Por Vandson Lima | Valor Econômico [São Paulo], 08/11/2012
Desvio de R$ 65 milhões por meio de contratos fraudulentos e
superfaturados na gestão da saúde municipal. Uso de secretários de
governo na tarefa de angariar recursos para cobrir despesas do cartão de
crédito pessoal. Rejeitada por 92% da população, isolada politicamente e
sem um candidato à sua sucessão que defendesse sua gestão, a prefeita
de Natal (RN), Micarla de Sousa (PV), parecia ter chegado ao fundo do
poço de sua curta carreira política. Parecia.
Afastada do cargo desde 30 de outubro por decisão judicial, a
prefeita é investigada por suposto envolvimento em um esquema de
corrupção no sistema de saúde, desvendado na Operação Assepsia.
Os
detalhes da petição que selou seu afastamento foram revelados após o
desembargador Amaury Moura decidir pela quebra do sigilo da Ação
Cautelar. E o que parecia ser apenas o ocaso de alguém sem competência
para a administração pública se mostra agora como a ponta de um volumoso
esquema de corrupção instalado na prefeitura pelo qual Micarla, segundo
a denúncia apresentada pelo Ministério Público estadual, teria usado
largamente da máquina pública para proveito pessoal.
A petição atesta que a prefeita teria recebido propina oriunda de
contratos superfaturados de empresas contratadas para gerir unidades de
saúde na cidade ou fornecedoras de produtos. “Micarla de Sousa sempre
deteve o comando das negociações realizadas pelo grupo criminoso
estruturado no âmbito do Poder Executivo Municipal, como também que
requereu, em diversos momentos, benesses aos seus contratados envolvidos
no esquema, comprovando sua total ciência do tipo de acordo que com
eles era firmado”, relata o documento, assinado pelo Procurador Geral de
Justiça do Rio Grande do Norte, Manoel Onofre de Souza Neto.
A peça cita ainda o recebimento, por parte da prefeita, de propinas
por meio de contratos de fardamento e de merenda escolar. Micarla teria
embolsado propina de 10% no contrato de R$ 801,7 mil destinados à compra
de fardamento e merenda para as escolas do município. Seu marido, o
jornalista Miguel Weber, também recebera R$ 40 mil, equivalentes a 5% do
contrato firmado.
Despesas pessoais da prefeita e de seu marido eram bancadas por meio
de negociações feitas pelo Secretário de Planejamento, Antônio Luna, e
do coordenador Financeiro da Secretaria Municipal de Saúde, Francisco de
Assis Rocha Viana.
Com gastos que por vezes ultrapassavam os R$ 180 mil mensais, Micarla
teria várias recorrido a secretários para que estes encontrassem
maneiras de sanar suas dívidas, segundo a denúncia. Assis era o
responsável por administrar as finanças pessoais da prefeita e do
marido.
Algumas passagens são curiosas. Em 13 de setembro de 2011, Micarla,
que estava em são Paulo, pede para Assis checar sua situação financeira,
segundo mensagem interceptada pela investigação. O saldo devedor era de
R$ 27 mil. “Mais do que administrar a vida financeira da prefeita,
Francisco de Assis Rocha Viana era o encarregado de buscar recursos para
o pagamento das despesas pessoais da aludida investigada”, diz a peça.
Assis recorre primeiro a Luna e, sem sucesso, busca o dinheiro junto à
empresa Nordeste Fomento Mercantil Ltda. Uma representante, de nome
Viviane, diz a Assis que “eles vão fazer para conta da TV ou da Rádio
mesmo, porque fica complicado esses negócios com o Coaf, e fica
complicado fazer para conta direto (sic) de Micarla”. A Coaf é o
Conselho de Controle e Atividades Financeiras, órgão federal.
“Ressalte-se que a análise dos extratos da conta da Rádio de Cultura
de Macaíba [empresa da familia de Micarla], cuja quebra foi autorizada
por essa Corte, registra, justamente no mesmo dia do diálogo acima
reproduzido, uma transferência da Nordeste Fomento Mercantil no valor de
R$ 9,8 mil bem como, logo em seguida, o saque de um cheque no valor de
R$ 10 mil”, diz a denúncia.
