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domingo, 23 de março de 2014

Segunda edição da "Marcha da Família" foi um fiasco: O povo de bem acredita no Brasil e prefere a Democracia

Cesar Amorim

Um país que tem problemas estruturais relacionados à segurança pública, saúde, educação (todos nós sabemos disso)...  não pode ser acometido pela idealização do caos, de que tudo está totalmente perdido e as instituições não podem resolver mais nada.

A “Marcha da Família” protagonizada neste dia 22 de março de 2014 é um atentado ao Estado de Direito, ao Regime Democrático e as instituições. Só mesmo seres desconhecedores da história ou/beneficiados por aquele sistema sanguinário, desumano, “endividador” e corrupto que foi a ditadura militar de 64 , para apoiar ( e diga-se , alguns redatores de sites e blogs ) e espalhar esse ato como heroico.

Em pleno século 21, depois do conhecimento apurado de todas as mazelas que “as ditaduras” recentes trouxeram para a América Latina, tentar derrubar governos legitimados pela soberania popular e,em contrapartida   clamarem pela volta daquele regime autoritário, através de uma intervenção das forças armadas, é no mínimo insano.

A sociedade brasileira sabe o que quer ( e também o que não quer).

Uma manifestação pedindo a volta do regime militar, além de um atentado ao Estado de Direito, é um perigo ao Brasil, por isso, a pouca adesão popular, porque o povo sabe e muitos sentiram na pele o que foi a Ditadura Militar e o que representou a “Marcha da Família com Deus Pela Liberdade”, em resposta ao grande comício de Jango, pouco antes do golpe de 64, que ironicamente completa 50 anos.

O Brasil está no caminho certo, viva a democracia, viva o povo de bem deste país e abaixo toda forma de apoio a Ditadura. Vale a máxima de que, antes a pior democracia, do que a melhor das ditaduras.

Todo esse alvoroço que tem surgido agora próximo as eleições de 2014 tem um motivo: Falsa pregação do caos pela grande mídia,  como "corrupção como nunca houve no Brasil"; tentativa de associar negociatas entre grandes estatais,  diretamente a atual chefe do executivo federal; falta de controle e harmonia com o legislativo e judiciário; supostos problemas e declínios  na economia etc; enfim... Tudo isso tem um fator: Qual seja?! Por todas as pesquisas realizadas,a Presidente Dilma tem grandes chances de ganhar a disputa e dar continuidade a sua gestão em um segundo mandato, ainda no primeiro turno das eleições deste ano.

Fonte: http://blogdocesaramorim.blogspot.com.br/
 

 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

CESAR AMORIM: Um regime de costas para o futuro

Há 25 anos foi promulgada nossa atual Carta Magna, a famosa “Constituição Cidadã”, na oportunidade, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, afirmou:

 “A Constituição quer mudar o homem em cidadão (...). Só é cidadão quem ganha justo e eficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa...”.

Desde então, cientistas políticos e diversos pensadores brasileiros tem discutido abertamente essa democracia, os questionadores acerca da matéria apontam que só há Democracia onde a liberdade política convive com a igualdade social e com a dignidade da massa humana.

Etimologicamente a palavra “Democracia” quer dizer Governo do Povo, sendo assim, em um regime dito democrático os olhares deveriam ser voltados totalmente para o povo, não “povo minoria” abastado que detém o poder aquisitivo, mas povo massa, trabalhadores da labuta diária, os “operários” formiguinhas que carregam esse país nas “costas”.

Notoriamente, a democracia vigente não é fiel ao sentido original do termo, se faz jus lutar regime de todos, que integre os “excluídos”, os “sem direitos”, uma democracia social, que saia do “Aurélio” e penetre dentro dos lares e “sente-se” a mesa da cada cidadão.

Democracia social pressupõe uma classe trabalhadora muito bem organizada e respeitada, com menos disparidades e mais respeitos às classes. Ao nosso entender, isso só é possível se as castas adquirirem capacidade de planejamento.

Não podemos festejar Democracia no Brasil enquanto quase 50% de nossa população continuam semianalfabeta, enquanto as desigualdades regionais continuarem muito acentuadas, pessoas sem terras, sem teto, sem pão, sem vida...

