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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

ANTONIO MARTINS/RN: 15 ANOS SEM TITICO

“... Todo mundo ama um dia, todo mundo chora, um dia a gente chega e no outro vai embora...” (Almir Sater)

12 de dezembro de 2013, completou 15 anos que deixou a terra e foi morar no céu o cidadão Francisco Pedro Neto, popularmente conhecido como Titico do Pico. 

Poeta, Agricultor e Político, Titico foi por quatro vezes vereador em Antônio Martins (1977 – 1982, 1989 – 1992, 1993 – 1996, 1997 a 12/12/1998), sendo três vezes Presidente da Câmara, inclusive, tendo sido Presidente da Assembleia Constituinte que criou a Lei orgânica do Município. Ainda foi Vice Prefeito na última gestão do saudoso Dr. Carvalho Neto (1983 – 1988).

Por dois anos travou a maior batalha de sua vida, contra uma enfermidade pulmonar (apesar de não ter sido fumante), lutou incessantemente pela cura, mas foi obrigado a dar adeus a vida terrena. Na madrugada fria de 12 de dezembro de 1998, as portas do céu se abriram e seu espírito foi morar junto do pai celestial.

Hoje, passados 15 anos restam às lembranças (e a saudade), sobram ainda resquícios de sua memória em algumas obras públicas e em uma empresa privada de Antônio Martins, a saber:

1- Empresa Têxtil: “F.P.N, O FÊNIX” (Francisco Pedro Neto, o Fênix).

2 - Câmara Municipal de Vereadores: “Câmara Municipal Vereador Francisco Pedro Neto”.

3 - Ginásio Poliesportivo do Bairro Alto da Ema: “Ginásio Francisco Pedro Neto”

4 - Sistema de Abastecimento de Água do Sitio Pico Branco: “Vereador Francisco Pedro Neto”

Como é difícil escrever de forma técnica sobre parte da gente que já se foi e apenas nos observa de longe. Alguém já disse que: “... Muitas vezes a vida nos ensina a dizer adeus às pessoas que amamos sem tirá-las do coração...”. 

Por isso hoje, dedico-lhe toda a minha saudade e amor.

A Este homem, que sempre teve fé, esperança, perseverança na vida, amor pelas pessoas, pela política e por sua terra... Ao ser humano que muito travou batalhas contra seus defeitos e evoluiu... A ele que tinha tanta luz e um sorriso simples...
A ele que cumpriu sua missão...

A ele que, pra mim, sempre renascerá a cada brotar do sol, a minha eterna gratidão... e AMOR.

Cesar de Titico.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

TITICO DO PICO O POETA DOS PALANQUES

14 ANOS JÁ SE PASSARAM E VOCÊ CONTINUA VIVO E ARDENTE DENTRO DE MIM...

Por César Amorim

Hoje dia 12 de dezembro de 2012 completa-se exatamente 14 anos que este ser humano sonhador partiu para junto do pai celestial, dentro de sua mala levou as marcas de uma vida inteira dedicada ao bem comum e a cidade de Antonio Martins, deixou entre nós muitas saudades, um vazio imenso que somente a eternidade será capaz e preencher.

Hoje não virei aqui escrever sobre ele como de costume, neste dia tão significativo, deixo um de seus versos feitos em campanhas eleitorais, precisamente na campanha histórica de 1988, onde ali começava entre ele e Dr. Francisco Jácome, mais que uma história de aliança política, iniciava acima de tudo uma história de fidelidade, cumplicidade e companheirismo que somente a morte foi capaz de separar.

Saudades de você meu velho Titico do Pico, poeta dos palanques.
 
- Campanha de 1988 – 22/09/1988
Seu médico seu Prefeito

I
Falando em candidato
Daqui pra outros confins
O povo comenta e diz
Tem os bons e tem os ruins
Mas nós sabemos de fato
Francisco é o candidato
Melhor para Antonio Martins

II
A gente vê nos jardins
Nas escolas e na matriz
O povo entusiasmado
Comenta se anima e diz
Seu fulano agora cai
Doutor Francisco é quem vai
Fazer a gente feliz

III
Não foi Francisco quem quis
Ser candidato a Prefeito
Foi o povo quem gritou
Por seu nome com respeito
O povo diz é Francisco
Em outro nome não trisco
Que ele esta aleito