No gabinete ocupado por Assis da secretaria municipal de Saúde, foram
apreendidos diversos documentos referentes ao patrimônio pessoal da
prefeita e de seus familiares. Entre eles, declaração referente ao
pagamento de mensalidade escolar dos filhos de Micarla; diversas faturas
emitidas por uma agência de viagens, referentes a despesas (passagens,
hospedagem e aluguel de veículos) de Micarla, o marido e amigos de ambos
e uma lista de despesas pessoais referente ao mês de janeiro de 2012.
Via O Santo Ofício
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
MICARLA: Diálogos em aparelhos Blackberry embasam acusações contra ELA
A chave do mistério em torno das acusações sigilosas contra Micarla de
Sousa (PV), prefeita afastada por decisão judicial, está na revelação de
diálogos decodificados em aparelhos do tipo Blackberry. É o que revela a
quinta edição da revista Nasemana com Diógenes Dantas, já disponível
para tablets e smartphones.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
COMANDO NACIONAL do PV intervém no RN e destitui Micarla
Depois da queda, o coice. A executiva nacional do Partido Verde interveio no diretório estadual da legenda e destituiu a prefeita afastada de Natal, Micarla de Sousa.
A intervenção do comando nacional do PV saiu depois da decisão do desembargador Amaury Moura, em caráter liminar, de afastar Micarla de Sousa da Prefeitura de Natal, atendendo solicitação do Ministério Público.
Com a destituição de Micarla de Sousa, o PV do Rio Grande do Norte fica sob o comando provisório do senador Paulo Davim.
Haverá mudança também no diretório municipal do PV.
Fonte: Nominuto.com Foto: reprodução
A intervenção do comando nacional do PV saiu depois da decisão do desembargador Amaury Moura, em caráter liminar, de afastar Micarla de Sousa da Prefeitura de Natal, atendendo solicitação do Ministério Público.
Com a destituição de Micarla de Sousa, o PV do Rio Grande do Norte fica sob o comando provisório do senador Paulo Davim.
Haverá mudança também no diretório municipal do PV.
Fonte: Nominuto.com Foto: reprodução
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
MICARLA se diz surpresa com reações após declarar voto a Carlos Eduardo
A prefeita Micarla de Sousa, voltou a figurar no processo eleitoral
2012, desta vez ele responde a Carlos Eduardo pelo fato dele ter negado o
voto da chefe do executivo, alegando que essa era mais uma estratégia
dela e da campanha de Hermano Morais, candidato a prefeito pelo PMDB,
para derrubar a candidatura do pedetista.
Veja a declaração de Micarla postada no facebook:
Confesso que do alto dos meus 42 anos, muito já vi e vivi. A própria experiência destes últimos anos como gestora pública me fez descobrir algumas questões e situações que sequer imaginava existirem. Porém, tenho que confessar que jamais imaginei que uma atitude tão simples e natural de expor publicamente o meu voto pudesse provocar tamanha reação. E o mais interessante é que a reação maior tenha vindo exatamente daquele ao qual declarei votar, o ex-prefeito e hoje candidato a prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves.
Permitam-me historiar o porquê da decisão. Eu, assim como milhares de natalenses, me permiti a assistir a exibição dos programas eleitorais, e assim poder decidir o meu voto. Sim, digo MEU voto porque ele é único e intransferível; é de minha inteira responsabilidade, algo que não posso repassar a qualquer outra pessoa. O exercício do meu direito inalienável como cidadã que me permite decidir livremente em quem votar. Pois bem, foi exatamente assistindo a esses programas que cheguei a conclusão de quem estaria melhor representando os meus anseios enquanto natalense. E, neste caso, nada mais natural que este anseio venha a favor de uma candidatura que possa dar continuidade a minha gestão. Uma gestão com foco nas pessoas, com investimento em gente. Marcada por projetos como UPA, AMEs, Centros de Educação Infantil, Plano de Cargos e Salário para os Servidores Públicos, Relocação de favelas, Fardamento escolar completo, Proeduc, Albergue Noturno, dentre tantos outros que transformaram a vida dos natalenses.
