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quinta-feira, 21 de março de 2013

UERN 2013: Pedro Fernandes e Aldo Gondim vencem a eleição

A apuração das urnas do processo sucessório de Reitor(a) e Vice-Reitor(a) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) foi concluída à 0h57 pela Comissão Eleitoral. Com 51% dos votos válidos, Pedro Fernandes foi eleito Reitor da UERN, Gilton Sampaio obteve 33% dos votos e Ana Dantas 16%; na disputa para o cargo de Vice-Reitor, Aldo Gondim obteve 45% dos votos válidos, Lúcio Ney ficou com 29,5%, Gláucia Russo com 20,02% e Carlos Nascimento com 5,3%.

A eleição contabilizou 6.693 votantes de um total de 12.881 aptos a votar, o que equivale a 51,96% dos votos válidos. O índice de abstenção foi de 48,04%. Por volta da meia-noite, com a apuração da Urna 1 – que tinha o maior peso eleitoral, totalizando os votos de 470 docentes do Campus Central – o presidente da Comissão Eleitoral, Prof. Armando Lúcio Ribeiro confirmou que o resultado já era irreversível.

O Reitor Milton Marques de Medeiros votou ao meio-dia e analisou a eleição de forma positiva: "Destaco o clima de democracia, todos se comportando de maneira elegante e condizente com a academia. É um pleito sadio que traz os resultados definidos pela comunidade. Vamos, com isso, cada vez mais, acreditar e pensar positivo para o futuro da Instituição", afirmou.

O candidato Pedro Fernandes acompanhou o final da apuração no Auditório da FAFIC, onde a Comissão Eleitoral foi instalada. Já eleito, Pedro Fernandes agradeceu a confiança da comunidade acadêmica: "Quero agradecer a todos os professores, técnicos e alunos; ao reitor Milton Marques de Medeiros pela confiança no meu nome e aos candidatos pela experiência e qualificação. Nós todos mostramos como se faz uma campanha acadêmica". 

O professor Aldo Gondim comemorou a vitória e afirmou: "Precisamos agradecer a cada um dos apoiadores e de forma especial aos nove diretores de unidades acadêmicas que nos apoiaram. Também quero agradecer os postulantes ao cargo pela integridade e respaldo que deram ao processo eleitoral".

De acordo com o Calendário Eleitoral, a Comissão Eleitoral apresentará o resultado da eleição ao CONSUNI no dia 05/04/2013. A Lista Tríplice será entregue a governadora Rosalba Ciarlini no dia 17/04/2013. A posse ocorrerá em setembro, durante a tradicional Assembleia Universitária. 


Fonte: Uern
Redação:Ana Cadengue/O Mossoroense

quarta-feira, 20 de março de 2013

COMUNIDADE UERN ESCOLHE, HOJE, SEU NOVO REITOR

Desde às 08:00h à comunidade UERN está mobilizada para escolha de seu novo Reitor. A eleição vai até às 22:00h e, como o voto  ainda é em cédula de papel (a UERN ainda não se modernizou nesse sentido), o resultado só deverá sair amanhã. NO CAMEAN em Pau dos Ferros a movimentação é intensa desde as primeiras horas e as filas eram grandes pela manhã.

segunda-feira, 18 de março de 2013

SUCESSÃO UERN 2013

Os Professores do Campus Avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia - CAMEAN, apresentam esta semana nos Campi e Núcleos da UERN um vídeo sobre a trajetória do Professor Gilton Sampaio, candidato a Reitor da UERN. O vídeo enfatiza a administração do Professor Gilton no CAMEAN, mostrando como era o Campus antes e como se encontra hoje. É notório o crescimento; alunos e professores são engajados e comprometidos com o ensino, pesquisa e extensão. Hoje à noite a Professora Dalva Teixeira (foto) apresentou o vídeo para os alunos do Núcleo de Alexandria.

domingo, 17 de março de 2013

SUCESSÃO UERN 2013: Reitoráveis avaliam reta final da campanha

Termina na próxima terça-feira, 19, dia que antecede o pleito, o período de campanha eleitoral para a escolha do reitor e vice-reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern). Iniciado no dia 18 de fevereiro, o processo é avaliado como satisfatório e positivo pelos reitoráveis.

Para a professora Ana Dantas, a aceitabilidade de seu nome na sucessão da Uern foi um dos pontos mais marcantes da campanha. "A nossa campanha surgiu há dois meses, e nós temos percebido um crescimento na aceitabilidade das nossas propostas. Também percebemos que a comunidade acadêmica quer uma gestão democrática, e vimos que ela se sente representada através dos nossos projetos", afirma.

Durante os últimos dias de campanha, Ana Dantas e a candidata à vice Gláucia Russo dedicarão suas atividades às visitas no Campus Central, em Mossoró, e no Campus de Natal da Uern. "A gente espera poder consolidar nossas propostas com os apoiadores da nossa chapa, e vamos promover reuniões em Mossoró e Natal, serão dois dias bem ativos", comenta a candidata.

Segundo o candidato Gilton Sampaio, a campanha atingiu suas expectativas. "Conseguimos discutir e apresentar propostas viáveis, que transformarão a Uern em nova Universidade. Nossa expectativa é de vitória, e serão quatro anos de gestão que irão marcar a história de Mossoró e do Rio Grande do Norte", defende.

O professor, que tem como companheiro de chapa o candidato à vice Lúcio Ney, destaca que nos próximos dois dias continuará promovendo ações de articulação, conversando com todos os segmentos acadêmicos. "Estamos mostrando como serão operacionalizados os projetos, viabilizados os recursos, e descentralizada a Uern, no regime jurídico e em questões orçamentárias. Vamos destacar também o projeto estruturante da Uern", complementa.

Candidato da situação, o professor Pedro Fernandes também avalia positivamente a campanha. "Retornamos a todas as unidades da Uern, digo retornamos porque durante quatro anos estivemos nesses locais, e agora estamos apresentando o que já foi feito e as nossas propostas, porque é essa a nossa característica", diz.

