A classe médica do Estado confirmou a realização de duas manifestações
nos dias 26 e 27 deste mês, embora, a assessoria de comunicação do
Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte, destaque que a paralisação
prevista para a terça-feira (27) será de apenas de 24h, mesmo com a
categoria confirmado o estado de greve e aprovado, na segunda-feira
(19), o indicativo de greve para 27 deste mês.
A categoria reivindica melhorias na condição de trabalho, desde
equipamentos a material básico. Outra questão é o ponto eletrônico,
contestado por toda a classe, que exige o salário adequado à carga
horária.
Na ocasião, os profissionais poderão paralisar todas as atividades e se
concentrarão às 9h, no Centro Clínico Zeca Passos em caminhada até a
sede da prefeitura, no bairro Cidade Alta, em Natal. O Sinmed, também
destaca que o indicativo ainda não significa que haverá paralisação
total. Na segunda-feira (26), uma nova assembleia será realizada,
durante a noite, no Sinmed, para definir os rumos da possível greve.
Segundo o Sinmed, os médicos da capital e do Estado devem preparar
ainda documentos, que serão anexados em relatórios, desmiuçando a falta
de condições de trabalho e estrutura nas unidades de saúde, cujo
objetivo é o encaminhamento ao Ministério Público.
Via Portal DeFato
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
quarta-feira, 1 de maio de 2013
MÉDICOS vão às ruas de Natal em comemoração ao Dia do Trabalhador
Em comemoração ao Dia do Trabalhador e ao aniversário de 70 anos da
Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), profissionais da saúde saíram
às ruas de Natal na manhã desta quarta-feira (1) em caminhada. O
movimento dos médicos é nacional e contou com a participação de membros
de sindicatos e federações de outros estados do país. Também esteve na
movimentação o médico e senador Paulo Davim, presidente estadual do
Partido Verde (PV).
Eles iniciaram a caminhada na Associação Médica do RN, na avenida
Senador Salgado Filho, bairro do Tirol, e seguiram até o Hospital
Monsenhor Walfredo Gurgel, onde fizeram uma parada para chamar a atenção
dos plantonistas que trabalhavam na unidade. Depois os manifestantes
foram até o Parque das Dunas, para encerrar as atividades com um show de
Carlos Zens.
Geraldo Ferreira, representante do Sindicato dos Médicos do Rio Grande
do Norte (Sinmed-RN), afirmou que a movimentação serve também para
corroborar os pleitos da categoria. As reivindicações giram em torno da
implementação do Planos de Cargos e Salários, o piso de R$ 10412 para
profissionais que trabalham 20h por dia, a proibição da terceirização
dos serviços de saúde, a contratação de médicos estrangeiros, além da
melhoria das condições de trabalho e das unidades hospitalares.
Via TN OnLine
Foto: Magnus Nascimento
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
MÉDICOS suspendem atendimento a planos de saúde por até 15 dias
Médicos em todo o país vão suspender o atendimento a pacientes de planos
de saúde por um período de até 15 dias. O protesto, na maioria dos
estados, está previsto para começar na próxima quarta-feira (10).
Esta é a quarta paralisação anunciada pela categoria em dois anos. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), serão suspensas apenas consultas e cirurgias eletivas – serviços de urgência e emergência não serão afetados.
Sete unidades federativas anunciaram a suspensão do atendimento a todas as empresas de saúde suplementar do país. Em oito estados, o protesto vai atingir apenas operadoras de planos locais. Há ainda sete estados que irão realizar assembleias para definir os planos a serem atingidos.
Além do reajuste de honorários de consultas e outros procedimentos, a pauta de reivindicações inclui a inserção, em contrato, dos critérios de reajuste, com índices definidos e periodicidade e o fim da intervenção dos planos na relação médico-paciente.