Acompanhando esses programas, vi nas palavras e propostas do candidato Carlos Eduardo, a certeza da continuidade destes projetos criados na nossa gestão. Ele se manifestou diversas vezes sobre estas questões que estão, certamente, dentro do seu programa de Governo e que, por isso mesmo, estão tendo destaque no período da sua propaganda eleitoral. Para todos ficou muito claro que, em ele sendo eleito, teríamos a certeza da continuidade da melhoria da saúde através de Upas e Ames. Também a educação com a continuidade do investimento feito, em especial, na Educação Infantil através dos CEMEIs. Não foi falado pelo candidato, em nenhum momento, em extinção destes projetos, mas sim dos seus incrementos, da continuidade de cada um deles.
Por isso, decidi colocar de lado todas as diferenças que me afastaram do ex-prefeito nos últimos anos e anunciar o meu voto para ele. Até porque jamais poderei retirar da minha história de vida o início da minha carreira política, a partir de um convite feito pelo seu pai, Agnelo Alves e pela sua candidata a Vice-Prefeita, Wilma de Faria. Foram eles que em 2004 me convidaram para que eu deixasse de lado o conforto da minha vida como empresária e jornalista e alçasse voo como candidata a Vice-Prefeita de Natal, como companheira de chapa de Carlos Eduardo. Juntos, tivemos quase 200 mil votos e vencemos aquela eleição. Tive a oportunidade de com ele dar os primeiros passos e, durante dois anos, entender os caminhos de uma administração. Em seguida, a vida nos levou para lados distintos. Naquele período, em 2006, tive a honra de representar a minha cidade como Deputada Estadual, a mais votada de Natal, o que me obrigou a renúncia do cargo de Vice-Prefeita. Logo depois, mais uma vez estivemos em palanques distintos e em 2008 fui eleita Prefeita de Natal contra a sua candidata Fátima Bezerra.
Hoje, após quase 4 anos , posso compreender bem as dificuldades que ele enfrentou como Prefeito e que o fizeram amargar a derrota da sua aliada naquele pleito. Sei que fui eleita por causa das dificuldades que ele enfrentava na época. Eu, como sua adversária, mostrava o lixo, os buracos, os bairros alagados, a situação caótica da saúde. Tudo devidamente registrado pela imprensa. E isso, querendo ou não, me projetou e me deu aquela eleição. Se tudo fosse um mar de rosas, eu não teria sido eleita com uma vitória tão esmagadora no primeiro turno. Isso é fato! Mas, hoje, eu consigo imaginar o quão difícil foi aquele momento para ele. Entre o ideal e o real existe uma grande diferença. Nós gestores queremos fazer mais, o que nem sempre pode ser concretizado pela falta de recursos. A realidade é dura para com os Municípios e hoje eu bem entendo o que acontecia em 2008 , levando o então prefeito a enfrentar tantas dificuldades.
Porém, hoje com o coração aberto , sem mágoa ou rancor, desejo que o ex-prefeito possa fazer o que não tive oportunidade de fazer. Carlos Eduardo é de uma família tradicional da política do nosso Estado. Sempre se dedicou a política. Nunca teve sequer tempo de exercer a sua profissão de advogado. Para ele, certamente, as portas não se fecharão, como aconteceu comigo. As parcerias vão acontecer e a caça as bruxas vão parar, tenho certeza. Ninguém aqui no estado nem fora dele negará apoio a um legítimo representante da Família Alves. Ele ainda terá a chance de executar os quase R$ 600 milhões que consegui, junto ao Governo Federal, para obras de infra-estrutura relacionadas a Copa de 2014 em Natal.
A ele só posso desejar sorte e sucesso! Mas, neste momento pediria algo de forma muito particular. Me dirijo agora ao próprio Carlos Eduardo dizendo : Não permita que o ódio invada o seu ser. Alguém que recebe de Deus a possibilidade de governar não pode se deixar levar por sentimentos tão pequenos como o ódio, a ira, o destempero. Quando você coloca que me tem como inimiga, saiba que eu não o vejo assim. Muito pelo contrário. Como cristã que sou e buscando o exemplo do homem que transformou para sempre a história do nosso planeta, Jesus, quero que saiba que continuarei clamando a Deus por você e sua família. Com amor e perdão. Nunca com ódio. Seja Feliz e que Deus o abençoe!
"Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do pai celeste, porque Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos." (Mt 5,44)
Micarla de Sousa
Prefeita de Natal
Veja a declaração de Micarla postada no facebook:
Confesso que do alto dos meus 42 anos, muito já vi e vivi. A própria experiência destes últimos anos como gestora pública me fez descobrir algumas questões e situações que sequer imaginava existirem. Porém, tenho que confessar que jamais imaginei que uma atitude tão simples e natural de expor publicamente o meu voto pudesse provocar tamanha reação. E o mais interessante é que a reação maior tenha vindo exatamente daquele ao qual declarei votar, o ex-prefeito e hoje candidato a prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves.
Permitam-me historiar o porquê da decisão. Eu, assim como milhares de natalenses, me permiti a assistir a exibição dos programas eleitorais, e assim poder decidir o meu voto. Sim, digo MEU voto porque ele é único e intransferível; é de minha inteira responsabilidade, algo que não posso repassar a qualquer outra pessoa. O exercício do meu direito inalienável como cidadã que me permite decidir livremente em quem votar. Pois bem, foi exatamente assistindo a esses programas que cheguei a conclusão de quem estaria melhor representando os meus anseios enquanto natalense. E, neste caso, nada mais natural que este anseio venha a favor de uma candidatura que possa dar continuidade a minha gestão. Uma gestão com foco nas pessoas, com investimento em gente. Marcada por projetos como UPA, AMEs, Centros de Educação Infantil, Plano de Cargos e Salário para os Servidores Públicos, Relocação de favelas, Fardamento escolar completo, Proeduc, Albergue Noturno, dentre tantos outros que transformaram a vida dos natalenses.
Acompanhando esses programas, vi nas palavras e propostas do candidato Carlos Eduardo, a certeza da continuidade destes projetos criados na nossa gestão. Ele se manifestou diversas vezes sobre estas questões que estão, certamente, dentro do seu programa de Governo e que, por isso mesmo, estão tendo destaque no período da sua propaganda eleitoral. Para todos ficou muito claro que, em ele sendo eleito, teríamos a certeza da continuidade da melhoria da saúde através de Upas e Ames. Também a educação com a continuidade do investimento feito, em especial, na Educação Infantil através dos CEMEIs. Não foi falado pelo candidato, em nenhum momento, em extinção destes projetos, mas sim dos seus incrementos, da continuidade de cada um deles.
Por isso, decidi colocar de lado todas as diferenças que me afastaram do ex-prefeito nos últimos anos e anunciar o meu voto para ele. Até porque jamais poderei retirar da minha história de vida o início da minha carreira política, a partir de um convite feito pelo seu pai, Agnelo Alves e pela sua candidata a Vice-Prefeita, Wilma de Faria. Foram eles que em 2004 me convidaram para que eu deixasse de lado o conforto da minha vida como empresária e jornalista e alçasse voo como candidata a Vice-Prefeita de Natal, como companheira de chapa de Carlos Eduardo. Juntos, tivemos quase 200 mil votos e vencemos aquela eleição. Tive a oportunidade de com ele dar os primeiros passos e, durante dois anos, entender os caminhos de uma administração. Em seguida, a vida nos levou para lados distintos. Naquele período, em 2006, tive a honra de representar a minha cidade como Deputada Estadual, a mais votada de Natal, o que me obrigou a renúncia do cargo de Vice-Prefeita. Logo depois, mais uma vez estivemos em palanques distintos e em 2008 fui eleita Prefeita de Natal contra a sua candidata Fátima Bezerra.
