancionada como Lei 15.437.

Luana Bergmann afirma que as mudanças fortalecem a política nacional de valorização docente e beneficiam as redes públicas de educação básica, que reúnem mais de 2 milhões de professores.

— O novo desenho do piso trouxe previsibilidade, proteção do poder de compra e perspectiva de ganho real continuado para os professores. Isso impacta diretamente a atratividade da carreira no Brasil, em um contexto já marcado pela escassez de docentes em várias áreas.

Outra proposta aprovada amplia as oportunidades de formação continuada desses profissionais. O PL 96/2024 assegura aos professores da educação básica da rede pública o direito de utilizar a licença remunerada prevista em lei para participar de cursos de qualificação, especialização, mestrado, doutorado e atividades de pesquisa.

O projeto altera a LDB para deixar expresso que essas atividades fazem parte da formação continuada dos profissionais da educação, reduzindo divergências de interpretação sobre o reconhecimento de cursos e pesquisas como instrumentos de qualificação.

Na avaliação da consultora legislativa, a medida cria condições objetivas para que os professores invistam no próprio aperfeiçoamento sem prejuízo da carreira.

— A proposta reforça uma agenda de políticas docentes voltada ao aprimoramento profissional permanente, especialmente em um período de rápidas transformações na educação.

Inclusão educacional

Em maio, o Senado aprovou o  PL 1.049/2026, responsável por criar a primeira política nacional voltada especificamente aos estudantes com altas habilidades ou superdotação. Sancionada como Lei 15.436, a medida cria instrumentos para identificar esse público, orientar políticas educacionais e ampliar o atendimento especializado.

Um dos principais avanços é a implementação do Cadastro Nacional de Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação, previsto na LDB desde 2015, mas ainda não colocado em prática. Sob responsabilidade do Ministério da Educação (MEC), o banco de dados reunirá informações de estudantes da educação básica, do ensino superior e da pós-graduação para subsidiar a formulação de políticas públicas.

A legislação também estabelece diretrizes para a identificação precoce desses estudantes e para a oferta de atendimento educacional especializado, incluindo estratégias que respeitem suas necessidades de aprendizagem e favoreçam o desenvolvimento de seu potencial.

Outro avanço é o reconhecimento da chamada dupla excepcionalidade, situação em que estudantes com altas habilidades ou superdotação também apresentam deficiência, transtorno ou outra condição do neurodesenvolvimento. A norma ainda incentiva a criação de centros de referência e a formação de profissionais especializados.

Fonte: Agência Senado

Foto: Camila Domingues/Palácio Piratini


sábado, 18 de julho de 2026

Câmara aprova fim de qualquer exceção para casamento de menores de 16 anos

 
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que impede, em qualquer circunstância, o casamento de pessoas menores de 16 anos no Brasil.

O texto altera o Código Civil para declarar nulos os casamentos realizados antes da idade mínima prevista pela legislação brasileira. A proposta também elimina exceções que ainda permitiam a união de menores de 16 anos em situações específicas, como em casos de gravidez.

A matéria foi relatada pela deputada Ana Paula Lima (PT-SC), que apresentou um substitutivo ao Projeto de Lei 195/2024, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). O texto aprovado também revoga regras relacionadas à confirmação ou anulação desses casamentos.

Durante a análise, a relatora afirmou que a mudança reforça a proteção integral de crianças e adolescentes prevista na Constituição Federal.

A CCJ também avaliou o Projeto de Lei 5011/2023, do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO), que tramitava junto à proposta. A iniciativa buscava permitir que apenas um dos pais ou responsáveis autorizasse o casamento de adolescentes que já atingiram a idade mínima.

Segundo Ana Paula Lima, a medida poderia enfraquecer o poder familiar e não resolveria situações em que há discordância entre os responsáveis.

Com a aprovação na CCJ, a proposta encerrou a tramitação nas comissões da Câmara e poderá seguir para o Senado Federal, caso não haja recurso para votação no Plenário.

Fonte: 98FM Natal
Foto: Reprodução

segunda-feira, 13 de julho de 2026

IBGE inicia coleta da Pesquisa Nacional de Saúde 2026 (Além de entrevistas, PNS terá aferições físicas e exames gratuitos)

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou, na última semana, a coleta da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026), realizada em parceria com o Ministério da Saúde.

A PNS é realizada por amostragem. Até 30 de novembro, cerca de 1,8 mil entrevistadores visitarão aproximadamente 140 mil domicílios distribuídos em todos os estados brasileiros.

O levantamento domiciliar vai coletar informações sobre as condições de saúde da população, hábitos de vida, acesso e utilização dos serviços de saúde, ocorrência de doenças crônicas e fatores associados à qualidade de vida.

