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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

ACUSADO DE DESVIAR MILHÕES, RICARDO MOTTA CONSEGUE MANDATO DE VOLTA

O deputado estadual Ricardo Motta (PSB) está de volta à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Os deputados aprovaram decreto legislativo que revoga a decisão do desembargador Glauber Rêgo, do Tribunal de Justiça (TJRN) que determinou o afastamento de Motta, investigado por suposto atos de corrupção.

Motta foi afastado do mandato no dia 9 de junho deste ano, que teria duração de seis meses. O desembargador Glauber Rêgo acatou pedido do Ministério Público Estadual (MPRN), que investiga o envolvimento do deputado no esquema de desvio de recursos públicos do Idema-RN, desmantelado pela operação Candeeiro.

A Procuradoria-Geral de Justiça denunciou Ricardo Motta por práticas criminosas, apontando que ele se beneficiou do esquema que desviou quase 20 milhões de reais do Idema. Motta teria ficado com pelo menos R$ 11 milhões, segundo delações premiadas de envolvidos no esquema criminoso.

A PGJ apurou que os recursos foram utilizados em campanhas eleitorais de Ricardo Motta. No pleito de 2014, além de ter renovado o mandato como o mais votado à Assembleia Legislativa, ele elegeu o filho Rafael Motta (PSB) à Câmara dos Deputados, como o segundo mais votado. Na época, Ricardo Motta era presidente da ALRN.

AÉCIO NEVES

O decreto legislativo aprovado nesta terça-feira (24), na sessão conduzida pelo presidente Ezequiel Ferreira (PSDB), teve como argumento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o senador Aécio Neves (PSDB). A Corte entendeu que caberia o Senado adotar as medidas cautelares contra o senador, o que acabou resultando no retorno do tucano ao mandato.

Com base na decisão do STF, 20 deputados votaram pelo retorno de Ricardo Motta e apenas Fernando Mineiro (PT) foi contra. Estavam ausentes os deputados José Adécio (DEM), Cristiane Dantas (PC do B) e Márcia Maia (PSDB).


