José Marcos da Silva, adotei como nome de divulgação, Jmarcos. Filho do senhor Marcos Pedro da Silva, (já falecido), um camponês que dedicou toda sua vida ao cultivo da agricultura em comunidades de Alexandria. Era um homem simples, de pouco ou quase nenhum conhecimento acadêmico, mesmo assim com uma sabedoria popular imensurável. Foi um grande homem, um grande pai, ajudou na minha alfabetização, ensinou-me com simplicidade a seguir seu exemplo de cidadão. Minha Genitora, Senhora Maria Vitalina da Conceição, uma paraibana de Catolé do Rocha, 81 anos de idade, continua lúcida e linda, e me diz sempre que sou o filho mais amado, o que causa um pouquinho de ciúme nos irmãos às vezes. Também a amo muito.
Quando criança, a época era outra, não havia o mundo virtual da internet onde hoje você pode encontrar com um simples toque digital quase tudo o que procura. Naquela época, só havia o rádio de pilha, e assim mesmo, só para quem o podia comprar. Já havia outros equipamentos sonoros no mercado, mas eram muito restritos a quem tinha condições financeiramente privilegiadas. Não era o caso do meu pai.
Eu escutava muito rádio de vizinho, até que meu pai conseguiu comprar um rádio daquelas marcas bem antigas e aí pude intensificar mais meu contato com a música. Nas festas comemorativas da cidade de Alexandria eu ficava encantado com as apresentações das bandas marciais. Era praticamente o que havia a meu alcance em termos de show ao vivo quando criança. Mas eu escutava muito minha família cantar música popular e hino de Igreja. Minha tia Maria de Lourdes cantava hinos de Igreja que me arrepiava. Minha avó paterna também cantava suas rezas e outras canções antigas e lindas. Havia meu tio Zé que cantava muito no trabalho do campo. E para completar, o meu pai tinha um hábito que foi fatal para que eu me apaixonasse pela música. Pois, ele só trabalhava cantando. E cantava clássicos como Luiz Gonzaga, Jackson do pandeiro e até Dorival Caymi entre outros.
