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sábado, 13 de abril de 2013

DILMA FINGE NÃO OUVIR O GRITO DA SECA

O diário O Povo clama por ações concretas “para atenuar o momento de falência social e econômica do meio rural, com consequências dramáticas também para a cidade”. Em virtude da visita da presidente Dilma Rousseff ao Ceará, o jornal circulou com um caderno especial de seis páginas sobre a situação da seca no estado na última terça-feira. Além de reportagens com dados concretos e análises, o veículo publicou carta destinada à governante brasileira, pedindo para que a questão seja tratada como um “imperativo estratégico nacional”.

“Estamos em cenas impensáveis para os dias atuais, típicas do século XVII”, aponta O Povo na mensagem escrita para Dilma. “Já não há levas de retirantes a caminho das cidades, mas ainda se veem facilmente o gado morrendo pelo campo, lavouras inteiras perdidas e comunidades à mercê dos carros-pipa, angustiadas com a perspectiva de dias ainda piores no segundo semestre”.

Na matéria especial “Ceará suportaria uma seca até 2014?”, o jornal apresenta a realidade do agricultor Vianês Rodrigues, que tinha em casa três litros de água para dividir com a esposa e os 11 filhos. “‘Quando não tem dinheiro, o jeito é cozinhar com a água que vem pelos canos. É água grossa’, lamenta o agricultor. Seu Vianês colocou num copo a água. Era turva”.

Como alternativas, o caderno mostra exemplos de iniciativas que deram certo para enfrentar a seca. Em Israel, por exemplo, onde a água é reutilizada e existe a prática da dessalinização do mar. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal, a primeira estratégia é cara, mas os benefícios compensam. Por outro lado, a dessalinização da água salgada não seria viável neste momento para áreas interioranas, devido ao custo elevado do transporte do líquido.

Dados estatísticos, ações e personagens mostram a situação calamitosa por que passa o Ceará. Por isso, O Povo explica à presidente que “no Nordeste estão hoje as marcas mais visíveis do atraso, mas também o maior potencial para construir o Brasil do futuro. É o momento de escolher, enfim, o que queremos para o país”.
         
Via O Santo Oficio
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