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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

CASO CINTIA: homicida tem fixação por crianças e adolescentes

O caseiro Poliano Cantarelle Fernandes da Silva, 35 anos, tem fixação por crianças e adolescentes e premeditou antecipadamente abusar e depois matar a pequena Cinthia Lívia Araújo, que tinha 12 anos e foi encontrada morta na quinta-feira passada, 26, em Tibau.

Ao DE FATO (veja AQUI entrevista publicada EM 30/07), Poliano disse que o crime teria sido um acaso, motivado por uma suposta vingança contra a mãe e uma irmã da menina. A polícia, no entanto, não acredita nisso, enfatizando a frieza do homicida.

As conclusões são do delegado Renato Batista da Costa, que está investigando o caso. Essa fixação foi confirmada após buscas feitas na casa dele, em Tibau, logo após sua prisão. Foram encontradas inúmeras fotografias de crianças e adolescentes nuas ou seminuas.
As imagens, segundo Renato, eram feitas pelo próprio caseiro. Muitas são de crianças e adolescentes que moram próximo à sua casa ou que estavam passeando pela cidade-praia. Por enquanto, não há nenhuma informação de que ele tenha mantido relações sexuais com alguma dessas crianças ou adolescentes que estão nas fotos.

ATÉ 41 ANOS NA PRISÃO

Poliano poderá pegar uma pena que chega a 41 anos de reclusão. Ele será indiciado no inquérito da Polícia Civil pelos crimes de estupro (que resultou em morte), ocultação de cadáver e por produzir fotografias de crianças e adolescentes em cena de sexo ou pornografia.

Somando-se o máximo dos três crimes, dá um total de 41 anos. Porém, ele só poderá cumprir 30 anos, caso seja condenado ao máximo de cada crime – é a pena máxima no Brasil.

Barriguda News
Jornal de Fato- Andrey Ricardo

sábado, 28 de julho de 2012

ASSASSINO alega motivo passional para crime

O delegado Renato Batista, à frente do inquérito que apura a morte de Cínthia diz não se convencer da motivação passional alegada pelo acusado do crime, o caseiro Poliano Cantarele Fernandes Lacerda, 35. "Ele chegou a alegar que fez isso por sentir raiva da irmã da menina, com quem teve um relacionamento há dois anos e teria sido traído por ela, bem como afirma ainda que está se relacionando com a mãe e esta estaria lhe pedindo muito dinheiro. Mas está claro que é um crime sexual, pois ele tentou estuprá-la", explica o delegado. O acusado, vizinho da vítima, mostrou ontem à Polícia os locais onde esteve com a menina ao cometer o assassinato. Fotos de adolescentes e crianças nuas encontradas com o caseiro também são alvo de investigação.

O titular da delegacia de Areia Branca conta que interrogou o acusado na tarde da última quinta-feira, quando ele confessou o crime. E durante os questionamentos, segundo o delegado, o caseiro afirmou ter tido um caso com uma irmã adulta de Cínthia Lívia, por quem teria sido traído. "Ele disse que ficou com bastante raiva por causa disso, o que teria levado a cometer o crime". O delegado afirma que ainda deverá ouvir novamente a diarista Vânia Maria de Araújo, 39 anos, mãe da garota morta, para confirmar o relacionamento que Poliano Lacerda alega ter com toda a família da vítima. "Sabemos que este é um momento de dor e luto e vamos deixar para colher esse depoimento mais para frente".

Porém, pelas características do crime, o delegado acredita que a motivação para o bárbaro assassinato tenha sido mesmo sexual. "Ele confirmou que tentou estuprar a menina e, como ela reagiu, acabou matando-a. Como prova disso, mandamos que fosse feito um exame de corpo de delito nele, pois apresenta um arranhão no braço esquerdo, provavelmente feito pela garota ao tentar defender-se".

Para estabelecer uma dinâmica de todo o crime, Poliano Lacerda levou a equipe coordenada por Renato Batista aos locais para onde levou Cínthia Lívia e também onde teria escondido a roupa da criança. Segundo o relato doacusado ao delegado, na noite do sábado passado, o caseiro abordou a criança na rua em que moravam, em Tibau, quando a garota voltava de um mercado onde comprou um chiclete.

"Ele contou que a menina lhe encontrou e pediu-lhe R$ 5. Nós acreditamos que isso tenha acontecido por causa da relação próxima dele com a família. Nesse momento, ele pediu então que ela, em troca, lhe ajudasse na limpeza da piscina de uma das casas onde trabalhava. A menina o acompanhou e, antes de chegar ao local indicado, ele a atacou e levou para a casa onde havia o poço, na qual foi encontrado o corpo. Ali ele tentou estuprá-la, mas ela resistiu e foi morta. Ele, então, tirou as roupas da menina, a jogou no poço e foi para a casa onde trabalhava e foi limpar a piscina, como se nada tivesse acontecido. Nesse local ele escondeu a calcinha da menina e outras roupas". Poliano Lacerda chamou a atenção do delegado pela frieza. "Logo após o crime, ele foi para o comício que houve na cidade, como se nada tivesse feito".

Barriguda News
Diário de Natal
 
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