O professor conta que um dos pontos altos da campanha foram os diálogos mantidos com os alunos, professores, e técnicos administrativos. "Foram momentos de interação com os discentes, e sempre estivemos à disposição dos professores e técnicos, trabalhando com sinceridade", relata o candidato, acrescentando que amanhã e na terça-feira estarão reunidos os apoiadores de sua candidatura, que divulgarão as propostas da carta-programa da chapa Pedro Fernandes e Aldo Gondim. "Estaremos em todos os lugares ao mesmo tempo", conclui.

Com informações de O Mossoroense

SUCESSÃO UERN 2013: Gilton se compromete em mudar história do Campus de Caicó

A TV Seridó mostrou, nesta semana, a situação do campus avançado de Caicó. Além da péssima estrutura e da falta de ventiladores e ar condicionado para amenizar o calor da terra mais quente do RN, a universidade, que funciona no prédio do Caic, ainda precisa dividir o mesmo espaço com uma escola de ensino fundamental.

Para o candidato a reitor da oposição, Gilton Sampaio, a situação de Caicó é uma lástima e chega a ser desumana. “Caicó é o coração do Seridó, uma das regiões que, historicamente, mais investiu em educação no interior. Oferecer uma universidade com tantas deficiências é, no mínimo, um desrespeito”. Disse.

De acordo com Gilton, sendo eleito reitor, a primeira medida é mobilizar o povo de Caicó, promover audiências públicas, convocar as bancadas estadual e federal do RN e iniciar uma grande batalha para que a sede própria do Campus seja concluída e a comunidade acadêmica tenha o direito de trabalhar e estudar dignamente.


Com informações da assessoria

SUCESSÃO UERN 2013: Ana Dantas apresenta propostas para os campi e núcleos da UERN

Durante esta semana, Ana Dantas e Gláucia Russo estiveram de volta aos Campi de Pau dos Ferros, Caicó e Patu, além de visitarem os Núcleos Avançados de Caraúbas e Apodi. 

As candidatas apresentaram propostas específicas para as unidades e puderam reforçara o compromisso com a descentralização administrativa da Universidade e com a finalização de obras paralisadas: “Nos deparamos com infraestruturas precárias em todos os lugares que visitamos. Faltam laboratórios, ginásios poliesportivos, residências universitárias e até mesmo salas de aula adequadas. A conclusão do Campus de Caicó é uma das nossas prioridades, pois a estrutura atual põe em risco o bem estar de alunos e servidores”, afirma a professora Ana Dantas. 

As visitas se encerraram na noite de ontem, 14, com uma palestra ministrada na X Semana Universitária do Campus de Patu, onde a professora Ana Dantas discutiu o tema “Pesquisa e a difusão do conhecimento científico na UERN”. Após fazer uma avaliação dos desafios atuais enfrentados naquele campus, a candidata apresentou algumas das propostas de sua Carta Programa, como a ampliação de bolsas de iniciação científica e a criação de uma política de estímulo a projetos de pesquisa nos Campi e Núcleos. 

As eleições acontecem na próxima quarta-feira, dia 20, com urnas distribuídas em todas as unidades da UERN. 

Com informações de Débora Campos

sexta-feira, 8 de março de 2013

SUCESSÃO UERN: Candidatos retornam a campis avançados e prepararam feijoada em Pau dos Ferros

Depois de uma semana de muitas adesões e confirmações de apoios nos campi de Patu, Assú e Caicó, os candidato da oposição a reitor e vice da UERN, Gilton Sampaio e Lúcio Ney, preparam mais uma mobilização em Pau dos Ferros, antes da última semana de campanha.

Na terça-feira, 5, os candidatos estiveram no campus avançado de Patu revisitando a direção, os departamentos e as salas de aula. O professor Jozenir Calixta de Medeiros, diretor da unidade, realizou uma grande mobilização e fortaleceu ainda mais a luta no município. O mesmo aconteceu na quarta-feira, 6, em Assú, com o apoio fundamental do diretor Afrânio Câmara Pereira.

Com as energias de Assú, os candidatos retornaram a Caicó na quinta-feira, 7. Depois de um dia inteiro de trabalho, os resultados surpreenderam os oposicionistas. “Esse retorno a Caicó foi muito importante para a nossa campanha, mas, sobretudo, para o futuro da UERN que ganhará novos rumos com a nossa vitória”, disse Gilton Sampaio.

Nesta sexta-feira, 8, Gilton e Lúcio cumpriram extensa agenda em Mossoró e Caraúbas. Neste sábado, 9, eles voltam à Assú, para conversar com os integrantes do PARFOR. Já no domingo, 10, os candidatos se concentram numa grande mobilização em Pau dos Ferros, onde está sendo organizada uma feijoada de motivação e arrecadação de fundos para a campanha.

Com informações da Assessoria

NO DIA DA MULHER, professora destaca candidatura de duas mulheres à reitoria da UERN

Hoje é o Dia Internacional da Mulher e a data leva a reflexões sobre as conquistas femininas nos últimos anos, tanto na defesa dos seus direitos, no combate à violência doméstica e sexual, avanços no campo profissional. A professora da Ufersa, Marcela Amaral, provoca uma reflexão sobre a atuação das mulheres nas universidades brasileiras e questiona: “por que ainda somos tão poucas nos cargos diretivos?”

Ex-professora da UERN, Marcela Amaral analisa que se as mulheres ainda são cerceadas em alguns campos e no acesso a cargos diretivos nas Universidades, é porque, historicamente, só puderam ingressar no meio acadêmico a partir de muita luta. Ela lembra que a pretensão de Ana Dantas, candidata a reitora, e Gláucia Russo, vice, demonstra muita coragem.

“Por serem mulheres, professoras, pesquisadoras, extensionistas e comprometidas com a educação é que juntas representam a inovação que esta Universidade tanto precisa para de fato se consolidar como referência”, completa.


Com informações de Stella Dantas

quarta-feira, 6 de março de 2013

SUCESSÃO UERN 2013: Em Assu, candidatas Ana e Gláucia apresentam propostas de descentralização da UERN

A UERN está presente em 17 cidades e esta é uma das maiores dificuldades enfrentadas para a gestão da universidade. Na manhã desta terça-feira (5), as professoras Ana Dantas e Gláucia Russo visitaram o Campus de Assu, onde defenderam a descentralização administrativa da UERN.

