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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

GILMAR MENDES: Lava jato usava prisão provisória para torturar

NOVO JORNAL

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, voltou a criticar os abusos da operação “lava jato” e a citar as revelações do The Intercept Brasil durante a sessão desta quarta-feira (2), em que se decidia a ordem das alegações finais dentro de um processo penal.
“Usava-se a prisão provisória como elemento de tortura”, disse, enquanto citava o agora ministro Sergio Moro (Justiça) e o procurador da República Deltan Dallagnol.
Ao citar diálogos entre os procuradores da força-tarefa em torno do consórcio formado a partir da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, Gilmar descreveu Deltan, um dos líderes da operação, como “um sujeito tão vaidoso que falava com o “espelho”, conforme revelou uma das conversas dentro do aplicativo de troca de mensagens Telegram.
Já o então juiz Sérgio Moro, destacou o ministro, “era o verdadeiro chefe da força-tarefa de Curitiba”. “Quem acha que isso é normal, certamente não está lendo a Constituição e o nosso Código de Processo Penal.”
Em determinado momento de seu voto a respeito da flexibilização da regra sobre a ordem da fala dos réus delatados e delatores nos processos oriundos da “lava jato”, Gilmar declarou que “quem defende tortura não pode ter assento no STF”.
Ele se referia a Moro e a prisões preventivas praticadas pela força-tarefa. “Quem defende tortura não pode ter assento na Corte Constitucional. O Brasil viveu uma era de trevas no que diz respeito ao processo penal.”

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

S.O.S : Gilmar Mendes manda soltar Anthony Garotinho


O ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou hoje (20) a libertação do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e do presidente do PR, Antônio Carlos Rodrigues, presos por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). 

Também foi libertado Fabiano Rosas Alonso, investigado no mesmo inquérito.
Gilmar atendeu a pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Garotinho e avaliou “não haver requisitos” para a prisão preventiva do ex-governador.

“Como se observa, nesta primeira parte da decisão, o TRE simplesmente relata o modus operandi dos alegados crimes praticados [organização criminosa, corrupção passiva, extorsão e lavagem de dinheiro], sem indicar, concretamente, nenhuma conduta atual do paciente que revele, minimamente, a tentativa de afrontar a garantia da ordem pública ou econômica, a conveniência da instrução criminal ou assegurar a aplicação da lei penal”.

No caso de Antônio Carlos Rodrigues e seu genro, Fabiano Rosas Alonso, Gilmar Mendes considerou a situação semelhante à de Garotinho e afirmou que não foi indicada concretamente nenhuma conduta dos dois em afrontar a garantia da ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, o que justificaria a prisão preventiva.

Garotinho foi preso no dia 22 de novembro, junto com sua a mulher, a também ex-governadora Rosinha Garotinho, acusado da prática dos crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais. Ele e o presidente do PR são acusados de receber caixa 2 do grupo JBS. Rosinha foi solta no dia 29 de novembro com medidas cautelares, como o uso de tornozeleira. Rodrigues só se apresentou à polícia dia 28, após ser considerado foragido.

*Agência Brasil

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Pedido de impeachment de Gilmar chega a quase 1 milhão de assinaturas

