Por Amadeu Roberto Garrido de Paula
Advogado e membro da Academia Latino-Americana de Ciências Humanas.
Por uma nonada, uma maçã, a
humanidade paga até hoje. Claro que é representação simbólica de uma
vicissitude do criacionismo, mas não elucida o desvalor presente na pena
perpétua, devida a uma futilidade, a que foi condenada. Expulsos do
paraíso para o cruel deserto que os esperava, a julgar pelos costumes de
hoje, Adão pôs a culpa em Eva. Homens e mulheres se mataram, porém a
história bíblica só fala de Caim e Abel. Não que tenha sido um episódio
elogiável, mas a história começava tendo como perspectiva só um lado de
ambas as espécies componentes do gênero humano: o masculino. A assim
metade da humanidade gerou os fatos – equivocados, em sua maioria – que
até o presente século criaram o drama da raça humana. Esta deveria, no
mínimo, intuir que um dos lados não prospera cosmologicamente sem o
outro.
Ainda não foi concluída uma história
universal das mulheres. Diriam: e a dos homens? Esta já tem o “status”
de uma ciência em muitos países do mundo. A Inglaterra e os EUA se
dedicam ao que se passou nos séculos, relativamente às mulheres. Com
Trump, aguarde-se o fim dessa “perfumaria acadêmica”.
Mais do que a importância de comemorar o
dia das mulheres, importa conhecer o passado e delinear o futuro.
Analiticamente, sem derrapadas lógicas e ideológicas.
