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quarta-feira, 21 de junho de 2017

SAÚDE: Cobertura da vacinação contra HPV pelo SUS é ampliada

O Ministério da Saúde vai ampliar a vacinação de HPV para meninos de 11 a 15 anos. Desde janeiro, as doses eram aplicadas em jovens entre 12 e 13 anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Também poderão receber a vacina homens e mulheres transplantados e oncológicos em uso de quimioterapia e radioterapia.

O objetivo da pasta é imunizar 80% dos 7,1 milhões de meninos de 11 a 15 anos e 4,3 milhões de meninas de 9 a 15 anos. Além disso, cerca de 200 mil crianças e jovens, de ambos os sexos, de 9 a 26 anos vivendo com HIV/aids, também podem se vacinar contra HPV.

Os jovens precisam tomar duas doses da vacina quadrivalente, com um intervalo de seis meses entre as doses, para ficarem protegidos contra os quatro tipos mais comuns do vírus. A infecção está associada ao desenvolvimento de cânceres de pênis, garganta, ânus e colo do útero.

Para ampliar a cobertura, a vacina de HPV também fará parte do elenco de vacinas a serem ofertadas na Campanha de multivacinação, que acontecerá no período de 11 a 22 de setembro. O Dia D da campanha de vacinação será dia 16 de setembro.

Desde o início da vacinação, em 2014, o Ministério da Saúde distribuiu 26,3 milhões de doses da vacina a todos estados e ao DF. Desses, cerca de 1 milhão foram encaminhados neste ano.

Com a inclusão dos meninos no público-alvo da vacinação, o Brasil se tornou o primeiro País da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra o HPV para esses jovens em programas nacionais de imunizações.

Além disso, estudos internacionais recentes indicam a eficácia da vacina na prevenção das infecções pelo HPV. Uma pesquisa norte-americana aponta que a vacinação nos Estados Unidos resultou na queda de 88% da infecção oral por HPV.

*Agência Brasil/De Fato

domingo, 31 de agosto de 2014

SAÚDE: Segunda dose da vacina contra o HPV começa a ser aplicada amanhã

A segunda dose da vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) começa a ser aplicada amanhã (1) em meninas de 11 a 13 anos. A vacinação será feita em escolas públicas e particulares e também em unidades de saúde. A primeira dose foi aplicada em março deste ano.
 
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, lembrou que a vacina protege contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero, enquanto os subtipos 6 e 11 respondem por 90% das verrugas anogenitais. Jarbas alertou que a aplicação da segunda dose, seis meses após a primeira, é fundamental para garantir a imunização. "Sem a segunda dose da vacina, não há proteção".

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, elogiou a taxa de cobertura de 87% na aplicação da primeira dose. Ao todo, 4,3 milhões de meninas entre 11 e 13 anos foram imunizadas. Chioro também reforçou a importância da segunda dose, cobrando forte mobilização dos estados e municípios e das redes pública e privada de educação.
 
"Precisamos garantir uma cobertura de pelo menos 80% na segunda dose", disse. "Com toda certeza, o sucesso da segunda fase vai se repetir neste momento e, com isso, vamos reescrever a história do câncer de colo de útero neste país", completou.
 
A vacina também está disponível nos postos de saúde para meninas que ainda não tomaram a primeira dose. Para receber a segunda dose, basta apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. A terceira dose da vacina será aplicada cinco anos após a primeira.
 
Em 2015, a vacina será oferecida para meninas de 9 a 11 anos e, em 2016, para meninas de 9 anos. O ministério reforçou a importância do uso do preservativo como proteção contra as demais doenças sexualmente transmissíveis e da realização do exame conhecido como papanicolau em mulheres a partir dos 25 anos.

sábado, 29 de março de 2014

VACINA CONTRA HPV É SUSPENSA NO RIO GRANDE DO SUL

Após seis adolescentes que receberam a vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) no Rio Grande do Sul apresentarem "reações adversas atípicas", o Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (28) que o uso das doses "está suspenso, como medida de precaução, enquanto ocorrem as investigações sobre se há ou não relação causal entre os eventos e esse lote específico"

O HPV é um dos principais causadores de câncer no útero. O governo iniciou no dia 10 a campanha para vacinar meninas com idade entre 11 e 13 anos. Escolas públicas e particulares foram credenciadas para servir de postos de vacinação.

Segundo o ministério, cinco casos foram registrados em Porto Alegre. Desses, três meninas de 13 anos de idade tiveram mal-estar, dores musculares, cefaléia, náusea e foram atendidas por médico, mas não ficaram internadas. Outras duas apresentaram os mesmos sintomas com menor intensidade. Todas receberam a vacina na última segunda-feira (24).
O sexto caso registrado é de uma menina de Veranópolis (serra gaúcha) de 11 anos de idade. Na quinta-feira (20), após ser vacinada, ela teve uma crise convulsiva. O Ministério não confirmou, no entanto, se as convulsões ocorreram em decorrência da vacina.
Barriguda News/G1 - RS

domingo, 9 de março de 2014

SAÚDE DA MULHER: Vacina contra o HPV é oportunidade para escola abordar educação sexual

A partir desta segunda-feira (10) o governo federal disponibiliza pela primeira vez uma vacina contra o vírus papiloma humano (HPV), principal causador do câncer de colo de útero, transmitido por relações sexuais. O público-alvo neste ano são as meninas com idade entre 11 e 13 anos.

A expectativa do Ministério da Saúde é aplicar as doses nas escolas, seja na rede pública ou privada. Segundo especialistas ouvidos , é importante que os pais e os educadores aproveitem a oportunidade para abordar temas como uso de preservativos, doenças sexualmente transmissíveis e outras questões relacionadas à educação sexual.

A vacinação será feita em três doses. A segunda ocorre seis meses depois da primeira e a terceira, cinco anos depois. Em 2015, o público-alvo serão as meninas de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, a ação ficará restrita às meninas de 9 anos. Até 2016, o objetivo do ministério é imunizar 80% do total de 5,2 milhões de meninas de 9 a 13 anos no país. A vacina tem eficácia de 98,8% contra o câncer de colo do útero.

Pais e escola

Os doses das vacinas serão distribuídas aos estados que, por sua vez, repassam aos municípios. Oferecer ou não a vacinação nas escolas depende de parcerias com as secretarias de saúde e educação locais. Os pais que não autorizarem a vacinação nas filhas dentro das escolas, terão de assinar um termo de recusa e encaminhar à unidade.

Via G1
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