Hoje, após quase 4 anos , posso compreender bem as dificuldades que ele enfrentou como Prefeito e que o fizeram amargar a derrota da sua aliada naquele pleito. Sei que fui eleita por causa das dificuldades que ele enfrentava na época. Eu, como sua adversária, mostrava o lixo, os buracos, os bairros alagados, a situação caótica da saúde. Tudo devidamente registrado pela imprensa. E isso, querendo ou não, me projetou e me deu aquela eleição. Se tudo fosse um mar de rosas, eu não teria sido eleita com uma vitória tão esmagadora no primeiro turno. Isso é fato! Mas, hoje, eu consigo imaginar o quão difícil foi aquele momento para ele. Entre o ideal e o real existe uma grande diferença. Nós gestores queremos fazer mais, o que nem sempre pode ser concretizado pela falta de recursos. A realidade é dura para com os Municípios e hoje eu bem entendo o que acontecia em 2008 , levando o então prefeito a enfrentar tantas dificuldades.
Porém, hoje com o coração aberto , sem mágoa ou rancor, desejo que o ex-prefeito possa fazer o que não tive oportunidade de fazer. Carlos Eduardo é de uma família tradicional da política do nosso Estado. Sempre se dedicou a política. Nunca teve sequer tempo de exercer a sua profissão de advogado. Para ele, certamente, as portas não se fecharão, como aconteceu comigo. As parcerias vão acontecer e a caça as bruxas vão parar, tenho certeza. Ninguém aqui no estado nem fora dele negará apoio a um legítimo representante da Família Alves. Ele ainda terá a chance de executar os quase R$ 600 milhões que consegui, junto ao Governo Federal, para obras de infra-estrutura relacionadas a Copa de 2014 em Natal.
A ele só posso desejar sorte e sucesso! Mas, neste momento pediria algo de forma muito particular. Me dirijo agora ao próprio Carlos Eduardo dizendo : Não permita que o ódio invada o seu ser. Alguém que recebe de Deus a possibilidade de governar não pode se deixar levar por sentimentos tão pequenos como o ódio, a ira, o destempero. Quando você coloca que me tem como inimiga, saiba que eu não o vejo assim. Muito pelo contrário. Como cristã que sou e buscando o exemplo do homem que transformou para sempre a história do nosso planeta, Jesus, quero que saiba que continuarei clamando a Deus por você e sua família. Com amor e perdão. Nunca com ódio. Seja Feliz e que Deus o abençoe!
"Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do pai celeste, porque Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos." (Mt 5,44)
Micarla de Sousa
Prefeita de Natal
quarta-feira, 4 de julho de 2012
ALÍVIO PARA MICARLA
Câmara de Natal rejeita impeachment da prefeita Micarla de Sousa
O plenário da Câmara Municipal de Natal (CMN) rejeitou o pedido de abertura do processo de impeachment da prefeita Micarla de Sousa (PV). O requerimento havia sido apresentado na semana passada, assinado por oito vereadores.
A votação resultou em 13 votos contrários à matéria, sete favoráveis e uma ausência. Votaram contra a abertura do processo os vereadores Franklin Capistrano (PSB), Ney Lopes Júnior (DEM), Heráclito Noé (PR), Adão Eridan (PR), Adenúbio Melo (PSB), Aquino Neto (PV), Albert Dickson (PP), Assis Oliveira (PR), Bispo Francisco de Assis (PSB), Chagas Catarino (PP), Dickson Nasser (sem partido), Edivan Martins (PV) e Enildo Alves (DEM).
Os favoráveis foram Fernando Lucena (PT), George Câmara (PCdoB), Júlia Arruda (PSB), Júlio Protásio (PSB), Luís Carlos (PMDB), Raniere Barbosa (PRB) e Sargento Regina (PDT). Maurício Gurgel (PHS) estava ausente.
terça-feira, 3 de julho de 2012
MICARLA na mira do impeachment
Esta terça-feira (3) promete ser “quente” na Câmara Municipal de Natal (CMN). Além da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da polêmica lei que autoriza a instalação de postos de combustível em supermercados, os vereadores votarão também a abertura de processo de impeachment contra a prefeita Micarla de Sousa (PV), a partir de pedido protocolado na semana passada pela bancada de oposição.
O requerimento contra a prefeita foi apresentado pelo vereador Júlio Protásio (PSB), e assinado também por Júlia Arruda (PSB), Franklin Capistrano (PSB), Luís Carlos (PMDB), Fernando Lucena (PT), Sargento Regina (PDT), Raniere Barbosa (PRB) e Adão Eridan (PR). “Assim, temos garantidos 8 dos 11 votos necessários para a abertura do processo. Sabemos que a bancada da prefeita tem demonstrado força nas votações, mas estamos confiantes”, afirma Protásio.
