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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

LIVRO: Justiça autoriza lançamento da 'biografia gay' de Lampião

Depois de três anos, finalmente o escritor e juiz aposentado Pedro de Morais vai poder lançar e vender o seu livro Lampião, O Mata Sete, em que diz que Virgulino Ferreira, o famoso cangaceiro nordestino, era gay. Por unanimidade, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) reformou a sentença de primeiro grau que proibia o lançamento e a venda da obra.

Para o autor, o voto unânime dos desembargadores pode abrir um precedente no Brasil para autores que estão com biografias paradas na Justiça. "Foi um voto notável", disse Morais, ao se referir ao desembargador Cezário Siqueira Neto, relator do processo.
No voto, Siqueira Neto entendeu que garantir o direito à liberdade de expressão coaduna-se com os recentes julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF). "Não é demais repetir que, se a autora da ação sentiu-se ‘ofendida’ com o conteúdo do livro, pode-se valer dos meios legais cabíveis. Porém, querer impedir o direito de livre expressão do autor da obra, no caso concreto, caracterizaria patente medida de censura, vedada por nossa Constituinte", afirmou o magistrado.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A SAGA DE LAMPIÃO - Antônio Martins 12 de JUNHO DE 1927

 
Lampião passou por Antônio Martins em 12 de junho de 1927. Quem nos contou essa passagem foi o senhor Chico Lira (87 anos). O seu pai senhor VICENTE LIRA teve frente a frente com o Rei do Cangaço e sempre narrava para ele a história de tudo como aconteceu. Conversei com seu Chico na última segunda-feira e ele nos relatou os acontecimentos. 

Em breve estaremos postando a matéria.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

NETA DE LAMPIÃO processa autor de livro sobre o avô

A família do cangaceiro mais famoso do Nordeste, Virgulino Ferreira, o Lampião, entrou com dois processos na Justiça contra o juiz aposentado Pedro de Morais, autor do livro censurado Lampião, o Mata Sete, em que sustenta que o Rei do Cangaço era gay. 

A neta de Lampião, Vera Ferreira, quer uma indenização de R$ 2 milhões nas duas ações: uma por danos morais e outra por Pedro ter vendido os livros na II Bienal de Salvador, que ocorreu em 6 de novembro de 2011. ”Um dia antes, dia 5, vendi os livros nas principais livrarias da Bahia”, afirmou Morais. A decisão da Justiça proibindo o lançamento e a comercialização da obra só aconteceu no dia 25 de novembro do ano passado. Ele informou que tem toda documentação da venda dos exemplares nas livrarias e que irá apresentar a defesa na próxima segunda-feira, na 13ª Vara Cível Aracaju. 

A perplexidade é porque a venda e o lançamento do livro continuam suspensos e processo sequer foi julgado pelos desembargadores. “Não foi nem transitado em julgado e recebi mais essa ação.” 

A polêmica começou com as revelações contidas em Lampião, o Mata Sete, de que o cangaceiro teria sido homossexual, Maria Bonita era adúltera e Expedita não era filha do homem mais temido do sertão. Em novembro passado, o advogado de Vera, Wilson Winnie, havia declarado que a publicação fere a honra da família de Lampião e que a ação na Justiça pretende impedir a circulação do livro de forma definitiva. O juiz da 7ª Vara Cível de Aracaju, Aldo Albuquerque, expediu uma liminar proibindo o lançamento e a venda do livro. O processo está com os desembargadores do Tribunal de Justiça de Sergipe, que ainda não se decidiram sobre o processo.

Barriguda News
Via Blog Cardoso Silva

domingo, 23 de setembro de 2012

LAMPIÃO, o filme

A figura do Lampião e a forma com que a sétima arte o retratou tem tantas particularidades que ainda hoje o personagem mais conhecido do cangaço brasileiro nas primeiras décadas do século passado ainda intriga e fascina. Essa controvérsia em torno da imagem de que ele teria sido vítima, herói ou bandido cruel ainda é questão constantemente discutida, sobretudo para os que buscam conhecer melhor a sua história.
Lampião será mais uma vez tratado pelo cinema brasileiro no longa metragem “Lampião, o filme”, e Mossoró será uma das cidades visitadas no período de filmagens, que começam em fevereiro de 2013 após o Carnaval.
O filme pretende abordar o Lampião dentro de uma visão que ainda não foi trabalhada no cinema. “Percebemos que temos ainda uma visão vaga da história do Lampião e com esse filme pretendemos o que ainda não foi mostrado no cinema. Estamos com um amplo material de pesquisa, mas recorremos, sobretudo a familiares do Lampião que residem aqui em São Paulo. A roteirista Nina Ximenes já está há algum tempo nesse trabalho”, ressalta o diretor.

Bruno Azevedo, que possui a sua produtora, explica que a equipe deve vir ao Nordeste para a fase de pesquisas de locações de outubro a novembro, passando pelos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte. No RN, a cidade de Mossoró é passagem certa, conforme o diretor: “Queremos começar o filme com a expulsão de Lampião pelos mossoroenses e a cidade se diferencia com esta história”, ressalta ele.

Sobre o elenco envolvido, o diretor ainda não quer divulgar, mas afirma que alguns atores globais estarão no projeto, como Rose Campos, o Paulo Goulart e possivelmente Antônio Fagundes.
“O material de divulgação do filme está sendo alterado pela nossa assessoria de imprensa e em breve encaminharemos a mídia com todas as informações confirmadas como elenco, locações e detalhes da produção”, ressalta Bruno Azevedo, que já dirigiu entre outros filmes, Bezerra de Menezes.
As informações sobre a realização do filme sobre Lampião chegam até a reportagem de DOMINGO através do ator mossoroense João Batista Gomes de Oliveira, ou JB Oliveira, que há sete anos reside em São Paulo.

JB saiu de Mossoró para buscar oportunidades como ator na grande metrópole. Felizmente seu esforço começa a ser reconhecido. Já participou de espetáculos de teatro, de episódios em novelas e seriados na Record – Ribeirão do Tempo e Tribunal na TV. Quando soube do filme, fez testes e ganhou um papel interes-sante, a do cangaceiro elétrico, mas que está entre os selecionados para compor o elenco do filme.
Barriguda News
Via Jornal de Fato
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