Onde o Direito a Educação de Qualidade, Lazer, Saúde, Igualdade, Segurança... (Que são direitos Constitucionais) continuarem sendo privados e inalcançáveis pela maioria. Ousamos ser radicais, democracia ou serve para todos, ou ela não tem serventia alguma.

Precisamos sobretudo de investimento na base (Educação), não quero em meu país uma democracia de costas para o futuro. A história mundial mostrou que nos últimos 70 anos os países que privilegiaram a educação, são hoje potências mundiais, desenvolvem tecnologia de ponta (motor da sociedade atual) e seus cidadãos tem consciência participativa.

Só existirá Democracia no Brasil no dia em que se construir no país a máquina que a prepara, esse instrumento chama-se educação pública de qualidade. Nosso regime é ostentação de hipocrisia refinada, repleta de leis "Magníficas" e "Luminosas", no papel... Inobservadas. Se ousássemos tentar ligar nosso regime a justiça social neste momento, ele próprio  mostrariaseu colapso.

Não obstante, Infelizmente nossa classe política não pensa assim, vemos a todo instante muita propaganda e muita maquiagem, mas, falta o essencial... Por um instante chegamos a perceber que “povo bom é povo burro e com fome”.

Continuamos pobres e ser miserável é acreditar que os problemas podem ser resolvidos com omissão. Neste país infelizmente o povo não se sente representado pelos eleitos, passados alguns messes das eleições, já não se lembra nem em quem votou... Na outra margem do abismo, o que prometeu. O político não carrega essa culpa sozinho, problema é “mais em baixo”.

Por fim, onde está nossa democracia e para onde viajam nossos direitos quando precisamos deles? Estariam de férias? Onde está nossa bandeira? Suas cores? Nosso grito ficou mudo?
            Concordo taxativamente com as palavras de Filosofa de Marilena Chauí; "A Democracia no Brasil, ainda está por ser inventada"

Cesar Amorim – Estudante do 7º período de Direito pela UERN – Estagiário da Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Norte – Subseção Mossoró.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

GASTAR com Carnaval enquanto o povo grita atormentado pela calamidade que a seca provoca? Não, isso não!

Por  Cesar Amorim – Estudante do 7º período de Direito pela UERN - Estagiário da Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Norte – Subseção Mossoró.

A maior forma de desprezo à própria consciência é quando nos calamos diante do que achamos incorreto e indigno.


         Quando a sociedade se cala, mostra-se seu desprezo e cuidado para com si própria, é este o exato modelo social que nossa classe política deseja que permaneça, um povo ignorante que não tem se quer consciência do perigo que corre.


            Dando uma olhada nas noticias sobre previsões meteorológicas para este ano, pude constatar noticias não animadoras para nosso tão sofrido sertão, os levantamentos são negativos e isso poderá custar muito caro, principalmente para a população carente de recursos, grande maioria em nossas cidades.

       Enquanto isso, não estamos vendo muita preocupação dos detentores do poder, que passadas as eleições esqueceram seus discursos inflamados de combate a este TERRÍVEL e POSSÍVEL fato da natureza, muitos municípios estão ai jogados ao bel prazer das intempéries naturais e alguns gestores, juntamente com grupos de empresários (grandes beneficiados com isso tudo) se organizando para MEGA EVENTOS CARNAVALESCOS, com direito a foliões e tudo. 

            Gastar com carnaval enquanto o povo grita atormentado pela seca é um abuso e, diga-se de passagem, merece reflexão de quem tem o mínimo de consciência, o “Pão e Circo” apesar se ser frequentemente usado pelos nossos políticos e até aceito por parcela da sociedade é uma medida que deve ser coibida e repudiada.


            O Ministério Público deverá honrar seu dever e fazer jus a sua função sublime na defesa da ordem e dos interesses sociais.

          Fazer Carnaval com argumento de que traria algum retorno social e econômico quando as perspectivas e levantamentos meteorológicos apontam chuvas a baixo da média para este ano é no mínimo abominável, por favor, não me digam isso.

            A verdade é que neste momento nossos prefeitos agiriam corretamente e com racionalidade se poupassem esse dinheiro para despesas coletivas e assim garantissem sustentabilidade em seus governos, a administração pública requer zelo e responsabilidade, existem princípios constitucionais que apontam isso,  estamos diante de uma grande incerteza sobre o período de chuvas, não podemos jamais sacrificar nossas cidades em nome de uma simples neurose eufórica de 4 dias.


