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quarta-feira, 10 de maio de 2017

FAZENDO O BEM - Rede Feminina de Combate ao Câncer

MOSSORÓ/RN - Rede Feminina de Combate ao Câncer em Ação... Servindo café da manhã para os pacientes e acompanhes dos Hospitais de Santa Luzia e Solidariedade.

Uma instituição não governamental, sem fins lucrativos, cujo objetivo é prevenir o câncer de colo de útero, realizar diagnóstico precoce do câncer de mama e apoiar pacientes mastectomizadas.

Do Blog.: Em nome da amiga Zilma Alves, parabenizo toda equipe pelo belo trabalho.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

CORAGEM: "câncer não é vergonha"

Aos 72 anos, Gisella Amaral estampa uma lição de vigor, percorre o Brasil proferindo palestras sobre como enfrentar o câncer. Aliás, palestra onde o relato dela é profundo, já que mostra a sua própria história, remonta a fatos da memória da mulher que enfrentou quatro cânceres. 

Logo na chegada os primeiros cumprimentos já denotam uma pessoa de carisma próprio e simpatia peculiar. No entanto, o que os minutos seguintes trariam era uma surpresa ainda mais interessante. Uma pessoa de fala expressiva, grandes lições e um exemplo de como agir em meio às adversidades e aos diferentes. Gisella Amaral traz o sobrenome famoso do marido, o empresário Ricardo Amaral, mas o seu nome próprio ela fez não como atriz, cantora, artista, mas pelo trabalho realizado na filantropia. Aos 72 anos, ela estampa uma lição de vigor, percorre o Brasil proferindo palestras sobre como enfrentar o câncer. Aliás, palestra onde o relato dela é profundo, já que mostra a sua própria história, remonta a fatos da memória da mulher que enfrentou quatro cânceres, "três grandes e um pequenininho", como ela mesmo descreve. As duas principais atividades de Gisella Amaral poderiam denotar contradição: afinal, uma é a Gisella da alta sociedade, que circula nas colunas sociais, a outra é a Gisella que atua na filantropia e profere palestras alertando sobre o câncer e conclamando ao enfrentamento para vencê-lo. Mas em se tratando da mulher carismática e muito bem resolvida, essas duas Gisellas são uma só e, o que surpreende, longe de serem contraditórias, elas se somam. Afinal, é no convívio com as pessoas de alto padrão, que Gisella da sociedade pede ajuda financeira para a Gisella da atividade social. Depois de trinta minutos de conversa, a conclusão a que cheguei confirmou a impressão dos primeiros minutos da entrevista: uma mulher de grandes lições, tendo como uma das maiores a coragem de se sobrepor e enfrentar os desafios da própria vida. Aliás, por falar na vivência, Gisella revela, logo no início da entrevista, como começou a atividade de filantropia. Foi a partir de inquietação que percebeu aos cinco anos de idade. A menina Gisella acompanhava a babá na visita a casa de familiares da funcionária, que residiam na favela, e ali a criança estranhava o fato de outras da mesma idade não conhecerem bombom, não terem brinquedo. Uma inquietação de criança que só se avolumou e deu vida aos trabalhos desenvolvidos há muitos anos por Gisella Amaral. 


Qual a grande arma da pessoa para lutar contra o câncer?

