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terça-feira, 12 de setembro de 2017

HOMENS E MULHERES ENTRE 15 E 26 ANOS PODEM SE VACINAR CONTRA HPV

Os municípios com vacinas em estoque, com prazo de validade até março de 2018, poderão aplicar as doses em homens e mulheres entre 15 e 26 anos. A medida tem caráter temporário e já foi comunicada para gestores estaduais e municipais. A nova recomendação estende o prazo de vacinação para esse faixa etária, que inicialmente estava prevista para encerrar nas cidades que tinham estoques a vencer em setembro.

“A recomendação é que os municípios utilizem as vacinas com prazos de validade a expirar até que durem esses estoques, evitando um possível desperdício e dando a oportunidade para que essas outras faixas etárias possam usufruir dos benefícios proporcionados pela vacina”, destaca o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

A ampliação foi aprovada em agosto pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT), composta por representantes do governo federal, estados e municípios. A orientação aos gestores ressalta, ainda, que as pessoas de 15 a 26 anos que tomarem a primeira dose da vacina HPV neste período terão garantidas as doses subsequentes no SUS. Para essa faixa etária, o esquema vacinal é com três doses, com intervalo de zero, dois e seis meses. Com o fim dos estoques a vencer em março de 2018, a orientação do Ministério da Saúde é que a vacina continue sendo administrada apenas no público-alvo (9 a 15 anos).

O Ministério da Saúde repassa mensalmente as vacinas aos estados, conforme solicitação local. Os estados, por sua vez, são responsáveis por distribuir as doses aos municípios para garantir a vacinação da população. Cabe ressaltar que o Ministério da Saúde recebe vacinas e medicamentos com o máximo de seis meses de fabricação. Vale destacar ainda que, todos os lotes existentes no estoque nacional, possuem validade para 2019.

VACINAÇÃO DE ROTINA 
A rotina de uso desta vacina no público-alvo, que é para meninos na faixa etária de 11 a 13 anos e meninas de 9 a 14 anos, deve ser mantida com duas doses, sendo aplicada com intervalo de seis meses entre elas. A vacina HPV Quadrivalente é segura, eficaz e é a principal forma de prevenção contra o aparecimento do câncer do colo de útero, 4ª maior causa de morte entre as mulheres no Brasil. Nos homens protege contra os cânceres de pênis, orofaringe e ânus. Além disso, previne mais de 98% das verrugas genitais, doença estigmatizante e de difícil tratamento.

Também fazem parte do público-alvo da vacina os transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos de 9 a 26 anos. Os serviços que atendem essa população devem ofertar a vacina HPV na rotina de trabalho.

Desde o início da vacinação, em 2014, até junho deste ano, foram aplicadas 18 milhões de doses na população feminina de todo o país. Na faixa etária de 9 a 15 anos, no mesmo período, foram imunizadas, com a primeira dose, 10,7 milhões de meninas, o que corresponde a 89,9% do total de brasileiras nesta faixa etária. Receberam o esquema vacinal completo, de duas doses, recomendado pelo Ministério da Saúde, 7,1 milhões de meninas, o que corresponde a 59,7% do público-alvo.

Já em relação aos meninos, de janeiro a junho deste ano, 853.920 mil adolescentes de 12 a 13 anos se vacinaram com a primeira dose da vacina de HPV, o que corresponde a 23,6% dos 3,6 milhões de meninos nessa faixa etária que devem se imunizar.

AÇÕES
Desde 2014, época da inclusão da vacina HPV no Calendário Nacional de Imunização, o Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, vem realizando ações voltadas para o alcance das metas de coberturas vacinais (80%) na população alvo. Para isso, estão sendo realizadas parcerias com as sociedades científicas e trabalho conjunto as igrejas, organizações não-governamentais e com a mídia.

O objetivo é esclarecer sobre o HPV como problema de saúde pública no país e a importância da vacinação, como a mais relevante estratégia para prevenção dos cânceres de colo uterino, vulva, pênis, anus e orofaringe. Além disso, o programa Saúde na Escola, parceria conjunta dos Ministérios da Saúde e Educação, tem como um dos seus objetivos facilitar a vacinação contra o HPV em ambiente escolar.

*Barriguda News/De Fato

sábado, 14 de julho de 2012

UMA CONSTATAÇÃO:Pesquisa mostra que 60% dos homens só vão ao médico com a doença já em fase avançada

São Paulo – Levantamento feito pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostra que 60% (1,5 mil) do total de pacientes que chegam ao centro por mês já estão com doenças em estado considerado avançado e necessitam de intervenção cirúrgica para tratá-las. O quadro é reflexo da baixa procura por consultas regulares e exames preventivos por parte dos homens.

“Os homens devem ir ao médico, a partir dos 40 anos, no mínimo uma vez ao ano. Eles devem fazer um check-up, uma avaliação de rotina urológica completa, em particular da próstata, que é o que mais preocupa os homens”, disse Joaquim Claro, urologista e médico coordenador do Centro de Referência da Saúde do Homem.

O levantamento mostra que a maioria dos pacientes desconheciam suas condições de saúde e ignoraram sintomas iniciais das doenças mais comuns, adiando a busca por ajuda especializada. “Se tiver tudo em ordem o urologista vai orientar para o homem voltar em um ano. Se tiver problema, vai ser diagnosticado, tratado e, na imensa maioria das vezes, é um diagnóstico precoce, em que a cura supera 90% dos casos”, disse Claro.

O médico diz que as doenças mais comuns que podem ocorrer com o sexo masculino após os 40 anos são câncer de próstata, que atinge cerca de 16% dos homens, e também problemas relacionados à bexiga e ao rim, onde podem ocorrer câncer. O crescimento benigno da próstata, que atinge 100% dos homens, alterações hormonais e cálculos renais também devem ser acompanhados.

De acordo com o médico, logo ao nascer, o menino deve ser examinado por um urologista, para checar a disposição dos testículos e se o pênis teve uma formação adequada. É uma fase em que podem ocorrer tumores de testículo. Depois disso, na puberdade ocorre outra fase em que pode ocorrer o câncer, embora raro, nos testículos.

“Com o passar dos anos, com o envelhecimento, os problemas começam a ser, se não mais frequentes, pelo menos mais preocupantes. A partir dos 40, principalmente, é necessário acompanhar também se o paciente é diabético, hipertenso, obeso, se tem colesterol alto ou se a parte da função erétil está normal”.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o diagnóstico precoce permite tratamentos menos agressivos e com maiores chances de cura. A recuperação do paciente é mais rápida e os gastos com o procedimentos e a hospitalização, menores.

Preconceito - De acordo com o médico o preconceito dos homens em relação aos exames preventivos ao câncer de próstata está diminuindo. O medo em relação ao câncer, segundo ele, também está levando mais pacientes ao médico.

“Está aumentando muito [os casos de] câncer de próstata porque a gente está diagnosticando muito mais. Entre todas as classes socioeconômicas da nossa população, todo mundo conhece um vizinho, um primo, um amigo do trabalho que teve câncer de próstata. Isso está gerando uma procura muito maior pelos exames preventivos e pelo check-up anual, se compararmos com a realidade de alguns anos atrás”.

Fonte: Agência Brasil-Bruno Bocchini
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