"Hoje, os alunos concluintes dos campi avançados precisam se deslocar até Mossoró para assinar e receber seu diploma, por exemplo, se uma lâmpada queima ou falta papel no Campus de Assu, só o almoxarifado do Campus Central poderá repor o estoque. Por isso a gente defende a descentralização também da distribuição de materiais", observa Ana Dantas ao enfatizar que além de prejudicar o funcionamento da unidade, o modelo atual é mais dispendioso.

As candidatas também propõem a aquisição de pelo menos um micro-ônibus para cada campus, a fim de garantir a participação dos estudantes em aulas de campo e eventos científicos, sócio-políticos e culturais. Outra proposta é a implantação do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa), custeado inteiramente pelo MEC, para agilizar procedimentos como a emissão de documentos, cadastro de turmas, trancamento de disciplinas e outros.

A professora Gláucia destaca: "Todas essas propostas estão inseridas no projeto de universidade que nós queremos e foram pautadas nos princípios da democracia, autonomia e compromisso social. Acima de tudo, elas são propostas viáveis, e nós sabemos que há caminhos para torná-las reais.”


Com informações da Assessoria 

segunda-feira, 4 de março de 2013

SUCESSÃO UERN 2013: Gilton e Lúcio voltam aos Campi avançados

Depois dos avanços nas primeiras semanas de campanha, com a conquista de muitos apoios no Campus Central e do sucesso no debate da Aduern, os candidatos da oposição, Gilton Sampaio e Lúcio Ney, se preparam para, novamente, visitarem os campi avançados da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Nesta terça-feira, 5, eles retornam para uma visita completa no Campus de Patu. Na quarta-feira, 6, a visita acontece no Campus de Assú e na quinta-feira, 7, no Campus de Caicó.

Gilton Sampaio é diretor licenciado do Campus de Pau dos Ferros e, por isso, conhece como ninguém a difícil situação dessas unidades, assim como dos núcleos avançados, que também já receberam a visita dele e de Lúcio. Nesse retorno, os candidatos querem reafirmar o apoio de professores, técnicos e estudantes, consolidando o projeto da oposição que é o que mais cresce nesta campanha e o que aponta mais chances de vitória.

Na próxima semana, todos os esforços serão destinados ao Campus Central, em Mossoró, para terminar de confirmar os apoios necessários para a conquista da eleição no dia 20 de março.

sábado, 2 de março de 2013

SUCESSÃO UERN 2013: Candidatos à Reitoria avaliam debate promovido na Associação dos Docentes da Uern

Na noite da última quinta-feira, 28, foi promovido pela Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Aduern) um debate entre os candidatos a reitor da Uern. O evento durou cerca três horas e contou com a participação de um público aproximado de 400 pessoas, que acompanhou a discussão na sede da entidade. As proposições apresentadas pelos reitoráveis também puderam ser assistidas pelos internautas, através de Twitcam, disponível no perfil www.twitter.com/ Aduern.

Para a candidata Ana Dantas, o debate foi um importante momento para a campanha eleitoral. "Tivemos a oportunidade de expor nossas ideias, um momento absolutamente democrático, em que os presentes tiveram a chance de comparar as propostas. Foi muito produtivo, a Aduern fez uma grande serviço à democracia e à Uern", avaliou.

Na visão do candidato Gilton Sampaio, o debate foi um dos melhores que ele já participou. "Foi esclarecedor e serviu para mostrar a todos como a Universidade é centralizada, em seus poderes e na comunicação, e importante, pois mostramos os aspectos centrais da nossa carta-programa", pontuou.

O professor Pedro Fernandes destaca que o debate foi um momento importante para a campanha eleitoral, onde os candidatos puderam expor suas propostas. Na oportunidade, as pessoas presentes puderam avaliar os três candidatos. “O debate foi bastante produtivo. Lamentamos, e entendemos, a postura agressiva de algumas pessoas, mas apesar disso conseguimos expor nossas propostas e mostrar como será nossa postura à frente da instituição, reconhecendo as dificuldades e o que merece ser melhorado e trabalhando para melhorar todos os setores da instituição”, declara.

Mediado pelo jornalista Carlos Adams, o debate foi dividido em cinco blocos, sendo o primeiro dedicado às considerações iniciais de cada candidato; no segundo, foram sorteadas perguntas da Aduern. No terceiro bloco foi a vez de a plateia participar, através do sorteio de perguntas. No quarto, os candidatos fizeram perguntas entre si, e o último foi reservado para as considerações finais dos reitoráveis.

De acordo com presidente da Aduern, Flaubert Torquato, o debate atingiu as expectativas da Associação. "Nós alcançamos o nosso objetivo, proporcionando à comunidade acadêmica a oportunidade de conhecer os ideais, propostas de cada candidato, diferenciá-los. Eles puderam se expressar livremente, e o desempenho deles também foi positivo. Agora cabe aos segmentos universitários fazerem sua avaliação", conclui.

Barrigudanews Via O Mossoroense

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

sábado, 23 de fevereiro de 2013

SUCESSÃO UERN: Obras paralisadas desde 2010, mostram fragilidade da administração da UERN

  Pelo menos três grandes obras da UERN estão paralisadas causando enormes prejuízos para a comunidade acadêmica. Em Natal, a construção do Campus Avançado espera sua conclusão desde 2010. A obra está orçada em R$ 8 milhões, sendo que desse total já foram gastos R$ 4,5 milhões e, segundo foi informado, somente as paredes foram levantadas, faltando a instalação elétrica, hidráulica e acabamentos. Enquanto isso, a UERN paga mais de R$ 22 mil pelo aluguel do prédio onde o Campus funciona atualmente.
 
            Outra obra paralisada é a do Campus de Caicó que atualmente funciona na velha e gasta estrutura do CAIC, dividindo o espaço com alunos do EJA, de uma escola estadual e uma creche infantil. Os serviços estão paralisados desde 2010 e, os 60% que foram concluídos, estão sofrendo com a ação do tempo.
 
            Em Mossoró, a situação não é diferente. O prédio da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais (FANAT), iniciada em 2009 e orçada em R$ 3 milhões, também foi paralisado no final de 2010. Em 2011, as obras foram retomadas, mas desde então, se arrastam lentamente. Para piorar, no início de abril de 2012, o construtor pediu a rescisão do contrato. Só agora, durante a campanha, é que a reitoria anunciou a retomada deste serviço, mas não disse nada com relação aos outros Campi.
 