De acordo com o vice-presidente do órgão, Aloísio Tibiriçá, as receitas dos planos de saúde no Brasil crescem, em média, 14% ao ano, mas o reajuste não é passado aos médicos. Segundo ele, o valor pago por consulta realizada já chegou a representar 40% dos gastos pelas operadoras, mas atualmente fica entre 14% e 18%.
“Defasou muito e está bem aquém da própria necessidade de sobrevivência do médico no consultório”, disse. “Vivemos um conflito permanente com os planos de saúde. Os quase 50 milhões de usuários estão em um gargalo de atendimento médico. Os planos não credenciam mais serviços ou mais médicos por contenção de custos”, completou.
Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que, entre 2003 e 2011, a receita das operadoras cresceu 192%, enquanto o valor médio pago por consulta aumentou 65%. Cálculos da própria categoria, entretanto, indicam que o reajuste foi 50%.
“A ANS suspendeu mais alguns planos por conta do tempo de espera. As emergências estão superlotadas, praticamente igual ao Sistema Único de Saúde (SUS). O mercado de saúde suplementar não atrai mais o médico, eles estão saindo. A situação vai piorar”, ressaltou Tibiriçá.
Para o vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Lairson Vilar, as operadoras têm “boicotado” tratamentos de alto custo, reduzindo períodos de internação e dificultando exames mais caros. Segundo ele, estudo feito em São Paulo indica que dois em cada dez usuários de planos de saúde têm procurado o serviço público no lugar das clínicas credenciadas. “É impossível oferecer um serviço de qualidade face a um desequilíbrio tão grande”, destacou.
Barriguda News
Via Agência Brasil - Paula Laboissière
Esta é a quarta paralisação anunciada pela categoria em dois anos. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), serão suspensas apenas consultas e cirurgias eletivas – serviços de urgência e emergência não serão afetados.
Sete unidades federativas anunciaram a suspensão do atendimento a todas as empresas de saúde suplementar do país. Em oito estados, o protesto vai atingir apenas operadoras de planos locais. Há ainda sete estados que irão realizar assembleias para definir os planos a serem atingidos.
Além do reajuste de honorários de consultas e outros procedimentos, a pauta de reivindicações inclui a inserção, em contrato, dos critérios de reajuste, com índices definidos e periodicidade e o fim da intervenção dos planos na relação médico-paciente.
De acordo com o vice-presidente do órgão, Aloísio Tibiriçá, as receitas dos planos de saúde no Brasil crescem, em média, 14% ao ano, mas o reajuste não é passado aos médicos. Segundo ele, o valor pago por consulta realizada já chegou a representar 40% dos gastos pelas operadoras, mas atualmente fica entre 14% e 18%.
“Defasou muito e está bem aquém da própria necessidade de sobrevivência do médico no consultório”, disse. “Vivemos um conflito permanente com os planos de saúde. Os quase 50 milhões de usuários estão em um gargalo de atendimento médico. Os planos não credenciam mais serviços ou mais médicos por contenção de custos”, completou.
Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) indicam que, entre 2003 e 2011, a receita das operadoras cresceu 192%, enquanto o valor médio pago por consulta aumentou 65%. Cálculos da própria categoria, entretanto, indicam que o reajuste foi 50%.
“A ANS suspendeu mais alguns planos por conta do tempo de espera. As emergências estão superlotadas, praticamente igual ao Sistema Único de Saúde (SUS). O mercado de saúde suplementar não atrai mais o médico, eles estão saindo. A situação vai piorar”, ressaltou Tibiriçá.
Para o vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Lairson Vilar, as operadoras têm “boicotado” tratamentos de alto custo, reduzindo períodos de internação e dificultando exames mais caros. Segundo ele, estudo feito em São Paulo indica que dois em cada dez usuários de planos de saúde têm procurado o serviço público no lugar das clínicas credenciadas. “É impossível oferecer um serviço de qualidade face a um desequilíbrio tão grande”, destacou.
Barriguda News
Via Agência Brasil - Paula Laboissière
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