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sábado, 14 de fevereiro de 2015

BOATOS: Polícia Federal investigará origem dos mesmos sobre confisco da poupança

Agência Brasil
Wellton Maximo

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou à Polícia Federal a investigação de mensagens que têm circulado nas redes sociais nos últimos dias sobre um suposto confisco dos depósitos da caderneta de poupança e de aplicações financeiras. Em nota, o Ministério informou que Cardoso pediu a "imediata e rigorosa" apuração da origem dos boatos.
O Ministério da Fazenda emitiu nota oficial negando a intenção de confiscar qualquer aplicação financeira. Segundo a assessoria da pasta, a detecção de um volume considerável de mensagens sobre o assunto em redes sociais, principalmente no aplicativo Whatsapp, levou a Fazenda a emitir o alerta.
“Tais informações são totalmente desprovidas de fundamento, não se conformando com a política econômica de transparência e a valorização do aumento da taxa de poupança de nossa sociedade, promovida pelo governo, através do Ministério da Fazenda”, diz o comunicado.

sábado, 16 de agosto de 2014

ECONOMIA: Banco do Brasil terá de pagar poupadores que tiveram perdas com Plano Verão

Agência Brasil

Todos correntistas do Banco do Brasil que tinham saldo na caderneta de poupança com aniversário na primeira quinzena de janeiro de 1989, período do Plano Verão, têm direto a cobrar a correção monetária. A decisão foi proferida por unanimidade nesta quinta-feira (14) pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e não vale para cadernetas de poupança dos planos Cruzado (1986), Bresser (1988), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991).

Estes serão apreciados mais adiante pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Pelo entendimento dos magistrados do STJ, poupadores de todo o país podem recorrer à Justiça individualmente em uma ação coletiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Mesmo com decisão favorável aos correntistas e o processo ter transitado em julgado em outubro de 2009, havia dúvidas sobre a abrangência da decisão, tomada pela Justiça Federal em Brasília. O Idec, em nota, comemorou a decisão. “A decisão do STJ está alinhada com a previsão constitucional, que proíbe a modificação de decisões já transitadas em julgado. 

Essa decisão só reafirma o que ficou definido desde 2009, isto é, que alcança e beneficia poupadores de todo Brasil," afirma o instituto. A assessoria de imprensa do Banco do Brasil disse que vai recorrer da decisão para aguardar o pronunciamento do Supremo, que vai julgar a constitucionalidade dos planos econômicos da década de 90.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

POUPANÇA: Remuneração cresce 49%

Brasília, (AE) - O aumento promovido pelo Banco Central na taxa básica de juros (Selic) em 2013 e a expectativa de novas elevações já contribuíram para elevar em quase 50% a remuneração dos depósitos na caderneta de poupança. No início de 2013, as aplicações feitas dentro da regra criada em maio do ano anterior chegaram ao piso de 0,4134% ao mês. Os investimentos com aniversário no começo de 2014 já apresentam rentabilidade de 0,6155% ao mês, porcentual fixado pelo Banco Central (BC) para 6 de janeiro deste ano. Isso representa uma remuneração 49% maior em apenas 12 meses. No mesmo período, uma aplicação corrigida pela Selic, por exemplo, passou a render 38% mais.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

ECONOMIA: Poupança passa a render mais após alta da taxa Selic

Brasília – A elevação da taxa Selic (juros básicos da economia) para 7,5% ao ano beneficiou quem guarda dinheiro na poupança. Por causa da fórmula em vigor desde o ano passado, que atrelou a remuneração da caderneta aos juros básicos, o rendimento da aplicação subiu de 4,9% para 5,25% ao ano.

De acordo com levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a mudança na taxa Selic deixa a poupança mais rentável que a maioria dos fundos de investimento. Apenas nos casos em que os fundos cobram taxas de administração mais baixas, a caderneta é menos vantajosa.

Segundo a Anefac, a poupança rende menos que os fundos somente em três situações. A primeira ocorre quando a taxa de administração é menor que 1,5% ao ano se o dinheiro ficar aplicado pelo menos dois anos. No segundo caso, a taxa de administração é menor que 1% ao ano e a aplicação fica no mínimo um ano no fundo.

Na comparação com os fundos com taxa de administração menor que 0,5% ao ano, a caderneta também rende menos, independentemente do prazo da aplicação. Em todas as demais situações, a vantagem da poupança é maior.
 
A fórmula só vale para o dinheiro depositado na poupança a partir de 4 de maio de 2012. Para os depósitos anteriores, o rendimento segue a regra antiga, de 0,5% ao mês mais a TR. Os demais direitos de quem aplica na caderneta foram mantidos, como a isenção de taxa de administração e de impostos.

Apesar da remuneração maior, a poupança continua rendendo menos que a inflação esperada para 2013. De acordo com o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada toda semana pelo Banco Central, a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar o ano em 5,68%. No Relatório de Inflação, divulgado no fim de março, o próprio Banco Central projeta que o IPCA encerrará 2013 em 5,7%.

