Mostrando postagens com marcador Sergio Moro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sergio Moro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de junho de 2019

DECISIVO: Destinos de Lula e Moro serão decididos por Celso de Mello nesta terça

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira, 25, o julgamento do habeas corpus que pode soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da prisão. O ministro Celso de Mello, caso não haja surpresas, deverá ficar responsável pelo voto decisivo da Corte. A defesa de Lula pressiona pela liberdade do petista, acusando o ex-juiz da Lava Jato de “parcialidade” e de agir com “motivação política” ao condená-lo no caso do triplex.
Relator da Operação Lava Jato no STF, o ministro Edson Fachin, bem como a ministra Cármen Lúcia, já votaram contra o pedido de liberdade de Lula. Faltam se posicionar os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, ministros estes que já se mostraram críticos aos métodos da Lava Jato, e que menos concordam com o relator na Turma. Deverá ficar com o voto decisivo, em caso de empate, o ministro Celso de Mello.
Gilmar foi um dos poucos na Corte a condenar a troca de mensagens atribuídas a Moro e a procuradores da Lava Jato publicadas pelo site The Intercept Brasil. As conversas, segundo o site, sugerem que o então juiz orientou investigações da operação.
Nos gabinetes, integrantes da Corte avaliam que o decano já sinalizou que pode acompanhar a divergência que deve ser aberta por Gilmar para tirar Lula da PF em Curitiba, onde está preso desde abril de 2018.
Essa não é a primeira vez que Celso de Mello analisa a conduta de Moro. Em 2013, o ministro deu o único voto para que o então juiz fosse declarado suspeito em caso de evasão de bilhões de reais do Banestado. À época, Moro atuava na 2.ª Vara Federal de Curitiba, especializada em crimes de lavagem de dinheiro.

sábado, 15 de junho de 2019

POLÍTICA: Moro diz que pode ter cometido um "descuido formal"

AGÊNCIA BRASIL
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse ontem (14) que pode ter cometido um "descuido formal" ao trocar mensagens com membros da Força-Tarefa Lava Jato por meio de um aplicativo de mensagens.
"Eu não cometi nenhum ilícito. Estou absolutamente tranquilo em relação a todos os atos que cometi enquanto juiz da Lava Jato" , disse o ministro durante apresentação do esquema de segurança da Copa América, evento que começa na noite de hoje, em São Paulo.
"Eventualmente, pode ter havido algum descuido formal, mas, enfim, isso não é nenhum ilícito", disse o ministro. "Temos que entender o contexto do trabalho que havia na 13ª Vara naquela época. Atendíamos a várias questões urgentes, operações que envolviam o enfrentamento a pessoas muito poderosas envolvidas em corrupção. Então, tinha uma dinâmica de trabalho que era muito intensa", acrescentou Moro, dizendo que não considera que receber uma notícia-crime e repassá-la ao Ministério Público pode ser qualificada como conduta imprópria.
Moro voltou a afirmar que não tem como comparar as mensagens que eventualmente tenha trocado com o procurador Deltan Dallagnol, chefe da Força-Tarefa Lava Jato em Curitiba, com as reproduções de trechos dessas conversas que vêm sendo publicados pelo site de notícias The Intercept Brasil. O ministro, no entanto, reiterou que o teor das conversas, além de descontextualizado, pode ter sido alterado.

O site The Intercept não revela a origem das mensagens que afirma ter recebido de uma fonte anônima. A Constituição Federal reserva a todo jornalista o direito de não revelar suas fontes de informações.


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

IMPRENSA DO MUNDO DESTACA QUE BOLSONARO DEU CARGO A QUEM PRENDEU RIVAL

Não passou despercebida para a imprensa internacional a escolha de Jair Bolsonaro para o Ministério da Justiça. Os principais jornais do mundo estamparam em seus portais na internet a opção pelo juiz que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a cadeia e que, com isso, abriu caminho para a vitória eleitoral do candidato do PSL. Igualmente, sublinharam a aceitação de Sergio Moro ao convite para o cargo.

O jornal El País, da Espanha, estampou a manchete: “O juiz que encarcerou Lula da Silva aceita ser ministro da Justiça de Bolsonaro”. A reportagem chama o futuro ministro de “herói do antipetismo” e assinala o fato de que sua pasta terá, no futuro governo, funções ampliadas e mais poder.

O portal da BBC segue a mesma linha, mas menciona que o “maior escalpo” coletado por Moro foi o do “esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva, o líder nas eleições antes de sua condenação a 12 anos de prisão por corrupção em abril passado”.

O jornal britânico The Times viralizou na internet sua manchete sobre o tema: “Jair Bolsonaro promete alto cargo a juiz que aprisionou seu rival”. Como nas demais publicações, o texto referiu-se a Lula como o adversário real do candidato do PSL à eleição presidencial, e não a Fernando Haddad, que assumiu a chapa petista apenas depois de 11 de setembro.

Mais espirituoso em sua abordagem, o francês Le Monde ironizou esta e as demais primeiras escolhas do presidente-eleito para seu gabinete. “Brasil: militar, juiz anticorrupção, astronauta… os futuros ministros do governo Bolsonaro”. Referiu-se ao general Augusto Heleno, que assumirá o Ministério da Defesa, ao tenente-coronel da reserva Marcos Pontes para a Ciência e Tecnologia e ao próprio Moro.

O jornal classifica o futuro governante como de “extrema direita” e sublinha o fato de Moro ter se notabilizado pela condenação do ex-presidente de esquerda Lula.

A clara definição de Bolsonaro como um presidente de extrema direita foi expressa igualmente pelo The Guardian. O jornal britânico menciona Moro como “o juiz que ajudou a pavimentar o caminho para a vitória colossal (de Bolsonaro) no domingo ao prender o principal rival”.

Ao estampar em seu portal o título “Juiz brasileiro que condenou Lula aceita cargo no gabinete de Bolsonaro”, o jornal The New York Times comenta ser Moro “o mais visível” magistrado na varredura da corrupção brasileira. Segundo a reportagem, a escolha foi saudada no Brasil e no exterior por ser o juiz um “desorganizador de uma classe política que muitos viam despencar para a cleptocracia”.

“Ainda assim, alguns brasileiros o vem como um operador político que cumpriu a missão de políticos conservadores, particularmente ao supervisionar o processo rápido do senhor da Silva sobre corrupção e lavagem de dinheiro”, afirma o Times.

O argentino Clarín anunciou com um perfil de Moro a sua incorporação ao gabinete do “ultradireitista” Bolsonaro. Em “Brasil: Sergio Moro, o juiz a quem se ama ou odeia”, o jornal sustenta que o magistrado tem a imagem de um “lutador contra a corrupção” e de um “justiceiro puritano com viés político”. Em outra reportagem, o jornal destaca mais o fato de ser Moro o juiz da Lava Jato, cuja ramificação na Argentina investiga figuras ilustres dos governos de Néstor e Cristina Kirchner.

*Veja.com/MSN Noticias
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...