Com informações Profº Ivanaldo Santos

SUCESSÃO UERN: Ana Dantas e Gláucia Russo apresentam propostas aos Campi Avançados

Durante toda a semana, as candidatas Ana Dantas e Gláucia Russo seguiram empenhadas na campanha à Reitoria, levando suas propostas aos Campi Avançados da UERN. Na última quarta-feira (20), iniciaram a agenda em Caicó e Patu, onde discutiram as principais demandas daquelas unidades.

“Todos estes campi sofrem com a falta de incentivo a pesquisas e de um ambiente acadêmico. E no caso de Caicó, é gritante a questão da infraestrutura precária onde eles se encontram atualmente. Enquanto as obras do novo campus estão paralizadas, eles sofrem com uma situação insalubre, que prejudica as atividades acadêmicas”, observa a professora Ana Dantas.

Na noite da quinta-feira (21), as reitoráveis estiveram no Campus de Assu, onde foram bem recebidas pela comunidade acadêmica e puderam debater suas propostas com estudantes, técnicos e professores. Gláucia destacou o potencial da UERN para a promoção do desenvolvimento do estado: “A Universidade precisa fortalecer seu papel social nessa região, atendendo às demandas específicas da comunidade acadêmica e estabelecendo articulações com os movimentos sociais e o poder público local, para efetivação de políticas públicas de caráter universal”.

Na próxima semana, as candidatas visitarão as unidades de Pau dos Ferros, e continuarão a campanha em Mossoró.

Débora Campos 
Assessoria de Comunicação

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

UERN: Pedro e Aldo descumprem regras e divulgam propaganda irregular


Os candidatos da oposição na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Gilton Sampaio e Lúcio Ney, entraram nesta quinta-feira, 21, com uma representação na Comissão Eleitoral contra os candidatos da situação Pedro Fernandes e Aldo Gondim por uso de propaganda irregular na campanha para a sucessão na reitoria.

De acordo com o advogado Hebert Mota, os candidatos cometeram uma infração ao descumprir a resolução 01/2013 do Conselho Universitário (Consuni) ao distribuíram panfletos como material de campanha, quando só é permitida a utilização de “carta-programa” e “bottons”.

A ação pede uma penalidade de cinco mil ufirs (o equivalente a mais de R$ 5 mil) que serão destinados às residências universitárias. O documento solicita ainda que todo o material seja recolhido e entregue à Comissão Eleitoral e, em caso de reincidência, a multa seja dobrada. A Comissão se reuniu ainda nesta quinta, e deve julgar a representação o mais breve possível. 
 
Com informações da assessoria de Campanha.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

UERN: “Estamos há mais de 30 anos sem avanço na pesquisa”, diz diretor de Patu

“Passamos 30 anos sem avanço da pesquisa, no ensino e na graduação”. A frase é do professor doutor Jozenir Calixta de Medeiros, diretor do campus da UERN em Patu, sobre a situação de abandono da instituição no município durante mais de três décadas. Embora esteja implantado numa região muito importante do Estado, o campus basicamente nunca recebeu atenção suficiente para ampliar a graduação e, sobretudo, a pesquisa.
 
Desde que foi fundado em abril de 1981, o campus funciona com três cursos de graduação: Ciências Contáveis, Matemática e Pedagogia e, somente no final do ano passado, graças a uma grande luta dos professores, foi conseguida a instalação do curso de Letras, embora a comunidade acadêmica quisesse mais. “O campus é muito ocioso, mesmo tendo demanda, mas a metodologia de abertura de cursos nos campi avançados ainda é paternalista. Os cursos são abertos não onde há necessidade, mas na perspectiva de atender os anseios políticos”, reclama Jozenir Calixta.
 
O mais grave em Patu é a falta de perspectiva dos professores quanto à pós-graduação. “Pensar em pós-graduação ainda é um desafio, primeiro porque houve uma desatenção da administração para a capacitação docente, não há doutores suficientes em Patu, depois porque parece que as coisas só vêm para Patu quando sobram nas demais unidades”, desabafa o diretor.
 
AGENDA DE GILTON E LÚCIO
DIA 21/02 (QUINTA-FEIRA)
10h: Gravação de vídeo direcionado aos técnicos da UERN/DECOM
Tarde: Visita à FANAT
Noite: Visita à FACEM 

Com informações da Assessoria de Campanha

UERN 2013: Ana Dantas e Gláucia Russo inovam na propaganda e contam propostas através de história em quadrinhos

A campanha para a Reitoria da UERN começou pra valer na última segunda-feira (18) e tem regras muito bem definidas para a propaganda através de material impresso. Apenas bottons adesivos com diâmetro máximo de nove centímetros e folder com a apresentação da Carta-Programa contendo as principais propostas podem ser distribuídos aos mais de 1.200 professores, 1.100 técnicos administrativos e um número de estudantes que supera os 10 mil. A grande oportunidade de divulgação encontrada pelas candidatas Ana Dantas (reitora) e Gláucia Russo (vice-reitora) está na Internet. 

“Entre as peças que estamos divulgando na Internet estão uma página (www.uernquequeremos.com.br), perfis nas redes sociais mais utilizadas atualmente com a marca @uernquequeremos, vídeos no Youtube e uma ferramenta que está agradando em muito à comunidade acadêmica: uma série de quadrinhos que conta a história da nossa candidatura desde a arregimentação de sugestões para a Carta-Programa, diálogos com as 17 cidades onde a UERN está presente até o próprio uso intenso da tecnologia para diminuirmos distâncias e conseguirmos levar nossas propostas a todos”, explica a candidata a reitora.

Ana Dantas e Gláucia Russo integram uma das três chapas que disputam a Reitoria. As duas são professoras-doutoras, com dedicação exclusiva à UERN, vasta experiência acadêmica e de gestão. Atualmente, Ana Dantas está no segundo mandato como diretora do Campus de Natal, reeleita com 99,7% dos votos válidos, e Gláucia Russo é vice-diretora da Faculdade de Serviço Social, em Mossoró.