IV
Nós queremos um Prefeito
Vindo de um esquema novo
Que saiba se decidir
Para receber nosso povo
Não humilhe e não persiga
Que o povo converse e diga
Ele é o amigo do povo

V
Nós queremos ver o povo
Livre feliz e liberto
Para que isto aconteça
Esteja de olho aberto
Não vá cai na fraqueza
Francisco é a certeza
Francisco é o nome certo

VI
Do pé de serra deserto
Para o bairro mais habitado
O povo grita Francisco
Nós estamos do seu lado
Vamos ficar com quem ganha
Francisco nesta campanha
Vai ser o nome votado

VII
Você que vive humilhado
Debaixo da prepotência
Diga que vota com ele
Vá levando bem de leve
Que Francisco muito em breve
Fará sua independência

VIII
O povo tem resistência
E força para decidir
Quem pensa em usar o povo
Para se evoluir
Vai terminar se perdendo
Porque o povo esta vendo
O que acontece aqui

IX
Doutor Francisco eu já vi
Por onde tenho andado
Por todo canto que passo
O povo esta embalado
Dizendo não há quem tome
Doutor Francisco é o nome
Que está do nosso lado

X
Com o povo organizado
E unido assim desse jeito
Doutor Francisco já pode
Se considerar eleito
Pra ajudar o mais fraco
Ao lado de Ciriaco
O nosso Vice Prefeito

XI
O nosso Vice Prefeito
Só pensa em fazer o bem
O que é dele é do povo
Sem distinção de ninguém
Quem for contra não escapa
Forte como esta chapa
Outra chapa aqui não tem

XII
Vou continuar também
Sendo seu defensor
Decore ai o meu numero
Escreva ele com amor
É 22602
E conte agora e depois
Com seu Vereador

XIII
Quero junto ao Doutor
Eu eleito e ele eleito
Eu como vereador
E ele como Prefeito
Ajudar ao mais carente
Trabalhar por esta gente
Digna do nosso respeito

XIV
Eu sou o Vice Prefeito
Humilhado e perseguido
Quando defendo os pobres
Ele me chama de atrevido
Pois sempre fui positivo
E foi por esse motivo
Que me mudei do partido

XVI
Eu já fiz o meu pedido
Eu já falei a verdade
Creio que o povo vai
Sair da dificuldade
Votando pra eleger
Aquele que quer fazer
A nossa felicidade

Autor: Titico do Pico (Francisco Pedro Neto)

Para Prefeito: Doutor Francisco Jácome
Para Vice Prefeito: Ciriaco
Para Vereador: Titico do Pico
Partido Liberal - PL

Obs: Esta fotografia não é datada de 1988.

Fonte: http://blogdocesaramorim.blogspot.com.br/

quarta-feira, 21 de março de 2012

MEU AMIGO "TITICO DO PICO"

Titico, meu velho amigo de tantas jornadas na política de Antônio Martins, está recebendo uma justa  e merecida homenagem "in memorian" do seu filho César. Achei providencial reproduzi-la aqui para que mais pessoas conheçam um pouco da história do amigo TITICO DO PICO.

“VEREADOR NÃO TEM TEMPO PARA DORMIR”


Este pequeno relato é parte de uma singela obra bibliográfica que a inspiração e o orgulho estão me convencendo a produzir, apesar do tempo que tem sido muito curto devido à correria e a vida de um constante estudante que enfrentamos, já estamos bem adiantados, em um momento oportuno, com a graça de Deus confeccionaremos essa homenagem a TITICO DO PICO, sobre SUA POESIA, SUA VIDA, SUA HISTÓRIA. Esta é uma forma de senti-lo vivo e ainda presente..


