Brasília - Estudantes comemoram o Programa Nacional de Bolsa Permanência, anunciado hoje
(9) pelo Ministério da Educação (MEC). Para os movimentos estudantis, a
bolsa é uma conquista, uma reivindicação de anos por parte dos
estudantes. Estudantes indígenas, no entanto, veem o benefício com
ressalva. Segundo eles, será preciso um controle mais rígido para que as
bolsas sejam destinadas a quem realmente vem de comunidades
tradicionais.
"Atualmente, alunos de baixa renda são incorporados, mas não há
condições suficientes para que permaneçam estudando. O governo não dá
uma política a altura e temos uma evasão óbvia", contextualiza o
presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu. Ele
considera o programa um avanço, mas diz que ainda pode melhorar em
alguns aspectos. "Serão beneficiados aqueles matriculados em cursos com
uma carga horária média de cinco horas diárias. Esse benefício deveria
ser estendido a todos os estudantes de baixa renda independente do
curso". Ele adianta que as bolsas precisarão de reajustes periódicos.