Criticado por decisões judiciais e declarações públicas, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vê crescer na internet a pressão popular por sua destituição da corte. Um abaixo-assinado virtual criado na última sexta-feira (18) que pede o impeachment do ministro se encaminha para atingir a meta de 1 milhão de assinaturas. Até as 8h45 desta segunda-feira (21), 725 mil pessoas haviam aderido ao manifesto que será entregue ao senador Alvaro Dias (Podemos-PR). Cabe ao Senado dar andamento ou não a pedidos de impeachment de ministros do Supremo. “O Brasil não pode mais conviver com uma situação dessas, em que um ministro da suprema corte age não como operador da justiça, mas como distribuidor de privilégios”, diz trecho da justificativa.
A petição lista decisões tomadas por Gilmar como a soltura de figuras conhecidas como o ex-ministro José Dirceu, o empresário Eike Batista, o médico Roger Abdelmassih e o banqueiro Daniel Dantas. Os dois primeiros, alvos da Operação Lava Jato, estão em regime domiciliar por decisão do ministro. Também é lembrada a participação de Gilmar na presidência do julgamento que livrou o presidente Michel Temer da perda do mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O novo pedido de impeachment, no entanto, foi motivado pela mais recente decisão de Gilmar: a de mandar soltar, duas vezes em menos de 24h, o empresário Jacob Barata Filho, magnata do transporte público do Rio, preso por corrupção. Em 2013, o ministro foi padrinho de casamento da filha de Barata. Mesmo com essa intimidade, ele não se sentiu impelido a declarar-se impedido de julgar o pedido de habeas-corpus.
“Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso? Vocês acham que isso é relação íntima, como a lei diz? Não precisa responder”, respondeu o ministro em entrevista coletiva na última sexta. Antes ele já havia ironizado o assunto ao dizer que o casamento não havia durado seis meses. Logo após a decisão de Gilmar, o juiz Marcelo Bretas, determinou nova prisão do “rei dos ônibus”. Mas a determinação foi derrubada horas depois pelo ministro. Ele também determinou a soltura de outros quatro réus da mesma operação, a Ponto Final.
Em nota, o ministro voltou a minimizar sua relação com a família do réu que mandou libertar. “O contato com a família ocorreu somente no dia do casamento. Não há relação com o paciente e/ou com os negócios que este realiza. Já há entendimento no Supremo Tribunal Federal que as regras de suspeição e impedimento do novo Código de Processo Civil não se aplicam ao processo penal. Ademais, não há tampouco amizade íntima com os advogados da presente causa”, diz o comunicado.
O Ministério Público Federal recorreu da decisão de Gilmar, alegando suspeição do ministro. Além de lembrar da participação dele no casamento, os procuradores ressaltam que o advogado do empresário é também advogado de Gilmar. A esposa do ministro, Guiomar Feitosa Lima Mendes, trabalha no escritório do advogado Sérgio Bermudes, que também atua na defesa de Barata Filho. Segundo os procuradores, um cunhado de Gilmar, irmão de Guiomar, é sócio do empresário em uma de suas empresas de ônibus.
Os investigadores da Operação Lava Jato encontraram o número de telefone de Guiomar na agenda do celular de Jacob Barata Filho, o uque, segundo o Ministério Público, também reforça a suspeição do ministro para decidir sobre a soltura do réu.
Leia a íntegra da petição online, proposta por José Luiz Maffei, de São Paulo:
“O ministro Gilmar Mendes, proferiu diversas vezes decisões que contrariam a lei e a ordem constitucional. A soltura de Réus como José Dirceu e Eike Batista, demonstra o descaso com o crime continuado e a obstrução à justiça que, soltos, eles representam.
Gilmar Mendes, especialmente, concede reiteradamente habeas corpus a poderosos (Daniel Dantas recebeu dele um habeas corpus num domingo) , demonstrando julgar com parcialidade e a favor de interesses que nem sempre coincidem com o bem comum. Preside um TSE que envergonha o país validando uma chapa que abusou do poder econômico de forma incontestável.
Deveria declarar-se impedido, em muitos casos, por ter claríssimos conflitos de interesse em relação às causas que julga. Mas ignora este princípio basilar da magistratura, como fez, já em duas oportunidades, com Jacob Barata Filho, réu que se encontrava preso por ter demonstrado a intenção de fuga. Complementando o absurdo, Gilmar foi padrinho de casamento da filha do réu.
O Brasil não pode mais conviver com uma situação dessas, em que um ministro da suprema corte age não como operador da justiça, mas como distribuidor de privilégios. 
Fonte: Congresso em Foco

quarta-feira, 3 de maio de 2017

ACREDITE !!! Gilmar Mendes diz que seu voto para libertar Dirceu foi ‘histórico’

BRASÍLIA - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quarta-feira que tudo o que tinha para dizer sobre a decisão tomada ontem pela Segunda Turma, de libertar ontem o ex-ministro petista José Dirceu, foi dito em seu "voto histórico". Perguntado sobre a decisão, ele apenas respondeu: 

— Já disse tudo o que tinha pra dizer no meu voto, ontem. Acho até que foi um voto histórico.
Em seu voto, Gilmar Mendes considerou graves as acusações contra Dirceu. Mas ponderou que ele só foi condenado em primeira instância – e, portanto, tem o direito de recorrer em liberdade. Ele também reclamou da demora do TRF em julgar o recurso do réu.

— Não é o clamor público que recomenda a prisão processual. Ainda que em casos chocantes, a prisão preventiva precisa ser necessária, adequada e proporcional. Aqui temos um condenado ainda em presunção de inocência — disse Gilmar.

O ministro também criticou a atitude do Ministério Público Federal de ter apresentado nova denúncia contra Dirceu horas antes do julgamento do habeas corpus pelo STF. Para Gilmar, foi uma tentativa infantil de pressionar o tribunal.

Por três votos a dois, a Segunda Turma do STF determinou a libertação do ex-ministro da Casa Civil. Os ministros deram a Moro autorização para decretar medidas cautelares contra Dirceu, se considerar necessário.

*MSN Noticias
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