Os dados da PNS 2026 servem para acompanhar e avaliar políticas públicas, planejar as ações do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer a saúde privada e monitorar o cumprimento de metas nacionais e internacionais relacionadas ao tema.

“Os resultados permitem conhecer melhor a realidade do país, apoiar estudos e pesquisas e subsidiar ações voltadas à promoção da saúde e à redução das desigualdades”, disse em nota o IBGE.

Exames de sangue e urina

O Instituto destaca que, na edição 2026, será feita uma coleta de biomarcadores, por meio de exames gratuitos de sangue e urina, entre julho e outubro.

Uma amostra de 15 mil a 20 mil moradores com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas, será convidada a participar da coleta domiciliar. Posteriormente, os participantes voluntários receberão gratuitamente os resultados dos exames realizados.

Os exames previstos incluem hemograma, lipidograma (mede as taxas de colesterol), hemoglobina glicada (mede a taxa média de glicose no sangue nos últimos três meses para diagnosticar pré-diabetes e diabetes), creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, sorologia para Chikungunya e a possível presença de metais pesados, como chumbo e mercúrio, no corpo.

As análises dos resultados das amostras permitirão produzir indicadores relacionados a doenças crônicas, fatores metabólicos, função renal, exposição a contaminantes ambientais, entre outros.

Questionário da pesquisa

Durante a visita, o entrevistador do IBGE aplica um questionário com perguntas gerais sobre características do domicílio, as condições de saúde de seus moradores e os fatores que influenciam a qualidade de vida destas pessoas.

Entre os assuntos investigados estão doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, colesterol alto), saúde da mulher, saúde da população idosa, saúde bucal, saúde mental, atividade física, alimentação, tabagismo, consumo de álcool, acidentes, violência, doenças transmissíveis (dengue e Chikungunya, entre outras), pessoas com deficiência, cobertura por plano de saúde e uso dos serviços de saúde.

Em seguida, será selecionado aleatoriamente um morador com 15 anos ou mais, no domicílio pesquisado, para responder ao questionário individual da pesquisa. Como parte da coleta, os participantes selecionados para a entrevista individual terão aferidas a pressão arterial, o peso e a altura.

O objetivo é ampliar a qualidade das informações produzidas pela pesquisa e monitorar indicadores de risco à saúde como hipertensão arterial e excesso de peso corporal.

Todas as informações prestadas ao IBGE são confidenciais.

Participação da população

O IBGE destaca que a participação dos moradores dos domicílios selecionados é fundamental para garantir que os resultados representem adequadamente as condições de saúde da população do país.

Por isso, se um pesquisador bater à porta, o IBGE orienta que o morador colabore e responda aos questionamentos.

Para realização da edição 2026 da Pesquisa Nacional de Saúde, os servidores do IBGE que estão em campo passaram por um treinamento nacional específico, que incluiu atividades voltadas à aplicação dos questionários, aos procedimentos de antropometria (medição física do corpo) e à aferição da pressão arterial.

Todos os cerca de 1,8 mil entrevistadores do IBGE deverão estar devidamente identificados com crachá, uniforme institucional e dispositivo eletrônico de coleta de informações.

Para verificar a identidade dos servidores e conhecer mais a pesquisa, a população pode acessar o site Respondendo ao IBGE ou ligar gratuitamente no telefone 0800 721 8181. O atendimento é de segunda-feira a sábado, das 8 horas às 21h30, no horário de Brasília.

Terceira edição

A primeira edição da Pesquisa Nacional de Saúde foi realizada em 2013. A segunda, em 2019 e a terceira ocorre neste ano.

Com a nova pesquisa, será possível comparar indicadores das três edições e, desta forma, acompanhar mudanças no perfil de saúde dos brasileiros.

Pela metodologia do levantamento, cada domicílio selecionado para amostragem representa um conjunto maior de domicílios com características semelhantes para, no fim, os resultados refletirem a realidade da população brasileira.

Fonte: Agência Brasil
Foto: Fernanddo Frazão

sexta-feira, 26 de junho de 2026

A equipe “Praxeístas”, do Campus Pau dos Ferros do IFRN, conquistou o 3º lugar geral na Olimpíada Brasileira de Sociologia (OBS)

Sob orientação do Professor Dr. Eliaquim Timóteo, os estudantes alexandrienses 𝗧𝗲𝗿𝗲𝘇𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗩𝗶𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮 𝗔𝗯𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗙𝗲𝗿𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮, do curso de Alimentos; 𝗟𝗲𝘁𝗶́𝗰𝗶𝗮 𝗠𝗼𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗡𝗼𝗯𝗿𝗲, do curso de Apicultura; e 𝗟𝘂𝗶𝘇 𝗙𝗲𝗹𝗶𝗽𝗲 𝗱𝗲 𝗦𝗼𝘂𝘀𝗮 𝗙𝗲𝗿𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮, do curso de Alimentos, participaram de cinco fases que exigiam não apenas domínio de conteúdos de Sociologia, Antropologia e Ciência Política, mas também criatividade, capacidade de trabalho em grupo e elaboração de propostas ligadas à realidade social brasileira.

