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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

MP ELEITORAL PEDE CASSAÇÃO DE REGISTRO DE ROBINSON FARIA POR USO PROMOCIONAL DE PROGRAMA SOCIAL

O Ministério Público Eleitoral representou contra o governador e candidato à reeleição Robinson Faria (PSD); o seu candidato a vice, Sebastião “Tião” Couto (PR); o secretário estadual de Assistência Social (Sethas), Francisco Vagner Gutemberg de Araújo; o assessor de Comunicação do governo, Pedro Ratts de Ratis; e a Coligação Trabalho e Superação. Eles são acusados de conduta vedada por se beneficiarem, irregularmente, do programa Segurança Alimentar, que engloba o Restaurante Popular, o Café do Trabalhador e o Sopa Cidadão.

A representação destaca a importância do programa para a população, porém aponta que vem sendo utilizado com fins eleitoreiros pelo atual governador.

De acordo com informações da própria Sethas, em 2018, frente à proximidade do pleito eleitoral, foram inauguradas 41 novas unidades dos chamados restaurantes populares (além de haver outras 20 em fase implantação). 

No ano de 2017 foram somente 18, em 2016 apenas duas e, em 2015, absolutamente nenhuma, embora o cenário de crise tenha se acentuado desde o ano 2014.

Em múltiplas inaugurações dos restaurantes populares, Robinson Faria aparece em diversas postagens nas redes sociais em sua conta pessoal e na conta institucional do Governo do Estado junto aos beneficiários desse programa – população menos favorecida – em clara situação de “uso promocional e oportunístico” em favor de sua candidatura, com apoio do titular da Sethas e do assessor de Comunicação. Para o MP, os representados desrespeitaram a legislação eleitoral ao fazerem o uso indevido da máquina pública em prol da candidatura à reeleição, incorrendo nas condutas vedadas previstas no art. 73, inciso IV, e § 10, da Lei nº 9.504/97.

A representação reforça que o MP Eleitoral não é contra a ampliação ou continuidade de programas sociais por qualquer gestor público, inclusive em ano eleitoral, mas pretende “combater práticas que, a pretexto de beneficiar a coletividade, estão impregnadas de interesses eleitoreiros que são capazes de promover, concretamente, grave desequilíbrio no cenário de disputa eleitoral entre os candidatos”.

Como um dos indícios da continuidade do uso eleitoreiro, a representação aponta que Robinson Faria, no último domingo (30), realizou carreata até a cidade de Pau dos Ferros, onde, no dia seguinte, ocorreu a inauguração de uma unidade (Café do Cidadão) pelo Secretário da Sethas. “Por tudo o que foi exposto, não há como negar que os representados foram altamente beneficiados pelo uso promocional da distribuição gratuita de bens, atraindo as sanções legais da Lei de Eleições, entre as quais se destaca a de cassação do registro ou diploma”.

O MP Eleitoral pediu, liminarmente, que a Justiça determine que os representados cessem o uso oportunístico e promocional do programa, com a retirada imediata das imagens e vídeos das redes sociais. No mérito, o pedido é pela cassação de registro de Robinson Faria e Tião Couto, além do pagamento de multa e a decretação da inelegibilidade de ambos por oito anos. Dos demais representados se requer o pagamento de multa.


Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no RN
Fones: (84) 3232-3960 / 3901 / 9119-9675


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

COMUNICADO - MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL


COMUNICADO

O Ministério Público Eleitoral informa a todos os cidadãos da 41ª Zona Eleitoral do Estado do Rio Grande do Norte que encontra-se disponível para download nas lojas virtuais Apple Store e Google Play a versão do 2018 do aplicativo Pardal.

A ferramenta, desenvolvida pela Justiça Eleitoral para uso gratuito em smartphones e tablets, possibilita aos eleitores denunciarem infrações durante as campanhas eleitorais, atuando como fiscais da eleição e importantes atores no combate à corrupção eleitoral.