Como cidadão, me sinto preocupado com essas medidas, a Indústria da Seca não pode entrar em ação.


domingo, 13 de janeiro de 2013

PARANOIAS DO "AMOR"


 

Paranoias do “amor”...

            Era uma noite fria, por volta das 24 horas e “alguma coisa”, estava eu, sentado no quarto sem sono, exausto do linguajar técnico do Direito. Resolvi navegar nesse negócio que chamamos de internet, aqui nos conectamos com o mundo através da telinha de um PC.

Entre um e outro pensamento noturno , comecei a refletir sobre o que se passa na cabeça das pessoas sobre esse tal sentimento que chamamos de amor.

 Tolice minha querer entender a mente humana, mas... Resolvi pesquisar algumas frases sobre nicks de Msn’s, twitter’s, facebook’s e orkuts... É isso mesmo, sobre estas redes sociais que quase todo mundo usa.


Fiquei perplexo com algumas coisas que li, que venho lendo, se bem que já não era muita novidade, a grande maioria das frases usadas pelas pessoas nestas redes, são de “desilusões” amorosas, reclamando do tempo perdido achando amar alguém, das “paranoias” dos amores nunca existentes, eram indiretas para “amores” passados, das tormentas e das cicatrizes que fingem as partes fingem estarem curadas, mas que insistentemente permanecem cravadas na lembrança,  na alma e nos momentos de solidão.



Essas pessoas parecem tentar fugir de seus próprios anseios e procuram novos horizontes que dêem outro sentido a suas dilaceradas e “míseras”  vidas.

             Era tanto “moído”, tanto morde e assopra, isso me fez refletir sobre tamanho mistério. Será que o amor existe mesmo (eu ficava pensando)? Se existe e na minha mente idealizei ser uma “coisa” boa, porque o ser humano esta sempre nesse “ai, ai, ai”...?

As letras de muitas canções conhecidas e ouvidas sempre falam de relacionamentos acabados que deixaram cicatrizes imortais no mais profundo e íntimo da alma. Existem frases chamativas que realmente nos levam a reflexão, as letras do Cazuza, por exemplo, é uma agonia arrepiante... Certa feita ele “berrou”;“ O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo, indo embora (...)Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como as borboletas que só vivem 24 horas” .


É bem verdade que o Cazuza viveu uma depressão eterna, e qualquer um no seu lugar e com sua perturbadora inteligência escreveria isso (simples né?), foi apenas um pequeno burguês revoltado com o sistema que o privilegiava, com certeza escreveu isso em solidão e silêncio.

Outros composigênios (que palavra é essa?) também deixaram seu legado e suas definições sobre o amor em suas letras, Renato Russo escancarou; ”Se o amor é verdadeiro, não existe sofrimento”, alguém ainda disse; “Que quando o amor perde a razão, não quer saber quem vai machucar” (e o amor tem razão?). 


O problema não esta no amor, e sim no que as pessoas pensam ser amor, esse sentimento é tão profundo a ponto de levar  mentes pensantes e não pensantes a questioná-lo ou interpreta-lo de acordo com o momento vivenciado. 


No nosso livro Sagrado também está registrado passagens sobre tal sentimento, O apóstolo Paulo, filosofo  profundo em conhecimentos, escrevendo a uma das igrejas d Jesus Cristo deixou passagens onde qualificava o amor, “... O amor tudo sofre, tudo crê, tudo suporta(...) não é invejoso...”. São tantos os posicionamentos sobre o amor, que só nos mostra o quanto é relativo  e complexo o pensamento humano.


             Enfim, analisando sob certos aspectos o pensamento e as desilusões amorosas, cheguei a uma conclusão, na verdade, dentro da maioria dos casos o que existe é a ilusão amorosa (Digo ilusão e não desilusão , ilusão porque criamos), pois mesmo que alguém quando desiludido trate de sempre colocar a culpa toda no outro, é grande a possibilidade de ele ter  pelo menos, uns cinqüenta por cento de responsabilidade no desenlace relacional, e isso é perfeitamente possível porque, essas pessoas cegas pela paixão ou outro sentimento parecido, idealizam no outro tal qual ele deseja que ele fosse, passando a viver apenas com a imagem criada em sua frágil mente mortal.