Segundo ele, quatro pilares embasam o pedido de abertura de processo de impeachment. “No primeiro, reeditamos pedido feito anteriormente pelo vereador Luís Carlos, que toca nos repasses constitucionais obrigatórios para a Educação, não cumpridos pela Prefeitura. O segundo se refere ao contrato de pagamento de precatórios para a empresa Henasa, que segundo o TCE está superfaturado em R$ 10 milhões”, explica Protásio.
O terceiro ponto é o aluguel do Novotel para funcionamento de secretarias municipais. “A CEI dos Contratos enviou vários documentos ao Ministério Público, comprovando que a licitação de aluguel foi dirigida. O MP abriu processo contra a prefeita por causa disso. Por fim, temos os contratos superfaturados na saúde, com o ITCI, para a questão da dengue; e com a Associação Marca, para gerir a UPA de Pajuçara e as AMEs, que gerou a Operação Assepsia”, continua.
Caso a oposição consiga os 11 votos necessários (a casa tem 21 vereadores), o presidente Edivan Martins terá que indicar três nomes para formar a comissão que conduzirá o processo de impeachment.
DA REDAÇÃO DO BARRIGUDA NEWS
COM INFORMAÇÕES JORNAL DE FATO - FOTO JOANA LIMA
O requerimento contra a prefeita foi apresentado pelo vereador Júlio Protásio (PSB), e assinado também por Júlia Arruda (PSB), Franklin Capistrano (PSB), Luís Carlos (PMDB), Fernando Lucena (PT), Sargento Regina (PDT), Raniere Barbosa (PRB) e Adão Eridan (PR). “Assim, temos garantidos 8 dos 11 votos necessários para a abertura do processo. Sabemos que a bancada da prefeita tem demonstrado força nas votações, mas estamos confiantes”, afirma Protásio.
Segundo ele, quatro pilares embasam o pedido de abertura de processo de impeachment. “No primeiro, reeditamos pedido feito anteriormente pelo vereador Luís Carlos, que toca nos repasses constitucionais obrigatórios para a Educação, não cumpridos pela Prefeitura. O segundo se refere ao contrato de pagamento de precatórios para a empresa Henasa, que segundo o TCE está superfaturado em R$ 10 milhões”, explica Protásio.
O terceiro ponto é o aluguel do Novotel para funcionamento de secretarias municipais. “A CEI dos Contratos enviou vários documentos ao Ministério Público, comprovando que a licitação de aluguel foi dirigida. O MP abriu processo contra a prefeita por causa disso. Por fim, temos os contratos superfaturados na saúde, com o ITCI, para a questão da dengue; e com a Associação Marca, para gerir a UPA de Pajuçara e as AMEs, que gerou a Operação Assepsia”, continua.
Caso a oposição consiga os 11 votos necessários (a casa tem 21 vereadores), o presidente Edivan Martins terá que indicar três nomes para formar a comissão que conduzirá o processo de impeachment.
DA REDAÇÃO DO BARRIGUDA NEWS
COM INFORMAÇÕES JORNAL DE FATO - FOTO JOANA LIMA
domingo, 24 de junho de 2012
MICARLA DESISTE de concorrer à reeleição
A prefeita de Natal, Micarla de Sousa, divulgou ontem (23) a desistência de concorrer à reeleição. A informação foi prestada pela assessoria da líder do Partido Verde.
O ex-deputado Luiz Almir será anunciado como substituto de Micarla na disputa eleitoral, tendo como vice o engenheiro Sérgio Pinheiro, ex-secretário da Secretaria de Obras e Infraestrutura de Natal.
Micarla de Sousa deverá se pronunciar publicamente na segunda-feira, em entrevista coletiva marcada para às 16h, na sede do PV.
DA REDAÇÃO DO BARRIGUDA NEWS
COM INFORMAÇÕES DE CHICO RABELO-NOMINUTO.COM
O ex-deputado Luiz Almir será anunciado como substituto de Micarla na disputa eleitoral, tendo como vice o engenheiro Sérgio Pinheiro, ex-secretário da Secretaria de Obras e Infraestrutura de Natal.