Com informações de Stella Dantas

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ELEIÇÕES UERN 2013: Gilton Sampaio e Lúcio Ney Lançam site oficial de campanha

Foi lançado nesta segunda-feira (18), o site oficial de campanha de Gilton Sampaio e Lúcio Ney aos cargos de Reitor e Vice-Reitor da UERN, respectivamente. O site oficial da campanha trará como marca principal, o dinamismo, a integração aos segmentos acadêmicos e um meio de aproximar os candidatos a toda sociedade.

Através do endereço eletrônico www.giltonelucio.com, os internautas terão acesso sobre a agenda, notícias, carta-programa da campanha e todas as informações necessárias para participar das atividades e mobilizações em prol das candidaturas.

Além do site oficial da campanha, também serão utilizadas as redes sociais, como Twitter e Facebook, onde, esses canais colaborarão com a missão de estreitar ainda mais a distância entre os candidatos e os segmentos acadêmicos, sendo aliadas na disseminação das informações, inclusive através de dispositivos móveis. 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

UERN: Gilton Sampaio e Lúcio Ney defendem descentralização financeira e administrativa


Gilton Sampaio e Lúcio Ney em visita à redação do jornal (Luciano Lellys)Os professores Gilton Sampaio e Lúcio Ney, candidatos a reitor e vice da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), respectivamente, visitaram ontem a redação do jornal O Mossoroense. Na ocasião, eles apresentaram suas propostas para a instituição. 

Gilton Sampaio informou que entre as suas prioridades está a mudança no sistema de gestão da Universidade. O candidato propõe a descentralização financeira e administrativa na Instituição. 

Para Gilton Sampaio, tão importante quanto a autonomia financeira da Uern é a mudança no sistema administrativo. "A autonomia é importante, mas não é o principal problema da Uern. A autonomia tem que vir, no entanto é preciso haver uma desburocratização, uma descentralização de poderes para possibilitar à Universidade um maior desenvolvimento", defende. 

Outra proposta apresentada foi com relação ao voto paritário na instituição. Segundo o professor, esta será a primeira coisa que fará caso seja eleito reitor da Uern. "O voto paritário é um compromisso nosso. Como aluno da Uern, essa é uma das principais bandeiras de luta, inclusive defendida na última campanha", disse o professor. 

Lúcio Ney disse que o projeto da oposição defende a consolidação da Uern. Ele destacou que no plano de governo há várias propostas para os três segmentos da Universidade (estudantes, professores e técnicos-administrativos), em especial para a classe estudantil como o Restaurante Universitário, ajuda de custo para estudantes participarem de congressos e eventos científicos. 

Os candidatos frisam que apesar da campanha eleitoral iniciar oficialmente no próximo dia 18, eles já estão fazendo reuniões periódicas buscando apoios ao projeto de mudança para a Uern. Gilton Sampaio está otimista quanto às movimentações da pré-campanha. "Estamos com uma base de apoio mais sólida, principalmente na região do Alto Oeste", diz.

Barrigudanews
com informações Profº Dr. Ivanaldo Santos

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

GILTON SAMPAIO: 'UERN tem uma estrutura arcaica, burocrática e centralizada'

Estamos há pouco menos de dois meses das eleições à Reitoria da UERN. O fato de ser diretor do Campus de Pau dos Ferros, distante da realidade do Campus Central, seria um problema?

Pelo contrário, o fato de ser Diretor de um Campus Avançado, o maior da UERN, e estar permanentemente enfrentando e buscando solucionar problemas que envolvem o dia a dia dos alunos, dos técnicos administrativos e dos docentes, nos permite conhecer mais de perto as questões acadêmicas que envolvem departamentos e salas de aula e ainda as questões administrativas com as quais precisamos lidar diariamente. É exatamente o fato de ser Diretor de uma unidade acadêmica da UERN o que me torna mais próximo, e em permanente diálogo, com todas as demais unidades acadêmicas da UERN, em todos os Campi e faculdades, com suas direções e segmentos acadêmicos, em reuniões frequentes, discutindo os problemas da universidade. Além da experiência como Diretor (já em segunda gestão) também temos experiência como Chefe de Departamento, Coordenador de Cursos de Especialização e como Coordenador do Mestrado Acadêmico em Letras. Conhecemos bem a estrutura administrativa de nossa instituição, pois da UERN fui aluno de graduação e de pós, sou professor e também gestor. Também não vejo a realidade do Campus de Pau dos Ferros, em termos financeiros e das dificuldades enfrentadas, diferente da realidade do Campus Central; os problemas que a UERN vivencia hoje se estendem a todas as Unidades, a todos os Campi Avançados e ao Campus Central, são problemas financeiros, da superburocratização das ações e da centralização das decisões administrativas e financeiras, de falta de recursos para desenvolvimento de pesquisa e extensão, de falta de condições dignas para apoio aos alunos (como Restaurante, Residências, Recursos para eventos do movimento estudantil, aulas práticas e de campo etc), e esses problemas atingem a todos. E esses problemas podem ser vistos no Campus Central, em Mossoró, com parte da infraestrutura sucateada e várias construções paralisadas. A diferença que existe entre o Campus de Pau dos Ferros e o Campus Central, por exemplo, é de gestão. Em Pau dos Ferros, o aluno entra no Campus, vê que é uma estrutura simples, antiga (iniciada na década de 1970), mas ele tem a certeza de que é um local bem cuidado, zelado; que a estrutura física e administrativa está a serviço da academia e do bem-estar do ser humano. Nesse caso, até penso que o Campus de Pau dos Ferros pode ser uma referência, um modelo de gestão que dá certo, para apresentar a toda UERN. Embora saibamos das dificuldades que enfrentamos lá, a gente observa que as pessoas que vem de outros campi da UERN sentem certa surpresa, encantam-se com o nosso Campus, a efervescência acadêmica que ali ocorre. Alunos, professores e técnicos administrativos, em conjunto, doam-se à UERN. Enfim, ressalto que, na campanha eleitoral, também vamos debater o perfil e propostas de uma universidade funcional, democrática, descentralizada, aberta ao diálogo entre os segmentos acadêmicos, e também à sociedade; uma UERN que tenha gestores que respeitem e cuidem do patrimônio material e imaterial da instituição.

O que o levou a entrar na disputa pela Reitoria?