A equipe foi a única do Rio Grande do Norte a conseguir classificação para a fase final nacional, realizada no Rio de Janeiro no final de semana de 19 e 20 de junho. Toda a trajetória envolveu estudo e dedicação dos estudantes, além de uma mobilização comunitária por meio de vaquinha solidária e apoio da Prefeitura do município de Alexandria (RN).

domingo, 21 de junho de 2026

Personal Kayo Cilas conquista 3º lugar no Fortaleza International Open 2026 e mira desafios no Hyrox

O personal trainer e atleta Kayo Cilas, do CT Fire de Alexandria, conquistou o 3º lugar no Fortaleza International Open 2026, competindo na categoria Pesado Faixa Preta. O resultado reforça o destaque do atleta alexandriense em competições de alto nível e evidencia o trabalho desenvolvido ao longo dos treinamentos.

A competição reuniu atletas de diversas regiões do país, proporcionando disputas acirradas e de elevado nível técnico. Com determinação e excelente desempenho, Kayo garantiu um lugar no pódio, levando o nome de Alexandria e do CT Fire para mais uma importante conquista esportiva.

Após o resultado expressivo no Fortaleza International Open, o atleta já volta suas atenções para os próximos desafios da temporada. Segundo Kayo Cilas, o foco agora está na preparação para as etapas do Hyrox que acontecerão nas cidades de Natal e Mossoró.

A expectativa é de intensificar os treinamentos nas próximas semanas, buscando manter o alto rendimento e alcançar novos resultados de destaque nas competições que se aproximam.

A conquista foi comemorada por amigos, alunos e admiradores do esporte, que reconhecem o empenho e a dedicação do atleta na busca constante pela evolução e excelência esportiva.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Lula sanciona lei que cria Universidade Federal Indígena


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (28), a lei que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), a primeira desse tipo no país. O projeto de lei é de autoria do próprio governo federal e teve aprovação concluída pelo Congresso Nacional no início de maio.

As atividades devem começar em 2027, com dez cursos nas áreas de formação de professores, saúde coletiva e indígena, além de gestão territorial e ambiental. A instituição deve atender até 2,8 mil estudantes em quatro anos.

De acordo com o presidente Lula, tal inciativa mostra que é possível, de forma civilizada, garantir a todos “os que habitam o planeta” seus direitos e sua participação.

“O diploma é a garantia de que esse país está preparando a sua sociedade para ser tratada como cidadã de primeira linha. Todo mundo tem direito ao conhecimento, e esse conhecimento vai permitir que as pessoas façam coisas que antes não sabiam."

A criação da universidade era um sonho das lideranças indígenas brasileiras, enfatizou o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

"Será o local propício para a produção de conhecimento, que irá resultar na defesa dos direitos indígenas, no constante aperfeiçoamento da política pública para os povos indígenas e na consolidação da autoridade epistemológica indígena."

Segundo a deputada federal Sônia Guajajara (PSOL-SP), ex-ministra dos Povos Indígenas, a Unind terá sede em Brasília e, no futuro, contará com campi espalhados por diferentes regiões do Brasil.

"Ela oferecerá ensino superior, pesquisa e extensão sob uma perspectiva cultural, valorizando saberes tradicionais, línguas ancestrais e práticas que colocam a relação entre o ser humano e a natureza no centro do saber", acrescentou a parlamentar.

De acordo com Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, o processo de diálogo para a construção do projeto da Unind é resultado de mais de 20 seminários regionais, ocorridos em todas as regiões do país, com professores, estudantes, indígenas e especialistas.

"Nós, povos indígenas, possuímos ciências, filosofias, sistemas linguísticos, tecnologias, sistemas agrícolas, conhecimento ambientais, formas próprias de ensinar e de compreender o mundo”, destacou Rita Potiguara, representante do fórum.

Ela destaca que a Universidade Federal Indígena será um espaço onde os conhecimentos tradicionais vão dialogar com as diferentes áreas das ciências contemporâneas. “[Será] um espaço onde as línguas indígenas terão força, presença e reconhecimento institucional."

Fonte: Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom

domingo, 17 de maio de 2026

Mel produzido em Alexandria é destaque no maior evento de apicultura do País

 
O município de Alexandria voltou a ganhar destaque nacional por meio da força da produção rural e da valorização das riquezas do sertão.

