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quinta-feira, 5 de maio de 2016

UM 11 a 0 MERECEDOR DE APLAUSOS DE TODOS OS HOMENS E MULHERES HONESTOS DESSA NAÇÃO

G1/BRASÍLIA - Por unanimidade (11 a 0), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quinta-feira (5) manter a suspensão do mandato parlamentar e o afastamento por tempo indeterminado do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara.


A decisão ratificou liminar proferida nesta madrugada pelo ministro Teori Zavascki, ao analisar pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). O órgão apontou o uso do cargo, por Cunha, para prejudicar investigações da Operação Lava Jato e o processo de cassação ao qual ele responde no Conselho de Ética da Câmara. Antes da decisão, a assessoria de Cunha informou que ele iria recorrer.

terça-feira, 8 de março de 2016

“MENSALÃO” DE CUNHA PARA DEPUTADOS SERIA COM DINHEIRO DO FGTS LIBERADO ILEGALMENTE

Novo escândalo começa a dá os seus primeiros sinais, após investigações em sigilo, até agora.
O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, é investigado pela suspeita de fazer pagamentos a políticos aliados, utilizando-se do dinheiro obtido por meio do esquema de corrupção na Petrobras e até nos recursos do FGTS.
A suspeita é que Fábio Cleto,  ex-vice-presidente da Caixa nomeado para o cargo por influência de Cunha, é quem favorecia o esquema.
Cleto integrava o conselho curador do fundo de investimento do FGTS e promovia articulações de liberações ilegais de “recursos” para empresas nacionais favorecidas, em todo o país.
O propinoduto foi abastecido em projetos submetidos a decisão e autorização do Fundo do FGTS, sobretudo na liberação de recursos para o fundo de investimentos no projeto Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, a cargo da Carioca Engenharia em consórcio com outras duas empresas enroladas na Lava Jato, a OAS e a Odebrecht.
Não está descartada a hipótese de um possível “mensalão” com o qual Eduardo Cunha garantia a fidelidade desse grupo, cujos nomes são mantidos sob sigilo absoluto.
A investigação que corre sigilosamente há meses começou a ser realizada a partir e revelação de diretores da empresa Carioca Engenharia, que fecharam acordo de delação premiada.
No final do mês, o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ampliou em mais R$ 21,7 bilhões os recursos disponíveis para financiar a compra da casa própria.

O aumento fará com que o total liberado pelo FGTS para o crédito imobiliário salte para R$ 83,7 bilhões em 2016. (DP)
Imagem: Reprodução

quarta-feira, 4 de março de 2015

"ABSOLUTAMENTE TRANQUILO"

Eduardo Cunha já repetiu desde ontem umas 200 vezes que está “absolutamente tranquilo”. Certamente. Assim como estão absolutamente tranquilos Fernando Collor, Renan Calheiros, Gleisi Hoffmann. Aliás, Brasília anda um mar de tranquilidade esses dias.
Por Lauro Jardim

segunda-feira, 2 de março de 2015

EDUARDO CUNHA: O Pagador de Promessas

Fonte: NoMinuto/Lígia Limeira
O presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha, do PMDB/RJ, vem se revelando um grande cumpridor de promessas de campanha, figura quase em extinção nos quatro cantos do país chamado Brasil. Poderia ser motivo de exaltação, se os compromissos não tivessem sido assumidos junto aos pares de um colegiado ávido por dinheiro e poder, visando à ocupação do cargo máximo da instituição.
É isso que está por trás da liberação de recursos públicos para custear o transporte aéreo de cônjuges dos membros daquela Casa Legislativa entre Brasília e suas cidades de origem, bem assim da concessão de reajustes que incidem sobre praticamente todos os benefícios dos parlamentares, inclusive verbas de gabinete, elevando para R$ 2 milhões o gasto anual com cada um dos 513 deputados federais, que, por sinal, tiveram os salários majorados em 26% no final do ano passado.
As medidas são absurdamente dissonantes do que prega a economia brasileira: tempo de contenções, arrochos e aumentos de impostos, combustíveis e tarifa de energia, além de alterações em benefícios sociais que se diziam sagrados e incólumes, como seguro-desemprego, auxílio-doença, abono salarial e pensão por morte.
São nessas horas que enxergamos com nitidez o porquê de tantos desvarios e acirramentos por ocasião da disputa eleitoral. Afinal, é muito bom ser político: pouco trabalho, muitas regalias, quase nenhum compromisso, pouquíssima cobrança e um invejável corporativismo.
Na contramão dessa acintosa realidade, excetuada a eterna cômoda posição da elite brasileira, há todo o resto, que jamais foge à luta e que desde sempre segura as pontas e as contas do Erário. E haja ‘sofrência’!
O pior disso tudo é a insipiência, que alcança até os mais letrados. É cediço que muitos não sabem que, após as manifestações que pipocaram por todo o país em junho do ano pretérito, que, dentre outras medidas, ocasionou o fim dos 14º e 15º salários dos congressistas, o Parlamento instituiu uma ajuda de custo equivalente a um mês de salário, para o primeiro e o último mês de mandato. Ou seja, trocou-se seis por meia dúzia.
Também merece registro o nosso velho comodismo. Incompreensivelmente, há muita vontade e disposição para temas rasos e estéreis e quase nenhuma para discutir assuntos relacionados à cidadania e, por via reflexa, para lutar pelo futuro e pela consolidação da democracia. Assim, um debate em torno das cores de um vestido, febre recente nas redes sociais, acaba ganhando mais destaque e importância do que uma discussão em torno de matérias que nos libertariam dos grilhões da ignorância e da subserviência.
Por outro lado, há que se ressaltar, em se falando da rede mundial de computadores, alguns movimentos perpetrados por parcelas da sociedade, que reagiram de imediato ao desmando dos parlamentares, pelo menos no que tange à chamada farra das passagens aéreas, a exemplo do abaixo-assinado lançado pela ONG Avaaz, cujo maior objetivo é conclamar pessoas de todo o mundo a lutar por direitos e garantias sociais a partir de mobilizaçõesonline, e cujos signatários, que já somam mais de 250 mil, pleiteiam a sustação da benesse.
Em resposta à pressão popular, cinco agremiações partidárias já se comprometeram a não utilizar a rubrica de passagens aéreas para bancar os deslocamentos dos seus cônjuges: PSOL, PCdoB, PPS, PSDB e PSB. E - pasmem - o próprio Eduardo Cunha. Ou seja, promessa cumprida, aqui e alhures. A nossa sorte é que Renan Calheiros, num ato corajoso e bravio, já garantiu que no Senado não terá disso não. Segundo o senador, o órgão prosseguirá no rumo de ‘cortar desperdícios, eliminar privilégios e abolir redundâncias’. Seremos salvos pelo gongo?
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