Não é a primeira vez que colocamos nosso nome à disposição da comunidade acadêmica. Na última eleição para Reitor (2009), um grande grupo formado por professores, alunos e técnicos de todos os Campi lançou o nosso nome com uma proposta inovadora para a universidade democrática, descentralizada e que apresente identidade e compromisso efetivo para com o crescimento da UERN, que não pense a UERN como apêndice de outras instituições. Não obtivemos sucesso naquela época, mas voltamos a discutir o projeto recentemente, em coletivo, com um grupo de professores de toda a UERN, em vários momentos e locais. Depois de dezenas de encontros, envolvendo centenas de pessoas, em grandes e pequenas reuniões com grupos de docentes, discentes e técnicos administrativos, assim como em reuniões mais fechadas com os docentes que seriam possíveis candidatos, as pessoas envolvidas na discussão chegaram à conclusão de que o nosso nome reunia as características mais adequadas para dirigir a UERN, pelas propostas que defendíamos, por nossa história de aluno, professor e gestor dentro da UERN, pela experiência de lutas junto ao nosso sindicato, ADUERN, e em lutas das demais entidades representativas, como DCE e SINTAUERN. Na verdade, a nossa entrada na política acadêmica teve início muito cedo, quando eu ainda era aluno da graduação da UERN, no Campus de Pau dos Ferros. Sempre ressalto que meu nome surgiu do movimento estudantil, e, posteriormente, consolidou-se nas lutas da ADUERN, na gestão acadêmica e, sobretudo, na gestão universitária do maior Campus Avançado da UERN. A nossa história de gestão e de liderança universitária se fez também quando fomos chefe do Departamento de Letras, período em que implantamos dois novos cursos de especialização, a habilitação em Espanhol e também foi o momento em que coordenamos a Comissão do Mestrado Acadêmico em Letras da UERN, sendo deste o seu primeiro coordenador. Trabalhamos na implantação dos novos cursos de graduação naquele Campus; primeiro, com uma pesquisa sobre a necessidade e os impactos de novos cursos de graduação para Pau dos Ferros e região; depois, coordenando o Fórum Permanente de Discussão para Implantação de Novos Cursos de graduação no CAMEAM. Na atual disputa, o nosso nome surge como o candidato a Reitor de maior experiência em gestão e como parte dos segmentos da UERN. Sou o único, como disse, que foi aluno de graduação (Pau dos Ferros) e de pós (Mossoró) da UERN; o único que já foi gestor em todos os níveis acadêmicos, sempre eleitos pelos pares, na Chefia de Departamento, na Coordenação de Especializações, na Coordenação de Mestrado e na Direção de um Campus Avançado. Sou também o único, entre os três candidatos, em que toda nossa experiência de gestão foi em cargos eleitos democraticamente pelos pares. Nossa experiência de gestor não emana do desejo ou do poder da caneta de um gestor maior ou do poder de minha família na sociedade. Ela emana das bases da UERN. Já temos quase 25 anos dentro de nossa universidade. E o nosso nome surgiu nas bases, como desejo de alunos, professores e técnicos administrativos.

A UERN terá orçamento de R$ 217 milhões em 2013 e o seu maior desafio é o custeio. Como fazer para aliar política de desenvolvimento institucional (com novos cursos e necessidade de pessoal) com a demanda para a sua manutenção?

A primeira coisa que posso falar sobre orçamento é que necessitamos urgentemente de autonomia financeira articulada à democratização das decisões internas na UERN, com descentralização administrativa, financeira e acadêmica. A autonomia financeira é decisiva para o futuro da nossa universidade, pois nos dá um mínimo de segurança sobre o que teremos efetivamente de recursos a serem investidos na UERN. Essa articulação entre autonomia financeira, orçamento garantido, democracia interna e descentralização, além de autonomia política, será a base para se pensarem com seriedade questões de muita importância como desenvolvimento institucional, o crescimento na graduação, na pós-graduação e as melhorias salariais e de condições de trabalho e de estudo de seus servidores e alunos. E isso será feito em permanente escuta das demandas advindas da ADUERN, do SINTAUERN e do DCE, dialogando com cada segmento, sempre. Tudo isso representará um salto qualitativo, um novo modelo de universidade, mais democrático, uma ruptura com esse continuísmo que se apresenta hoje na UERN. Esse novo modelo de universidade permitirá que ela seja mais funcional, mais acadêmica, mais democrática, mais justa com a grande maioria, menos centralizada e com condições dignas de trabalho e estudo para os segmentos acadêmicos.

O que fazer para incrementar cursos e, ao mesmo tempo, fazer com que a Universidade esteja mais presente na sociedade?

A UERN hoje está presente em todas as regiões do Rio Grande do Norte. Em termos de alunos matriculados na graduação, ela atende também aos vizinhos estados da Paraíba e do Ceará. Mas acho que ela poderia ser mais presente também em termos de formulação de políticas públicas, por exemplo. E essa questão tem ligação com a falta de autonomia das unidades. Vejo outras instituições, que funcionam de forma independente, desenvolverem ações que não temos como fazer aqui. A UERN já atingiu a marca dos 200 doutores, mas, mesmo assim, ainda é muito tímida em nível de Pesquisa e Pós-Graduação. Não há recursos no orçamento da UERN para pesquisa assim como os Programas de Pós-Graduação vivem na dependência dos recursos federais. Não há uma política arrojada de financiamento de pesquisa em nossa universidade. E o pior, os nossos pesquisadores, quando captam recursos externos, federais, sempre enfrentam dificuldades para efetivarem suas pesquisas, por exemplo, porque não há uma política de apoio nem uma valorização efetiva da pesquisa e da pós-graduação stricto sensu. Pelo contrário, há uma superburocratização que muitas vezes retira dos pesquisadores o desejo de captar recursos. Além disso, há barreiras na UERN, sobretudo na área de Pós-Graduação lato sensu, das Especializações, que impedem muitas vezes os nossos departamentos de oferecem especializações públicas e gratuitas. Os departamentos que não dispõem de doutores para pensar em Mestrado, por exemplo, ficam quase impossibilitados de oferecem uma Especialização, pois não há nenhum apoio para essa ação. A não ser que seja paga. E como ficam os alunos que desejam fazer uma especialização e não podem pagar por ela? Sem fortalecimento da pesquisa, da pós-graduação e da extensão, a inserção na sociedade fica cada vez mais difícil. E é isso que está ocorrendo. Acrescente a isso outras questões, como: qual é a nossa política eletiva e debate de questões centrais para educação básica, conduzidas pela UERN? Qual é a nossa política para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte? Nós temos profissionais em diversas áreas que podem ser aproveitados e junto a outros, de outras instituições, pensarem, articularem e implementarem projetos diferentes para uma sociedade diferente, mais democrática, mais ética. É preciso atuar de forma mais concreta na construção de uma sociedade melhor para todos nós cidadãos. A UERN não é a-sociedade; ela não é anti-social. Pelo contrário. Ela é um espaço privilegiado de relações sociais, de projetos coletivos, de produção e de disseminação do conhecimento. E vamos dar maior visibilidade a essas questões também, que muito beneficiará a sociedade.

