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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

ALIMENTOS PARA O CÉREBRO: O que devemos comer para melhorar os transtornos do humor

No Congresso Americano de Psiquiatria de 2013, foi apresentada uma mesa redonda que mostrou vários estudos sobre a importância dos alimentos para uma boa evolução de diversos transtornos psiquiátricos, com um foco importante na depressão. 
Diversos nutrientes naturais essenciais foram listados, a começar pelo ômega3, que é um óleo essencial, que é fundamental para a sobrevivência do ser humano (sem ômega3 as pessoas não sobrevivem) e que o corpo humano não produz, portanto precisa obter integralmente pela dieta. 
O ômega3 é encontrado no óleo de peixe, de preferência peixes de alto mar, e em diversos cereais e sementes, sendo o mais disponível o óleo de canola. 
As doses ainda não estão plenamente estabelecidas, mas uma dose de reposição mínima diária pode ser suficiente, o que corresponde a 3 gramas de óleo de peixe purificado ao dia. 
Diversos estudos mostraram resultados que em conjunto confirmam que a reposição de ômega3 pode auxiliar no tratamento da depressão, principalmente quando o tratamento antidepressivo tem resultados parciais insatisfatórios.
Outro nutriente essencial são as vitaminas do complexo B, principalmente o B1 (tiamina) e o B12. 
A falta de vitaminas do complexo B podem prejudicar o funcionamento cerebral de forma significativa, inclusive com indução de episódios depressivos graves. 
A reposição costuma ser feita com carnes em geral, ovos, e derivados de leite. Para as pessoas que adotam dieta vegetariana, é importante fazer uma reposição. 
A vitamina B12 é de absorção muito difícil, e condições como gastrites crônicas ou tratamentos para gastrite podem prejudicar a absorção, mesmo com uma dieta correta. 
Portanto, os níveis de vitaminas precisam ser avaliadas regularmente em pacientes com transtornos do humor, para prevenção de hipovitaminoses.
Outros nutrientes também são importantes, como o ácido fólico, as fibras, a Vitamina D, a vitamina E, 0 magnésio, o cálcio, a colina, o ferro e o zinco. 

Entretanto, não existem estudos que confirmem quais as doses necessárias para ajudar na depressão, e se realmente podem ajudar no tratamento da depressão. Estudos mais recentes vêm mostrando que o estilo de dieta pode ser mais relevante para apoiar o tratamento da depressão. 

Na dieta mediterrânea, que consiste em uma maior proporção de gorduras insaturadas em relação às gorduras saturadas, ingestão moderada de álcool, alta proporção de legumes, cereais, frutas e sementes, vegetais, e maior proporção de ingestão de peixe em relação a carne vermelha, com ingestão moderada de leite e produtos derivados de leite. 

O uso da dieta mediterrânea pode ser comparada ao uso de uma dieta com alimentos integrais (cereais, vegetais, carnes, frutas), em contraposição aos produtos processados (carne processada, alimentos fritos, alimentos industrializados). 

Uma dieta mediterrânea ou com alimentos integrais diminuem a chance de uma pessoa ter sintomas depressivos, segundo ao menos 3 estudos, incluindo um estudo que avaliou adolescentes. 

Portanto, uma dieta saudável é bem mais que uma ajuda, é uma necessidade para que os pacientes com transtorno do humor possam ter uma chance melhor de se recuperarem e ajudar a evitar novas crises. 

* Dr. Teng Chi Tung - Médico Psiquiatra


sexta-feira, 14 de abril de 2017

VOCÊ É BIPOLAR?



O transtorno bipolar é a doença psiquiátrica mais associada a suicídios, e atinge cerca de 3% da população mundial. Considerada uma gangorra emocional, a doença é caracterizada por alternâncias de períodos de depressão e mania: o ânimo da pessoa afetada oscila de um extremo ao outro, em reações desproporcionais aos fatos da vida ou até mesmo sem um motivo aparente, fugindo do controle.

O que é Transtorno Bipolar?
É normal que os acontecimentos da vida alterem o humor e o estado emocional das pessoas. Quando algo bom acontece, por exemplo, ficamos alegres — da mesma forma como nos sentimos tristes quando há algum acontecimento ruim. Em pessoas com bipolaridade, o humor pode oscilar de forma independente do que acontece ao redor, suas reações são imprevisíveis e geralmente desproporcionais.

Quando alguém morre, é natural que uma pessoa fique triste. O bipolar, porém, pode entrar numa crise de euforia, ficar “elétrico” e até se sentir muito bem com a situação. Isso não acontece porque o bipolar não gostava do falecido, mas o estresse desencadeou uma instabilidade emocional.

Causas
A causa exata do transtorno bipolar ainda é desconhecida, mas a ciência acredita que diversos fatores possam estar envolvidos nas oscilações de humor provocadas pela doença, como:
  • Peculiaridades biológicas: pessoas com transtorno bipolar parecem apresentar diferenças físicas em seus cérebros, o que pode levar os cientistas a descobrirem as causas exatas da doença
  • Neurotransmissores: um desequilíbrio entre os neurotransmissores parece ser um importante fator nas causas do transtorno bipolar
  • Hormônios: desequilíbrio hormonal também está entre as possíveis causas
  • Hereditariedade: pessoas que tenham parentes com histórico de transtorno bipolar são mais suscetíveis à doença, o que leva muitos cientistas a acreditarem que a genética possa estar envolvida nas causas da doença
  • Meio ambiente: fatores exógenos, como estresse, abuso sexual e outras experiências traumáticas (como a morte de algum ente querido), também podem estar relacionadas ao desenvolvimento do transtorno bipolar.


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