             
 Portanto, é bom sabermos ser realistas e admitirmos que se nos desiludimos é porque criamos a ilusão, são verdadeiras paranoias imaginadas  pelos  “fantasmas de nossa mente” como dizia  Karl Marx. Parece ser como a ideia do nosso primeiro relacionamento, achamos que vai durar uma eternidade, e nunca paramos para pensar que essa “eternidade” pode chegar a ter um fim, as vezes muito breve...


 Depois quando estamos mais “amadurecidos”, refletimos sobre o passado e percebemos que aquilo era simplesmente coisa de momento, que deveríamos ter pensado que aquele “para sempre”, mais cedo ou mais tarde, ia ter um fim.


Finalizando porque você já deve estar cansado, culpa não está no amor e sim no que nos achamos ser “amor”, mas isso é até natural, a mente humana quando fértil, tem essa paranóia de criar exageros e neles construir seus castelos de ilusões, nós sempre procuramos relacionamentos que caibam nos nossos sonhos, só que quase sempre esses sonhos não se encaixam na realidade... Nada melhor que o tempo e a universidade da vida para sarar feridas utópicas, como diria o nosso velho “amigo” Shakespeare, “Ninguém poderá jamais aperfeiçoar-se, senão tiver o mundo e o tempo  como mestres”..



Cesar Amorim – Estudante do sétimo período de Direito pela UERN

Direitos Reservados: Os textos podem ser reproduzidos, desde que citados o autor e a obra (Código Penal, art.184; Lei 9610/98, art. 5° VII).


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O FIM do mensalão e a festança de mais um herói nacional

Curioso pra saber se o delator do mensalão iria escrever algo em seu blog depois de sua condenação fui verificar e me deparei com a seguinte frase postada pelo mesmo, "Nunca se queixe, nunca se explique, nunca se desculpe". Como diz o bom ditado nordestino, Curto e Grosso.
Pois bem, resolvi escrever algo sobre...

Roberto Jefferson de alma lavada, com certeza saiu da novela mensalão muito ,mas muito mais forte do que entrou, um verdadeiro Macunaíma, inteligente, audaz, malandro,  bom de conversa, audacioso, manipulador e tantos eteceteras...

Depois de Barbosa, foi a sua vez de ser transformado em mais um herói nacional, bravo...

Imagino onde estejas nesse momento... Já sei, em festa. Sim, em festa com seu excelente Advogado, Dr. Luiz Francisco Corrêa Barbosa, tomando um bom Wysk 12 anos na cidade maravilhosa, ao som de uma boa música clássica (digna deste momento de glória), risadas, contos,  histórias e estórias... Muitas ,tantas....

Campeão Brasileiro de 2012, na final contra seu inimigo histórico, o ex-ministro José Dirceu... Destinos diferentes, você com pena de 7 anos e 14 dias em regime semiaberto e ele? Hááá.... O petista pegou 10 anos e 10 meses de prisão, que vão lhe valer ao menos 1 ano e 9 meses na cadeia.
Você venceu, seu ego nem se fala, quase se sentindo um semideus, o Brasil inteiro “lhe ama”, o povo o aclama, grande delator, grande dedo duro, canalha,  herói nacional, a republica te adora, nós te amamos...

Jefferson, vamos ser sinceros, a festança só não está maior porque o Lula ainda está de pé, logo ele, como você tantas vezes disse, “o chefe de todo o esquema”... Talvez alguém se pergunte, o Lula ainda é intocável? Certamente que não, mas você Jefferson, quando assumiu o posto de delator, o blindou sem querer, ele só cresceu, te deve uma mesada...

Pra finalizar amigo Roberto Jefferson, por favor agora que já saiu sua  condenação e a pena diz pra gente "Quem foi que deu aquele murrão no  olho naquela época?

Cesar Amorim: Estudante de Direito pela UERN/ Ex-aluno de Geografia pela UERN/ Leitor e Professor de História do Brasil.
Direitos Reservados: Os textos podem ser reproduzidos, desde que citados o autor e a obra (Código Penal, art.184; Lei 9610/98, art. 5° VII).
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