O app poderá ser utilizado para denúncias sobre ilegalidades ligadas à eleição como compra de votos, boca de urna, uso de máquina pública, propaganda irregular e crimes eleitorais. Depois de realizada a denúncia, será gerado um número de protocolo que permitirá ao eleitor acompanhar o andamento de sua queixa e as providências adotadas pelo Ministério Público Eleitoral.

Além do aplicativo móvel, o Pardal também poderá ser acessado do computador, através do link https://pardal.tse.jus.br/pardal-web/index.xhtml?uf=rn.

Nas denúncias feitas por meio do Pardal, deverão constar, obrigatoriamente, o nome e o CPF do cidadão que as encaminhou, além de elementos que indiquem a existência do fato, como vídeos, fotos ou áudios. A fim de garantir a segurança do cidadão que encaminhou a denúncia, os dados pessoais serão mantidos em sigilo.

Ana Jovina de Oliveira Ferreira
Promotora Eleitoral
Procedimento de Gestão Administrativa 001.2018.003567
Documento 2018/0000456794 criado em 04/10/2018 às 10:42
http://consultampvirtual.mprn.mp.br/public/validacao/c65de15ff3720025787822ed5556a4b1
Assinado eletronicamente por: ANA JOVINA DE OLIVEIRA FERREIRA em 04/10/2018

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

MPE vai acionar Justiça contra desabastecimento

Objetivo é garantir que hospitais tenham acesso a medicamentos e insumos. Unicat promete melhorias


O Ministério Público Estadual (MPE) pretende ingressar com uma ação judicial contra o estado ainda hoje para tratar do desabastecimento nas unidades hospitalares do estado. A promotora da saúde, Iara Pinheiro, reuniu durante a manhã de ontem diretorias dos maiores hospitais da rede estadual de saúde para coletar informações e documentos sobre a real situação de desabastecimento de medicamentos e insumos nas unidades. Todo o material coletado na audiência, que também contou com a participação de diversas coordenadorias da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) e também do titular da pasta, Isaú Gerino, será anexado ao processo.
De acordo com Iara Pinheiro, a ideia do MP é acionar o Judiciário para ajudar os hospitais a garantirem os insumos necessários para o bom funcionamento dos serviços de saúde. A promotora convocou a diretora da Unidade de Agentes Terapêuticos (Unicat), Alaíde Menezes, para esclarecer como está o abastecimento dos 23 hospitais que compõema rede Sesap, o que vem sendo feito para regularizar a entrega mensal dos medicamentos nas unidades e quais as dificuldades enfrentadas para atender às demandas.

O processo judicial que será movido pelo MP contra o estado deverá contemplar o impacto do desabastecimento da Unicat na realidade e orçamento dos hospitais estaduais, além de cobrar uma medida que obrigue o estado a manter a regularidade do abastecimento nas unidades de saúde.

Na ocasião, a diretora da Unicat Alaíde Menezes fez um apanhado sobre a situação de desabastecimento no estado e informou que, pelo menos nos hospitais da região metropolitana, desde a última semana, os níveis de abastecimento giram em torno dos 50%. Ela frisou que as greves dos rodoviários e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) têm dificultado a chegada de alguns itens e que entraves logísticos atrasam a chega dos insumos aos hospitais do interior do estado. "O desabastecimento sempre existiu e é difícil para quem está na linha de frente manter o serviço funcionando".

A diretora da Unicat disse ainda que a expressiva carga de medicamentos que foi comprada e que tem chegado e sido distribuída gradualmente utilizou recursos do Plano de Enfrentamento da Saúde, que subsidia as ações do decreto de calamidade na saúde pública. Grande parte da compra foi feita em caráter emergencial, com dispensa de licitação. Isso porque boa parte dos itens está sem registro de preço ou com os processos ainda em andamento. A Unicat gastou aproximadamente R$ 2 milhões na compra dos medicamentos e insumos para toda a rede. Alaíde Menezes disse que alguns itens solicitados pelos hospitais estavam em falta há mais de um ano e informou ainda que, a partir de setembro deste ano, um calendário de distribuição será regularizado para a manutenção do abastecimento nos hospitais.