Micarla de Sousa deverá se pronunciar publicamente na segunda-feira, em entrevista coletiva marcada para às 16h, na sede do PV.
DA REDAÇÃO DO BARRIGUDA NEWS
COM INFORMAÇÕES DE CHICO RABELO-NOMINUTO.COM
quarta-feira, 14 de março de 2012
Parceria (administrativa) entre Rosalba e Micarla é boa notícia
O anunciado entendimento entre as gestões da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e da prefeita Micarla de Sousa (PV) em torno do Pró-Transporte e das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) deve ser encarado de forma positiva pelos natalenses.
Afastadas politicamente desde o encerramento das urnas em 2010, Rosalba e Micarla vinham se tratando com frieza. Para não falar em indiferença e animosidade.
Eram capazes de gestos pequenos e capazes de ruborizar até o mais refratário a regras básicas de convivência e cortesia política.
Como aconteceu há mais de um mês, em que o cerimonial da governadora, com o apoio velado da chefe, ignorou solene e deliberadamente a presença da prefeita em uma solenidade no canteiro de obras da Arena das Dunas.
Se o distanciamento entre Rosalba e Micarla se restringisse ao campo político-eleitoral, as consequências também estariam limitadas a elas e aos grupos políticos que elas integram.
O problema é que o afastamento entre as duas gestoras estava se refletindo nas parcerias administrativas. Ou melhor, na falta delas.
E aí é algo que diz respeito diretamente à população.
Deixar perdurar esse tipo de situação é flertar com a irresponsabilidade.
Por isso, é boa a notícia da retomada das ações conjuntas entre Governo e Prefeitura.
Sobretudo em relação aos projetos anunciados, ambos parados devido à incapacidade financeira da Prefeitura em levá-los adiante.
O Pró-Transporte, em específico, está paralisado há cinco anos.
As UPAs, por sua vez, já deveriam ter quatro unidades em operação. Mas só uma está funcionando, a de Pajuçara. A da Cidade da Esperança, erguida a passos lentos, Micarla garantiu que concluirá com recursos da Prefeitura. O Governo vai ajudar a financiar as unidades dos bairros Planalto e Nossa Senhora da Apresentação.
Para a população, é isto o que interessa: que as obras e os projetos governamentais deslanchem.
Política, neste caso, é item supérfluo.
Afastadas politicamente desde o encerramento das urnas em 2010, Rosalba e Micarla vinham se tratando com frieza. Para não falar em indiferença e animosidade.
Eram capazes de gestos pequenos e capazes de ruborizar até o mais refratário a regras básicas de convivência e cortesia política.
Como aconteceu há mais de um mês, em que o cerimonial da governadora, com o apoio velado da chefe, ignorou solene e deliberadamente a presença da prefeita em uma solenidade no canteiro de obras da Arena das Dunas.
Se o distanciamento entre Rosalba e Micarla se restringisse ao campo político-eleitoral, as consequências também estariam limitadas a elas e aos grupos políticos que elas integram.
O problema é que o afastamento entre as duas gestoras estava se refletindo nas parcerias administrativas. Ou melhor, na falta delas.
E aí é algo que diz respeito diretamente à população.
Deixar perdurar esse tipo de situação é flertar com a irresponsabilidade.
Por isso, é boa a notícia da retomada das ações conjuntas entre Governo e Prefeitura.
Sobretudo em relação aos projetos anunciados, ambos parados devido à incapacidade financeira da Prefeitura em levá-los adiante.
O Pró-Transporte, em específico, está paralisado há cinco anos.
As UPAs, por sua vez, já deveriam ter quatro unidades em operação. Mas só uma está funcionando, a de Pajuçara. A da Cidade da Esperança, erguida a passos lentos, Micarla garantiu que concluirá com recursos da Prefeitura. O Governo vai ajudar a financiar as unidades dos bairros Planalto e Nossa Senhora da Apresentação.
Para a população, é isto o que interessa: que as obras e os projetos governamentais deslanchem.
Política, neste caso, é item supérfluo.
Fonte: No minuto.com
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