Mostrando postagens com marcador Dr. Napoleão de Paiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dr. Napoleão de Paiva. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de junho de 2018

RELATO DE DR.NAPOLEÃO PAIVA APÓS VISITA REALIZADA AO VEREADOR MAZINHO DE LOURO


Amigos, acabei de sair da UTI do Hospital Wilson Rosado onde se encontra o nosso querido amigo Mazinho.

Constatei o que se comenta desde o início - trata-se de um problema grave.
Vi seu prontuário médico, com evoluções diárias, horárias, exames realizados; conversei longamente com o médico plantonista - cordial, atencioso, que me inteirou da situação, dos prós e contras, do prognóstico e perspectivas.

Saí com a certeza de que ele está sendo bem acompanhado, que não houve piora do quadro nas últimas horas, que se trata de um quadro de insuficiência respiratória de causa não esclarecida, submetida a tratamento complexo.
Dentro das dificuldades saí com a convicção de que o amigo poderá sim ter êxito no seu tratamento.

Isso foi o grande ponto da visita.

A certeza de que o jogo está sendo jogado. O que Cazuza dizia: ‘ainda estão rolando os dados’.

Sai mais esperançoso do que lá cheguei.

Agora é esperar que seu organismo forte siga reagindo, que os medicamento combatam o que precisam combater e, sobretudo, que Deus siga dirigindo seu olhar benevolente a este homem, este ser de luz, tão amado por sua família, por seus amigos e seu povo.

Vamos continuar com nossa corrente de orações, com nossa força do pensamento positivo, pra que eu possa repetir a frase com que sempre saúdo o admirado amigo: como está o vereador das multidões?

Que Deus lhe ajude!

domingo, 4 de março de 2018

QUE QUERES MAIS DE MIM ? Poema de Napoleão de Paiva


Quando a poeira aos poucos baixar
E o negrume da noite estiver tingido
Dos laranjas da aurora

Quando todos os bordados
Estiverem concluídos
E tua fé tenha restado em tiras

Quando as contas do rosário
Sentirem-se gastas sob teus dedos
E tenham neles deixado nódoas

Quando histórias de regressos
E encontros já não comportem esperanças
Nem Penélope te alimente mais ilusão

Quando o dizer ‘vai a água virar vinho’
Soe apenas como alucinação retórica
Sem clarão nenhum no caudal

Quando pensares ser só um sonho
Terei entrado suave por aquela janela
Para responder à tua pergunta aflita:

- E o que queres mais de mim?
- Mover a tua porta e
  Sumir em ti.

domingo, 30 de julho de 2017

AS PEDRAS DA LOUCURA por Napoleão Paiva

Talvez um dia ainda se descubra a relação inquietante entre
a pedra e a loucura ou, melhor dizendo, o papel das pedras no caminho da loucura.

El Bosco e Pieter Bruegel imortalizaram médicos e embusteiros operando cabeças para extrair a suposta e estúpida pedra.

Na infância distante não era incomum ouvir-se: fulano, que andava abalado, de pesadelos povoado, agora está atirando pedra,
Ou, está louco de atirar pedra,
Ou ainda, (quando o quadro era gravíssimo) está atirando pedra na lua!

No caso, quem sabe, a paisagem inóspita e pedregosa facilitasse
o encontro delirante da criatura com o astro dos enamorados.

O que dizer então da divina Virgínia Woolf, na distante Lewes,
condado de Sussex, sudeste da Inglaterra:
Não atirou pedras a ninguém,
mas encheu-se delas,
lotou os largos bolsos do vestido solto
e caminhou extraviada das  margens  à superfície das águas,
e daí ao fundo do rio...
para enfim se acalmar.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...