Algo que preocupou o Ministério Público foi a informação da Unicat de que a maioria dos abastecimentos às unidades de saúde é feito por meio de "solicitações extra", que trata de um pedido para entrega imediata de medicamentos em falta, além da demanda mensal do hospital. Para a diretoria da Unicat, o decreto de calamidade na saúde pública facilitou a aquisição dos medicamentos por ter facilitado os trâmites processuais.

Contribuíram e acompanharam os esclarecimentos sobre o abastecimento da rede Sesap as diretorias dos principais hospitais do estado: Walfredo Gurgel, Santa Catarina, Deoclécio Marques, Maria Alice Fernandes, João Machado, Ruy Pereira e Giselda Trigueiro. Também foi solicitado aos hospitais pelo MP que fosse entregue listagem com demandas de abastecimento autônomo e de responsabilidade da Unicat. 

Barriguda News
Via Diário de Natal-Jéssica Barros

quinta-feira, 19 de julho de 2012

MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL ajuíza mais de 1,3 mil ações de impugnação no RN

O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) no Rio Grande do Norte divulga mais um balanço das ações de impugnação ajuizadas pelas promotorias eleitorais do estado. Até o momento, 1.321 ações de impugnação de registro de candidatura foram encaminhadas à justiça eleitoral. De acordo com o calendário das eleições 2012, essas ações deverão ser julgadas em primeira instância até o dia 5 de agosto.

Do total de ações de impugnação, 113 tiveram como base a Lei da Ficha Limpa e 65 o descumprimento de cota de gênero. Outras 429 foram por ausência de desincompatibilização de outros cargos eletivos. A principal causa das ações foi a constatação de candidatos que não apresentaram o comprovante de alfabetização, principalmente no interior, com 506 ajuizamentos em todo o estado. Restando 208 ações por outros motivos.

Segundo Paulo Sérgio Rocha, procurador regional eleitoral do Rio Grande do Norte, os promotores eleitorais em todo o estado não têm medido esforços para cumprir todos os prazos e etapas do calendário eleitoral. Comentando o trabalho, ele explica que o ajuizamento das ações de impugnação “faz parte do importante papel que o MP Eleitoral desempenha na fiscalização das eleições. Representa uma contribuição da instituição para o aprimoramento da democracia no país”.

A 13ª Zona Eleitoral recebeu o maior número de ações de impugnação. Ela abrange os municípios de Santo Antônio, Lagoa de Pedras, Serrinha, Várzea, Passagem e Jundiá. Ao todo, 102 pedidos foram encaminhados pelo MP Eleitoral, sendo 16 contra pré-candidatos a Prefeito ou Vice-Prefeito e 83 contra pré-candidatos a vereador. Já as Promotorias Eleitorais de Caicó, Jucurutu e Janduís não ingressaram com nenhuma ação de impugnação.

Em muitos casos, durante a análise do pedido do registro, a eventual irregularidade encontrada é corrigida. Quando isso acontece o próprio MP Eleitoral pode pedir a improcedência da impugnação, manifestando-se favoravelmente ao deferimento do registro do pré-candidato. Assim, ele poderá participar da disputa eleitoral deste ano.

As informações sobre a atuação do MP Eleitoral no Rio Grande do Norte podem ser conferidas no site da Procuradoria Regional Eleitoral, o endereço é www.prern.mpf.gov.br Na área “Portal da Ficha Limpa” estão disponíveis as relações de possíveis inelegíveis e de ações impugnadas por candidatos pela Lei da Ficha Limpa, além dos dados estatísticos das ações de impugnação.


Barriguda News
Da Assessoria de Comunicação - Procuradoria da República no RN
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