Via Agência Brasil

sexta-feira, 6 de julho de 2012

APÓS MUDANÇAS, poupança registra captação recorde

Brasília (AE) - Mesmo com a nova regra que reduz o rendimento das cadernetas, o poder de atração da poupança continua forte. Dados divulgados ontem pelo Banco Central mostram que em junho os depósitos superaram os saques em R$ 5,11 bilhões, melhor desempenho para o mês desde 2002 e o segundo maior desde a adoção do real. Nos seis primeiros meses do ano, a poupança teve captação líquida positiva de R$ 14,85 bilhões, o melhor primeiro semestre desde 1994 e mais que o captado em todo o ano passado.

Anunciadas no início de maio, as novas regras da poupança atrelam o rendimento das contas ao juro básico da economia sempre que a Selic estiver em 8,5% ao ano ou menos. Em 30 de maio, a taxa caiu exatamente para esse patamar, o que acionou o gatilho. A partir de então, os novos depósitos já pagam a remuneração composta de 70% da Selic somada à Taxa Referencial (TR), o que corresponde a pouco mais de 0,48% ao mês. Aplicações antigas recebem juro maior: 0,5% ao mês mais a TR.

Mesmo assim, investidores colocaram mais dinheiro na poupança. Na comparação com junho de 2011, houve aumento de 2.221%. Mas a base de comparação é muito fraca. Naquele mês, as cadernetas atraíram R$ 220 milhões.

"Havia muita expectativa pela mudança de regras e, quando a alteração foi anunciada, aparentemente houve certo alívio de investidores que temiam mudança mais radical", diz o professor de finanças da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Mário Amigo. Segundo o BC, um depósito novo feito em 1º de junho rendeu 0,4828% no primeiro mês. Pela regra antiga, renderia exatos 0,50%. Em uma caderneta com R$ 1.000, a diferença de juro no mês foi de R$ 0,17.

Economistas dizem que esse aparente alívio dos clientes com a mudança destravou recursos que estavam parados à espera do anúncio das novas regras. A maior parcela desse "destravamento", porém, foi registrada nos dias seguintes à divulgação das mudanças, já que a captação líquida alcançou R$ 6,26 bilhões em maio.

FONTE: TRIBUNA DO NORTE
FOTO:JUNIOR SANTOS

domingo, 6 de maio de 2012

Especialistas recomendam manter dinheiro na poupança

RIO — Depósitos feitos na caderneta de poupança a partir desta sexta-feira (4) estarão sujeitos a render menos juros do que antes quando a taxa básica de juros, a Selic, estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano. Hoje a Selic está em 9%. Mas especialistas alertam que não é preciso se precipitar e retirar dinheiro da poupança.
O rendimento da poupança para o dinheiro depositado até quinta-feira (3) continua sendo de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais Taxa de Referência (TR).

Mas depósitos feitos a partir desta sexta-feira terão o rendimento equivalente à soma da TR com 70% da taxa Selic, sempre que a taxa estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano. O Banco Central já indicou que a taxa Selic pode cair de 9% para 8,5% ao ano, na reunião de 30 de maio.

— Sugiro que não mexa quem já tem a poupança antiga, que não se precipite

— diz Samy Dana, professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo.

Gilberto Braga, professor de finanças do IBMEC no Rio, concorda que a poupança antiga continua mais rentável do que uma série de investimentos em títulos públicos.

— Não vai mudar nada por enquanto. Não é motivação suficiente para migrar o dinheiro para outros investimentos ou para consumo.

O consultor financeiro Francis Hesse também concorda que o investidor que já tem dinheiro na poupança deve mantê-lo nesta aplicação, já que as mudanças atingem apenas os novos depósitos. Para ele, a poupança continua sendo a melhor aplicação para quem quer deixar o dinheiro investido no curto prazo.

- A taxa de retorno é boa (TR mais 6% ao ano), não há cobrança de Imposto de Renda ou taxa de administração e a liquidez é diária - diz o consultor.

Já para os novos investidores, Hesse avalia que é preciso analisar caso a caso.
Por exemplo, para um investidor que tem R$ 1.000,00 para investir e precisa do dinheiro no curto prazo, a poupança continua sendo um bom produto.

- Um fundo de investimento ou o CDB de um banco nesse caso são inviáveis pelo valor do investimento. A poupança é a melhor indicação. Mas se o investidor quiser aplicar por um prazo mais longo, outra opção é o Tesouro Direto - avalia Hesse.

Ele lembra que ao aplicar no Tesouro Direto, o investidor pagará taxa de corretagem nas corretoras, mas elas são menores que as taxas de administração dos fundos. A desvantagem em relação à poupança é a liquidez.

- Na poupança, a liquidez é diária. Ao comprar um título do Tesouro Direto o investidor terá que vendê-lo no mercado, se precisar do dinheiro antes do vencimento do papel. E as vendas acontecem apenas às quartas-feiras. Quem vende o título antes do vencimento, também perde rentabilidade - avalia o consultor.

Já para investidores que possuem R$ 50 mil, é possível conseguir taxas de administração mais baixas em fundos de investimento.

Da redação
Fonte: O Globo





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