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terça-feira, 20 de agosto de 2019

DIREITOS HUMANOS: Violência atinge mais mulheres que trabalham fora, mostra estudo

AGÊNCIA BRASIL


Trabalhar fora e ter independência financeira não é garantia de proteção às mulheres contra a violência doméstica. É o que aponta um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta segunda-feira (19). De acordo com os dados levantados, o índice de violência contra mulheres que integram a população economicamente ativa (52,2%) é praticamente o dobro do registrado pelas que não compõem o mercado de trabalho (24,9%).
“Uma possível explicação é que, pelo menos para um conjunto de casais, o aumento da participação feminina na renda familiar eleva o poder de barganha das mulheres, reduzindo a probabilidade de sofrerem violência conjugal. Em muitos casos, porém, a presença feminina no mercado de trabalho – por contrariar o papel devido à mesma dentro de valores patriarcais – faz aumentar as tensões entre o casal, o que resulta em casos de agressões e no fim da união”, destacou o Ipea.
“Uma das conclusões é que o empoderamento econômico da mulher, a partir do trabalho fora de casa e da diminuição das discrepâncias salariais, não se mostra suficiente para superar a desigualdade de gênero geradora de violência no Brasil”.
De acordo com o estudo, outras políticas públicas se fazem necessárias "como o investimento em produção e consolidação de bases de dados qualificados sobre a questão, o aperfeiçoamento da Lei Maria da Penha e intervenções no campo educacional para maior conscientização e respeito às diferenças de gênero”.
Conforme o estudo do Ipea, o índice de violência doméstica com vítimas femininas é três vezes maior que o registrado com homens. Os dados avaliados na pesquisa mostram também que, em 43,1% dos casos, a violência ocorre tipicamente na residência da mulher, e em 36,7% dos casos a agressão se dá em vias públicas.
“Na relação entre a vítima e o perpetrador, 32,2% dos atos são realizados por pessoas conhecidas, 29,1% por pessoa desconhecida e 25,9% pelo cônjuge ou ex-cônjuge. Com relação à procura pela polícia após a agressão, muitas mulheres não fazem a denúncia por medo de retaliação ou impunidade: 22,1% delas recorrem à polícia, enquanto 20,8% não registram queixa”, apontou o trabalho do Ipea.
O conteúdo completo da pesquisa, elaborada por Daniel Cerqueira, Rodrigo Moura e Wânia Pasinato, pode ser acessado na página do Ipea na internet.


domingo, 21 de setembro de 2014

DIREITOS HUMANOS: Torturados na ditadura, assistentes sociais dizem que repressão continua

Agência Brasil

A ditadura já acabou, mas a repressão continua sendo praticada por militares – no caso, pela Polícia Militar – e atinge as camadas mais pobres da sociedade. De forma quase consensual, esta é a opinião dos profissionais do Serviço Social que participaram, em Brasília, do 43º encontro nacional da categoria.

“Nossa profissão sempre nos colocou na linha de frente das conquistas sociais. Por esse motivo, conhecemos de perto as várias agressões cometidas no passado, durante o período da ditadura, e no presente, principalmente nas periferias”, diz o presidente do Conselho Federal de Serviço Social, Maurílio Matos.

Com o encontro deste ano, o conselho resgata as experiências de confronto com órgãos repressores enfrentadas pelos assistentes sociais e, ao mesmo tempo, trazer para a atualidade a luta contra a repressão, que ainda hoje alcança os jovens, principalmente negros e pobres no Brasil. “Estamos recuperando a memória de luta dos assistentes sociais contra os repressores e buscamos dar visibilidade aos que lutam pela liberdade e pela democracia”, resume Matos.

sábado, 15 de junho de 2013

ESTRÉIA sistema de plantões integrados para proteção de crianças e adolescentes na Copa das Confederações

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) estreou neste sábado (15), o sistema de plantões integrados nas cidades-sede da Copa das Confederações. Em Brasília (DF), que recebe o jogo de abertura da competição, o serviço está instalado no estacionamento seis do Parque da Cidade.
 
A secretária-executiva da SDH/PR, Patrícia Barcelos, e a secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Angélica Goulart, visitaram o plantão integrado de Brasília na tarde deste sábado. O local, organizado pelo Comitê Local de Proteção, reúne atividades recreativas para as crianças, sala para atendimento individual e recebe qualquer denúncia de violação dos direitos das crianças e adolescentes, mantendo contato permanente com os órgãos de segurança e da Justiça.
 
Além disso, no Distrito Federal, na tarde deste sábado, foram abertas 23 escolas, todos os conselhos tutelares e centros olímpicos. Somente no plantão integrado do Parque da Cidade e em equipes volantes estão envolvidas aproximadamente 25 pessoas.
 
A SDH/PR está trabalhando com uma equipe de prontidão para receber denúncias de violações de direitos. Com esse objetivo, foi lançada na quarta-feira (12), a campanha “Proteja Brasil – Entre em campo pelos direitos das crianças e adolescentes”. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

DIREITOS HUMANOS

Hoje é comemorado o Dia Internacional dos Direitos Humanos. É um momento de reflexão para todos.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS
Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III)
da  Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948


. Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão  e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.  

. Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua,  religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. 

- Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

 -  Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.     

- Toda pessoa tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.   

- No exercício de seus direitos e liberdades, toda pessoa estará sujeita apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer às justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática. 

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