Pois bem...
15 Março, sexta feira, diferentemente das outras noites mossoroenses, hoje esta uma noite calma e tão fria que o orvalho, é visível nas superfícies com temperatura contrastante com a umidade do ar. Cansado, depois de chegar da UERN me sento em frente à Televisão para assistir o Globo repórter, esta passando um documentário muito interessante sobre as formas de vida nas fabulosas florestas aciculifoliadas da Austrália.
Ao mesmo tempo em que vejo com muita atenção a reportagem, Daniel diz, “essa hora Painho deve tá assistindo, ele gosta destas coisas”, Rêmulo diz; “Pai também, quando as reportagens são de animais ele sempre assiste”. (Rêmulo e Daniel são grandes amigos com quem tenho o prazer de morar na Casa do estudante de Mossoró – CEM ).
Neste momento, surge vagamente no teatro de minha mente, uma daquelas noites que me recordo com tanto prazer, Pai sentado no sofá em frente à Televisão e os pés em cima do centro. Sentava ali, todo a vontade e via o globo repórter como era de costume nas sextas feira. Já cansado depois de uma semana de correrias “caiu” no sono ali mesmo.
Eu o filho mais novo quando o vi ali dormindo, Imaginei; “Pai já deve esta dormindo, vou lá acordar ele e mandá-lo ir pra cama”.
Lá ia eu;
”Pai, Pai, o senhor já tá dormindo, vá para cama”...
E ele;
“Não, eu não tô dormindo não, tô só cochilando”...
Eu indagava, “E qual é a diferença?”.
Ele dizia;
“Você já viu Vereador dormir meu filho?”...
Eu, pra dar uma de engaçado;
“O senhor não é Vereador e ta dormindo!”...
Ele faz novamente a pergunta e ao mesmo tempo responde..
“Eu só cochilo, quantas vezes você não esta acostumado a ver que quando eu tento dormir, sempre vem alguém e me acorda, e hoje eu não vou me deitar cedo porque estou esperando uma pessoa lá do Pico que vem de Natal e vai dormir aqui”...
Tomei a palavra e disse;
“Há, sendo assim eu vou esperar com o senhor também”...
Respondeu;
“Tá bom meu filho, sente aí e veja o globo repórter também”...
Sentei e fiquei ali assistindo até cochilar no sofá, lá pras altas horas da madrugada, já pertinho da ambulância com o pessoal chegar da capital, acordo, procuro ele e não o vejo no sofá, estico um pouco o pescoço e percebo que está sentado na mesa da segunda sala escrevendo em um pequeno caderninho, caminho até as proximidades de mesa e chegando lá, todo desconfiado e curioso,
Digo;
“O que é isso Pai?”...
Ele diz;
“São umas coisas que estou notando aqui para não esquecer”...
Curioso e calado e sem saber o que estava escrito ali naquela agenda, saio e vou cambaleando de sono em direção ao sofá de novo. Quando vou me deitando escuto o barulho da buzina da ambulância.
“Pai o carro chegou”. Digo eu.
Ele responde;
“Diga que já vou”...
Imediatamente saiu para dizer ao motorista (Não me recordo quem era porque a Ambulância era a de Frutuoso Gomes - cidade vizinha - ele tinha solicitado porque a de Antônio Martins tinha quebrado) que esperasse um pouco.
Pouco tempo depois, Pai caminha lentamente até a porta para receber o povo, eu lá por fora todo curioso, já havia feito toda uma espécie de vistoria na ambulância, permanecia por ali como menino traquino. Eles lá, conversa vai, conversa vem... É quando Pai me chama e...
Diz;
“César, vá até à mesa , abra aquele caderninho e me traga um dinheiro que tem dentro dele.” (Era o dinheiro para dar uma gratificação ao motorista).
“Está certo”, respondi...
Caminhei até a sala para pegar o dinheiro nesse bem dito caderno que tanto eu tinha curiosidade de saber o que escondia em suas folhas, chegando lá aproveito para ver sem a sua permissão o que tinha ali.
Começo a ler a pagina aberta; “um botijão de fulano, uma conta de luz de cicrano, mandar buscar a mulher de fulano para a consulta”..
Eram tantas pequenas coisas que minha simples memória de criança não arquivou tudo em suas gavetas invisíveis.
Pois bem, corro lá para entregar o dinheiro e,
Digo;
“Mas o senhor deixa de dormir para ficar anotando coisa que poderia ter anotado durante o dia?”...
Ele responde com ar de riso para mim e para o motorista;
“Eu lhe falei que vereador não tinha tempo para dormir”...
“Passado é o que passou, não passou o que ficou na memória ou no bronze da história”. - Ulisses Guimarães

Cesar Amorim : Antônio-martinense, Estudante do sexto período do curso de Direito Pela UERN/ Professor de História do Brasil.

Direitos Reservados: Os textos podem ser reproduzidos, desde que citados o autor e a obra (Código Penal, art.184; Lei 9610/98, art. 5° VII).
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