Vamos agora falar do positivo. Primeiro é a prevenção. Após 40 anos é que é perigosíssimo, temos que fazer exame uma vez por ano. Dos 365 dias tire um para ser o que você vai tratar. O câncer de mama é o que atinge o maior número de mulheres no mundo. Só no Brasil atingiu 52.560 pessoas. Dessas morreram 12.703 no Brasil. Em um ano. Câncer de mama ataca homem, ano passado foram 147. E veja que não estou falando só em teoria, eu tive quatro câncer, três furiosos e um pequenininho. Eu nunca chorei. Quando eu soube que estava com câncer eu fui em uma igreja rezar para Nossa Senhora. Mas não fui pedir a Nossa Senhora e pedir para Ela olhar para mim e me proteger. Eu fui na igreja e disse "obrigada, obrigada". Eu estava junto com meu filho mais velho e meu marido junto com os outros achavam que o câncer havia atacado minha cabeça e eu estava era maluca. Não! Eu sou mãe, não atingiu o meu Amaral, que é meu marido que estou casada há 47 anos, tenho dois filhos, que são minhas vidas, e minhas netinhas. O câncer foi escolher a mim, Graças. Obrigada, eu enfrento! Não sei o quanto resistiria, qual a força que teria se fosse um desses da minha família. Me escolheu, obrigada! Fui agradecer e sou agradecida até hoje por ter sido eu a escolhida. Quando eu soube que tinha câncer sai, fiz compras, fui almoçar com uma amiga. Tomei as providências com o médico. A notícia não me abalou. Não me desesperei. Aí vem a receita, que não é teoria, é prática: você precisa enfrentar com coragem. Você não pode se arrasar porque é tudo que o tumor gosta. Você precisa enfrentar com otimismo, cabeça erguida. Precisa enfrentar, é o guerreiro que está chegando para atacar seu organismo. Você tem que lutar, guerra é guerra. Jamais ficar acabado, arrasado, tem que ser cheio de coragem. Se o câncer acha que é forte, você tem que mostrar que é mais forte ainda. Eu tive quatro. Não sou super mulher, não sou ninguém. Apenas tive pela experiência psicológica que aprendi com as crianças quando era voluntária. Nunca usei peruca. Câncer não é vergonha, você tem é que enfrentar. Há dois fatores importantíssimos: obedecer a tudo que o médico falam e mandam você fazer, e ter fé. Fé no que você acredita. Eu acredito em Deus, minha fé é Deus. Deus é o suspensório que me segura, é o manto de Nossa Senhora que me protege. Dentro ainda dessa temática de câncer uma mensagem para todos: seja vitoriosa no que souber, se tem o câncer lembre que vai vencê-lo e é vitoriosa. A pessoa que tem câncer tem direito e será vitoriosa. A pessoa precisa lutar e vencer. Vitória, vitória para todo mundo que tem câncer. 

Entrevista Completa: AQUI

Barriguda News
Via Tribuna do Norte - Ana Ruth Dantas 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

PESQUISADORES estendem uso de álcool perílico a tratamento de câncer de pulmão

Rio de Janeiro - Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) que fizeram avanços no tratamento de tumores no cérebro com uso de álcool perílico estenderam a pesquisa ao câncer de pulmão. Os testes começaram em laboratório, mas ainda não há previsão de aplicações clínicas. No caso dos tumores cerebrais, a pesquisa é feita no Hospital Universitário Antônio Pedro.

Extraído de frutas cítricas, o álcool perílico é um óleo que pode ser inalado. A substância age diretamente no sistema nervoso central e no tecido pulmonar inibindo a proliferação de células cancerígenas, sem afetar as saudáveis. Uma das vantagens do tratamento é não provocar os fortes efeitos colaterais que costumam ser causados pela radioterapia e a quimioterapia.

No combate ao câncer de cérebro, o tratamento com o álcool conseguiu reduzir o tumor cerebral em três pacientes do laboratório da UFF de um total de 198. Além disso, 15% das pessoas em tratamento também tiveram o tempo de vida aumentado, em relação à estimativa inicial. A pesquisa só é feita com pacientes considerados terminais, em que os tratamentos tradicionais não tenham mais eficiência.

"Até o momento, 29 pacientes, ultrapassaram dois anos de sobrevida, estimada em quatro meses, sem efeitos colaterais", destacou o responsável pelo estudo, o professor e neurologista Clóvis Fonseca. Os pacientes começaram a se tratar em 2004 e a maioria fez a inalação por pelo menos seis anos.

Apesar dos avanços da pesquisa, o álcool perílico ainda não substitui o tratamento convencional, com quimioterapia e remédios. Pesquisadores e médicos buscam, no entanto, dissolver os medicamentos na substância para facilitar a administração das drogas no futuro.
"O tratamento com álcool perílico, hoje, é adjuvante. Uma droga só atinge uma via [de proliferação da doença], é preciso inibir o máximo possível", disse Fonseca.

A pesquisa da UFF também mostrou que o álcool perílico tem efeito em tumores de pele, mama, pâncreas e despertou interesse de instituições fora do país. Atualmente, especialistas da University of Southern California (USC), nos Estados Unidos, são parceiros nos estudos.
Para se candidatar ao tratamento é preciso enviar um e-mail para abiliosg@vm.uff.br.

Barriguda News
Agência Brasil - Isabela Vieira
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