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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

UFERSA: FIM DA GREVE

Em uma votação bastante acirrada, os professores da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) decidiram encerrar a greve iniciada no dia 17 de maio. As aulas poderão ser retomadas no dia 24 deste mês.

A assembleia comandada pela Associação dos Docentes da instituição (ADUFERSA) aconteceu ontem à tarde no auditório do Departamento de Ciências Exatas e Naturais (DCEN) e foi dividida em duas etapas.

No primeiro momento, os docentes tinham duas opções para escolher: continuar ou não em greve. Com 49 votos a favor e 43 contra, eles decidiram suspender o movimento grevista.

Em um segundo momento foi votada a data em que a greve seria encerrada de fato. 51 professores escolheram o dia 24, enquanto 29 optaram por encerrar a greve no dia 17. Ainda houve nove abstenções

O Comando Nacional de Greve e a Reitoria da Ufersa foram informados ainda ontem do resultado da assembleia. Independente da decisão do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES) e de outras universidades, a greve vai ser mesmo encerrada no dia 24.

O reitor da universidade, José Arimatea de Matos, informou que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE) vai ser convocado e votará, na próxima semana, a sugestão de volta às aulas já para o dia 24 e a adequação do calendário acadêmico. “Estávamos com um ofício pronto para enviar ao Consepe convocando uma reunião extraordinária para esta semana, mas como a decisão foi tomada hoje [ontem] e o fim da greve mesmo é só no dia 24, vamos reunir o conselho na próxima semana já com a proposta de retomar as aulas no dia 24”, explicou.

Segundo Arimatea, o semestre letivo de 100 dias foi interrompido quando já havia passado 77 dias, faltando, portanto, 23 dias ainda a serem cumpridos do primeiro semestre.

Barriguda News
Via Gazeta do Oeste

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

UFERSA: Volta às aulas continua sem definição


Não vai ser no dia 3 de setembro que o calendário acadêmico da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) vai ser retomado. A pauta nem chegou a ser incluída nas discussões do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE) da instituição que se reuniu ontem à tarde.

De acordo com José Torres Filho, vice-presidente da Associação dos Docentes (ADUFERSA), a retirada do ponto para apreciação foi o melhor a ser feito. “Nós aprovamos na assembléia no dia anterior [terça-feira, 28] e fomos à reunião para pedir ao Conselho que não fosse discutido e criado um dia para a volta das atividades, pois iria criar uma grande expectativa entre os alunos para uma possível data. O melhor é não criar expectativa antes que se tenha uma definição em relação à greve”, explica.

O reitor da Ufersa, José Arimatea de Matos, informou que após a definição do provável fim da greve na próxima semana é que será convocada uma nova reunião do Consepe para discutir um novo calendário. “Se, por exemplo, houver a decisão do fim da greve na terça-feira, imediatamente convocamos o Conselho que, na quinta-feira já se reúne para discutir a pauta e as aulas já voltam na segunda-feira seguinte. O procedimento é rápido”, explicou.
Os docentes ainda mantêm viva a esperança de que o Governo Federal retome as negociações que foram encerradas na semana passada. Esta semana, os grevistas de todo o país estão buscando o apoio dos deputados federais e senadores para intermediar as conversas.

Amanhã, 31, encerra o prazo para o Governo Federal enviar ao Congresso Nacional o projeto de lei com o Orçamento para 2013.

Na terça-feira da próxima semana, 4, os docentes voltam a se reunir para avaliar o movimento e o que ficou decidido em Brasília, com as últimas tentativas de negociação do comando nacional de greve dos servidores federais.

Barriguda News
Via Gazeta do Oeste

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

SERVIDORES da Ufersa e IFRN não ficaram satisfeitos com última reunião com Governo Federal

Os professores da Universidade Rural do Semiárido (UFERSA), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), campus Mossoró, e de outras instituições federais não aceitaram a proposta do Governo Federal e decidiram pela continuidade da greve.

A Associação dos Docentes da Ufersa (ADUFERSA) reuniu os docentes da Ufersa ontem à tarde para avaliar a proposta e discutir encaminhamentos que serão enviados ao comando nacional de greve. “O governo não apresentou nenhuma proposta diferenciada, simplesmente reafirmou o que tinham oferecido antes e que já havia sido rejeitada pelas instituições. O que foi oferecido não cobre nem a perda da inflação. A insatisfação é generalizada. A orientação nacional é de continuar em greve”, explicou Joaquim Pinheiro, membro do comando local de greve.

Diante do posicionamento negativo por parte do governo, a intenção agora da categoria é de radicalizar o movimento. “Vamos discutir agenda e a ideia é intensificar junto com os professores do IFRN, com os técnicos administrativos da própria Ufersa e os servidores de outras instituições que estão em greve”, acrescentou o professor.

Os educadores do IFRN ainda vão aguardar uma assembleia que será realizada pela Sinasefe, em Brasília, nos próximos dias 7 e 8. Dois representantes daqui vão participar das atividades na capital federal. “Por enquanto continuamos em greve”, adiantou Fábio Procópio, coordenador do Sinasefe na cidade.

Na última reunião com representantes dos ministérios do Planejamento e da Educação e integrantes de associações que participam do movimento grevista o governo anunciou que não vai alterar a proposta apresentada na semana passada, que prevê reajustes de 25% a 40% e diminuição do número de níveis de carreira de 17 para 13, e disse ainda que enviará ao Congresso Nacional a proposta de reajuste salarial e de reestruturação do plano de carreira.

Das quatro entidades que representam os docentes federais, três se recusaram a firmar acordo e anunciaram que seguem em greve, sendo elas: o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (CONDSEF). Apenas a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (PROIFES) aceitou a proposta.

“Todas as assembleias votaram pela rejeição da proposta. No entanto, o governo opta por assinar acordo com uma entidade que é sua parceira, e que não tem representatividade junto à categoria. Nós vamos continuar firmes na greve e são as assembleias de base que determinarão os rumos do movimento”, afirmou Marinalva Oliveira, presidente do Andes-SN.

Barriguda News
Gazeta do Oeste
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