*César Santos 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

DAMA DE ESPADAS: PROCURADORIA OFERECE DENÚNCIA CONTRA O DEPUTADO RICARDO MOTTA

O Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Norte, Rinaldo Reis Lima, ofereceu denúncia contra o ex-Presidente da Assembleia Legislativa do RN, Deputado Ricardo Motta, acusando-o de chefiar, entre 2011 e 2015, a organização criminosa que desviou recursos públicos do parlamento estadual mediante a inserção fraudulenta de “servidores fantasmas” na folha de pagamento do órgão legislativo.
A partir do compartilhamento de evidências probatórias originárias da Operação Dama de Espadas, deflagrada pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da capital em agosto de 2015, e após a superação de obstáculos jurídicos para o início da investigação de autoridades com prerrogativa de foro implicadas nos fatos, foi instaurado, em abril de 2017, o devido Procedimento de Investigação Criminal no âmbito da Procuradoria-Geral de Justiça, o qual descortinou os crimes agora denunciados em desfavor do parlamentar.
Conforme a peça inicial acusatória, o Deputado Ricardo Motta já era beneficiário do esquema de desvio de recursos públicos referido entre 2006 e 2011, mas foi a partir desse último ano, quando se torna Presidente da Casa Legislativa, que ele passa à condição de chefe do esquema anteriormente existente, comandando, doravante, os demais integrantes e executores das fraudes que beneficiaram a si e a terceiros.
A denúncia agora oferecida pelo Procurador-Geral de Justiça se refere especificamente à conduta de chefe da organização criminosa que desviou recursos da Assembleia Legislativa entre 2011 e 2015, bem como à conduta de ter desviado recursos públicos do Poder Legislativo em benefício de Rita das Mercês Reinaldo (ex-Procuradora-Geral da Assembleia Legislativa e integrante do esquema criminoso) no valor atualizado de R$ 1.108.704,85 tendo por referência apenas o exercício de 2011.
Conforme consta na peça encaminhada ao Poder Judiciário pelo Procurador-Geral de Justiça, o grupo criminoso – chefiado pelo Deputado Ricardo Motta durante o exercício de sua Presidência e integrado por Rita das Mercês Reinaldo, Marlúcia Maciel Ramos de Oliveira, Rodrigo Marinho Nogueira Fernandes, Luiza de Marillac, Paulo de Tarso Fernandes, Oswaldo Ananias Pereira Júnior e Ana Paula de Macedo Moura – agia mediante a inserção de servidores “fantasmas” na folha de pagamento da Assembleia Legislativa, pelo saque em dinheiro dos valores correspondentes aos pagamentos, via cheque salário, desses “fantasmas”, tudo com a facilitação da agência do banco Santander instalada na sede do Poder Legislativo, e posterior apropriação do dinheiro subtraído pelos respectivos beneficiários, estando as condutas de cada um dos integrantes da organização criminosa minuciosamente descrita e comprovada.
Os fatos que fundamentaram a denúncia ora oferecida são os mesmos narrados na 1ª denúncia da operação Dama de Espadas pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da capital, oferecida em 18 de abril passado à 8ª Vara Criminal da comarca de Natal (Processo nº 0104223-76.2017.8.20.0001), sendo que nesta nova ação penal o Procurador-Geral de Justiça imputa ao Deputado Ricardo Motta a chefia da organização criminosa e a responsabilidade pelos recursos desviados em favor de Rita das Mercês e seus familiares no ano de 2011, o primeiro ano da Presidência da Casa Legislativa pelo referido parlamentar.
As provas reunidas para fundamentar a denúncia contra o deputado Ricardo Motta incluem, dentre outros elementos, as evidências coletadas com as colaborações premiadas de Richardson Macedo Bernardo e Gutson Johnson Giovany Reinaldo Bezerra, firmadas com o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal.
Ao final de sua peça acusatória, o Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis requer a condenação do Deputado Ricardo Motta pelos crimes de integrar Organização Criminosa (art. 2º caput c/c §§ 3ºe 4º, inciso II, todos da Lei 12.850/2013, com pena de reclusão de 3 a 8 anos, mais agravante pela chefia do grupo e incidência da causa de aumento de pena de 1/6 a 2/3 decorrente da participação de funcionário público na organização); e Peculato (art. 312 caput c/c art. 327, § 2º, do Código Penal, 89 vezes, com pena de reclusão de 2 a 12 anos).
A ação penal em comento foi registrada no Tribunal de Justiça do RN sob o n.º 2017.005002-1, sendo relator o Desembargador Glauber Rêgo.
Para conferir a íntegra da denúncia, clique aqui.
Do MPRN/O Mossoroense

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

SERÁ??? Ricardo Motta propõe extinção de ajuda de custo aos parlamentares

O presidente da Assembleia Legislativa do RN, deputado Ricardo Motta (PMN), propôs a extinção da ajuda de custo aos parlamentares. A verba é paga no início e no fim de cada período legislativo e corresponde a um subsídio. 

O presidente vai apresentar formalmente a proposta à Mesa Diretora e aos líderes para que seja encaminhado um Projeto de Resolução com a mudança.
Ricardo Motta recebeu o apoio dos colegas que estavam no plenário. 

Fernando Mineiro (PT) parabenizou a iniciativa e o deputado Kelps Lima (PR) destacou positivamente a ação em consonância com o Congresso Nacional. “Estaremos prontos para votar essa medida que vem ao encontro do que deseja a população do nosso Estado”, disse Hermano Morais (PMDB).

“Nossa Casa haverá de trilhar pelo mesmo caminho e temos que olhar para a realidade do País e a realidade do nosso Estado”, disse o presidente, referindo-se à votação, nesta quarta-feira, do projeto que extingue o pagamento do 14º e 15º salários na Câmara e Senado.


Com informações de Marcos Pedroza via Blog do BG
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