Produzido no 𝗦𝗶́𝘁𝗶𝗼 𝗢𝘂𝘁𝗲𝗶𝗿𝗼, o tradicional 𝗠𝗲𝗹 𝗱𝗼 𝗕𝗲𝗿𝗮𝗱𝗲𝗶𝗿𝗼 conquistou o segundo lugar entre os méis produzidos por abelhas sem ferrão durante o CONBRAPI 2026, considerado o maior evento de apicultura e meliponicultura do Brasil.

O reconhecimento aconteceu durante o 25º Congresso Brasileiro de Apicultura e 11º Congresso Brasileiro de Meliponicultura (CONBRAPI), realizado entre os dias 13 e 16 de maio, em Florianópolis.

O mel alexandriense concorreu com mais de 400 amostras de diferentes regiões do país e alcançou posição de destaque com o mel de jandaíra, símbolo da biodiversidade e da tradição nordestina.

O resultado reforça a qualidade da produção desenvolvida no Alto Oeste potiguar, especialmente da meliponicultura, atividade que vem crescendo de forma sustentável e valorizando as abelhas nativas sem ferrão, fundamentais para o equilíbrio ambiental e para a agricultura.

O CONBRAPI é reconhecido nacionalmente como o principal encontro técnico e científico do setor, reunindo apicultores, meliponicultores, pesquisadores, empresas, estudantes e instituições ligadas à cadeia produtiva do mel. O evento promove debates, intercâmbio de experiências, inovação e fortalecimento da produção apícola brasileira.

Inicialmente criado como Congresso Brasileiro de Apicultura, o encontro passou, a partir de 2004, a integrar oficialmente a meliponicultura, consolidando-se como um dos mais importantes espaços de valorização das abelhas e da produção sustentável no país.

A conquista do Mel do Beradeiro representa não apenas um prêmio, mas o reconhecimento da dedicação, da tradição sertaneja e da excelência da produção desenvolvida em Alexandria, levando o nome do município e do Rio Grande do Norte para todo o Brasil.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Dia Municipal da Poesia

 
Hoje em Alexandria foi o dia de celebrar a arte que toca a alma e dá voz aos sentimentos: A POESIA

O Instituto Zulmirinha Veras comemorou o Dia Municipal da Poesia reunindo nesta quarta-feira poetas locais, professores, estudantes e toda a comunidade em um momento especial de cultura e expressão.

Versos que contam histórias, emoções que ganham forma nas palavras e talentos que florescem em cada canto.

É a força da poesia unindo gerações, inspirando sonhos e valorizando a nossa identidade.

Porque onde há poesia, há vida, há esperança e há conexão.

sábado, 4 de abril de 2026

Primeira mulher general marca história do Exército Brasileiro


A primeira mulher general do Exército Brasileiro agora faz parte da história da instituição. A coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho foi promovida ao posto de general de brigada, tornando-se a primeira mulher a alcançar essa patente em quase 400 anos.

Natural de Recife, Cláudia iniciou sua trajetória na década de 1990. Desde já, ela construiu uma carreira sólida na área de saúde militar. Além disso, ao longo dos anos, ocupou funções de comando e direção em organizações estratégicas dentro da instituição.

Segundo a própria oficial, a promoção está diretamente ligada ao desempenho profissional. No entanto, o feito também representa um marco simbólico para a presença feminina nas Forças Armadas. Dessa forma, a conquista ultrapassa o campo individual e ganha relevância institucional.

𝗣𝗿𝗶𝗺𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗺𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿 𝗴𝗲𝗻𝗲𝗿𝗮𝗹 𝗲 𝗮𝘃𝗮𝗻𝗰̧𝗼 𝗳𝗲𝗺𝗶𝗻𝗶𝗻𝗼

A chegada da primeira mulher general ao alto comando ocorre em um contexto de mudanças graduais nas Forças Armadas. Historicamente, a participação feminina sempre foi limitada. Além disso, por décadas, mulheres atuaram principalmente em áreas como saúde, ensino e apoio administrativo.

Entretanto, nos últimos anos, houve avanços importantes. Mulheres passaram a ingressar em carreiras que permitem ascensão ao generalato. Assim, a trajetória de Cláudia reflete essa transformação, ainda que de forma lenta.

Como médica pediatra, ela acumulou quase três décadas de experiência. Além disso, desempenhou funções de liderança que exigem alto nível de responsabilidade. Por outro lado, especialistas apontam que a presença feminina em cargos de comando ainda é minoritária.

Fonte: Ponta Negra News
Foto: Reprodução
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