Como o senhor avalia a política extensionista atual?

A UERN é uma instituição extremamente burocrática, que até aqui não conseguiu construir a bandeira de academia. Essa postura interfere diretamente nas chamadas atividades fins, no tripé ensino-pesquisa-extensão. Com ações isoladas e sem recursos garantidos, os professores vão produzindo o que podem, com muito esforço e quase nenhum incentivo, são ações pontuais, importantes, mas sem o devido reconhecimento institucional. Algumas ações até tem conseguido atingir um público amplo e realizado seus objetivos, entretanto, são ações que precisam ser integradas em um projeto maior de universidade. Vamos mudar isso. Queremos que o eixo ensino-pesquisa-extensão possa ser concebido pelas políticas públicas. É preciso uma Extensão forte e competitiva e que esteja antenada com outros setores para captação de recursos. Para isso necessário se faz o envolvimento de todos os Campi da UERN. Hoje, por exemplo, muitos estudantes e professores dos Campi e Núcleos da UERN não participam equitativamente de atividades de extensão e de pesquisa e isso é um débito da instituição para com a comunidade acadêmica. Será nossa luta por recursos internos, externos e com regularidade para extensão. É preciso garantir orçamento, carga-horária docente e técnica, programas e ações, em plena articulação entre os departamentos acadêmicos, unidades e a sociedade. Não podemos continuar com a atual política do acaso, sem valorizar a extensão, ela é uma das atividades centrais de uma universidade e não pode ser a prima pobre, pouco falada e pouco valorizada, como é atualmente na UERN.

Os cursos de Mestrado e Doutorado são suficientes para atender a demanda e às exigências do MEC?

Como posto no Plano de Desenvolvimento Institucional da UERN (PDI), em seu contexto institucional se apresenta como desafio o fato de que, para manter o status de universidade, a UERN requer a institucionalização da pesquisa e a criação de cursos de pós-graduação stricto sensu, como forma de verticalização do conhecimento. Embora concordemos com o exposto no plano, acreditamos que não basta a UERN implantar cursos de pós-graduação para atender as demandas do MEC e da CAPES. Necessário se faz que a instituição favoreça condições de funcionamento desses cursos com a devida qualidade. Condições essas que passam, por exemplo, por dispor uma biblioteca com acervo, com quantidade e qualidade na área, como também laboratórios, bibliotecários, vistos hoje como aspectos prioritários para atender à demanda do MEC, sobretudo no quesito melhoria dos cursos e continuidade destes bem conceituados. Portanto, será nosso propósito de gestão investir na pesquisa desde a graduação como atividade que produz conhecimento, como parte formativa do aluno, em qualquer nível, e que fomenta a pós-graduação, bem como investir na qualidade do ensino de graduação (que tem sido pouco falado em nossa instituição, às vezes até negligenciado, não dando as condições necessárias para que os alunos possam permanecer na UERN o dia inteiro, por exemplo), visto que a UERN obteve conceito 3 na avaliação do INEP, numa escala que vai de 1 a 5, sendo aprovada e considerada suficiente, porém como uma instituição mediana. Como consequência desse resultado mediano, a UERN assumiu o patamar de única IES pública do RN com esse conceito, já que as demais instituições públicas (UFRN, UFERSA e IFRN) obtiverem conceito 4, sendo consideradas muito boas. Com isso, concluímos que a criação de Mestrado e Doutorado não se constitui por si só suficiente no atendimento das exigências do MEC, pois há muitos desafios para futura gestão. E não podemos pensar em uma pós-graduação de qualidade sem uma graduação de qualidade. Toda ação de uma universidade só se sustenta se tivermos uma graduação de qualidade. E aqui é onde a UERN tem menos investido. Pela experiência que temos também com a graduação, em departamentos e direção de Campus, sabemos o quanto não podemos fazer discursos exclusivos para Mestrados e Doutorados como se, isolados, estes transformassem a nossa universidade. É preciso conhecer a graduação, conhecer as dificuldades dos alunos, de transportes, de alimentação, de atividades de campo, seus problemas e potencialidades, para poder transformar a UERN numa universidade do tamanho de nossos sonhos. Sem graduação forte, não existirá jamais uma UERN forte.

Qual será o principal desafio da próxima gestão?

Os desafios são muitos, mas, como dissemos, a UERN tem uma estrutura arcaica, burocrática e centralizada. E o maior desafio é superar esse problema sério, evitar o continuísmo desse modelo de gestão que impede o crescimento real de nossa universidade. Desburocratizar os setores administrativos e descentralizar poderes e recursos serão os pontos-chave da nossa gestão. Não podemos nos contentar com uma Universidade em que fortes são somente os poderes das canetas centralizadas em gabinetes de pró-reitorias, traçando isoladamente os destinos de milhares de vidas, de quase todas as ações acadêmicas e administrativas de nossa universidade. A última avaliação do MEC, na qual a UERN obteve conceito 3, como dito anteriormente, expressa, dentre outras questões, que há a necessidade e a urgência de maiores investimentos financeiros na qualidade do ensino que oferecemos hoje à sociedade, nos recursos humanos, nos nossos profissionais e nos estudantes. E o problema não é somente ter muitos doutores, como muitas vezes sugerem os gestores. Na FANAT, a “faculdade dos doutores”, como é chamada, o Curso de Física obteve Conceito 2 no MEC. Foi reprovado. E é um dos cursos que tem mais doutores, proporcionalmente, na UERN. Mas onde está o problema? A Administração Superior preferiu não discutir abertamente a questão, com a comunidade acadêmica. Silenciamento total. Mas quem são os alunos de Física? Como eles viajam até o Campus Central, em Mossoró? Como se alimentam na instituição? Há locais para eles permanecerem no Campus a semana toda e frequentarem os laboratórios modernos dos pesquisados, geralmente construídos com recursos captados externamente? Como são financiadas as viagens dos alunos para os eventos científicos no Brasil e fora dele? Citei Física, porque este curso serve de exemplo para todos nós. E se tornou emblemático por revelar um grande mal que assola a nossa instituição, que é a falta de apoio aos alunos da graduação. Precisamos, em caráter de urgência, dar condições dignas para que os alunos estudem, para que os professores ensinem e para que os técnicos administrativos trabalhem. É tão importante termos doutores e pós-doutores em Física como termos as Residências Universitárias, Restaurante, Transportes coletivos, recursos para alunos, docentes e técnicos participem de eventos de interesse de seu curso, de sua formação, de seu trabalho. Essa avaliação do MEC expressa também a necessidade e a urgência de se pensar administrativamente uma UERN diferente, que valorize e garanta as condições objetivas de ensino e aprendizagem, com espaços apropriados; uma UERN mais acadêmica, democrática, descentralizada e funcional, em que os poderes estejam de fato nas unidades acadêmicas e departamentais; uma UERN em que a burocracia interna funcione e esteja sempre a serviço do crescimento da própria universidade e do pleno desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Como podemos pensar numa universidade de qualidade se a maioria de seus alunos não tem direito a aulas práticas, a aulas de campo, à participação em eventos acadêmico-científicos, à participação no movimento estudantil etc, pois não há ônibus (um único, para toda UERN, em condições precárias), não há micro-ônibus, para conduzirem os mesmos, não há recursos para financiar as viagens dos alunos? Se grande parte da infraestrutura está sem manutenção, deteriorada, até com parte dela interditada, sem condições de funcionamento? Se alunos com deficiência física, por exemplo, não podem ter acesso a Laboratórios, salas de aula do curso etc, por não ter acessibilidade ou faltarem equipamentos adequados? Como podemos pensar numa universidade de qualidade em que seus docentes não dispõem de recursos para financiar suas pesquisas nem tampouco para apresentar os resultados destas em eventos acadêmico-científicos ou em associações ou sociedades da área? Podemos mesmo pensar em uma universidade de alta qualidade se a única forma de termos financiamento para pesquisas é captando recursos externos? Se as bolsas existentes para os alunos são poucas e com distribuição muito questionada por docentes de diferentes unidades acadêmicas, por serem centralizadas? Se os professores, para participarem de eventos acadêmicos, em sua grande maioria, não tem nenhuma garantia de apoio institucional? A luta e a responsabilidade por uma universidade de excelência é a luta de Gilton Sampaio e Lucio Ney, e é a luta dos segmentos que nos apoiam.

É possível transferir a Reitoria para o Campus Central?
É possível, sim, mas não vejo essa questão como prioridade agora. Todos os recursos da UERN devem e serão investidos para a melhoria da qualidade do ensino, nas unidades acadêmicas, em todos os campi. De imediato, as prioridades na área de infraestrutura são para as salas de aula, para os laboratórios etc. No Campus Central, temos o bloco da FANAT e o da FALA para concluir, por exemplo, e temos ainda os Campi de Caicó e de Natal com obras paradas, além da necessidade de manutenção e de novas construções necessárias ao funcionamento dos Campi de Assu, Patu e Pau dos Ferros.

No campo da pesquisa, como o senhor - caso seja eleita reitor - faria para direcionar o saber acadêmico em benefício da economia regional, já que temos o sal, ferro e petróleo como principais eixos econômicos?
A UERN é a Instituição de Ensino Superior que tem maior atuação no Estado do Rio Grande do Norte, sobretudo no interior, em virtude da sua localização geográfica. Porém, a falta de articulação e mobilização políticas internas e a ausência de um planejamento financeiro e administrativo descentralizado impedem uma participação e uma contribuição maior dos pesquisadores em questões mais concretas, de intervenção direta na sociedade, seja em questões econômicas, seja em outras questões. Em termos da pesquisa propriamente dita, falta investimento, faltam recursos para que os pesquisadores possam avançar em suas pesquisas acadêmicas a ponto de as mesmas poderem dar efetivas contribuições ao setor produtivo e à formação humanística de nossos cidadãos. Os alunos envolvidos em pesquisa representam um número ínfimo. Universidade de qualidade só existe se houver investimentos nos recursos humanos e no financiamento efetivo (pelo próprio orçamento) de suas atividades-fins (no ensino, na pesquisa e na extensão) e quando houver descentralização financeira, acadêmica e de gestão. É isso que iremos fazer.

A política dos Núcleos Avançados de Educação Superior deve ser mantida?

Sempre fui favorável à expansão do ensino superior, à sua interiorização, principalmente. O acesso a jovens do interior, em sua maioria, carentes, que provavelmente não teriam como ingressar em curso superior que não fosse através da existência de um Núcleo ou Campus Avançado no seu município ou em cidade próxima já faz com que eu seja favorável à existência dos Núcleos. Entretanto, muita coisa precisa ser revista; oferecer no núcleo apenas as atividades de ensino, por exemplo, reduz a qualidade da formação daqueles alunos. É preciso reestruturar a política dos núcleos, encontrar uma forma que possibilite ao aluno do núcleo ter acesso às atividades de pesquisa e extensão, à participação nos eventos, enfim a todos os mecanismos necessários a uma formação de qualidade. Claro, essa reestruturação também precisa otimizar os recursos financeiros, uma maior participação dos parceiros, de forma a não onerar mais ainda a instituição, sem acréscimo de recursos financeiros. É preciso buscar/otimizar as parcerias com as prefeituras, com o Estado do RN e com o Governo Federal; os municípios precisam garantir as contrapartidas e entrar, junto com a Reitoria, Unidades Acadêmicas e Departamentos, na articulação de outros parceiros públicos, no estado e em Brasília. Junto, alunos, técnicos administrativos, docentes e sociedade, faremos uma nova UERN, com um Modelo Democrático e Descentralizado de Gestão Universitária; uma UERN do tamanho de nossos sonhos.

Barrigudanews
Com Informações Professor Dr. Ivanaldo Santos

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