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quinta-feira, 13 de junho de 2019

CONTRA A REFORMA: Bancários do RN vão paralisar atividades nas agências em protesto

A maioria das agências bancárias de Natal não deverá ter atendimento ao público na próxima sexta-feira, 14. Funcionários de bancos públicos e privados vão aderir à paralisação nacional de trabalhadores contra a proposta de reforma da Previdência que tramita no Congresso Nacional. No Rio Grande do Norte, a adesão dos bancários foi decidida em assembleia na semana passada, com apenas um voto contrário.
Nesta quinta-feira, 13, a categoria deverá se reunir em nova assembleia, desta vez para organizar os atos que acontecerão na “greve geral” programada para sexta. Além da paralisação do atendimento nas agências, estão previstos protestos em frente aos bancos. À tarde, o grupo deverá se unir a demais categorias que planejam fazer uma passeata no sentido zona Sul da avenida Salgado Filho, a partir das imediações do shopping Midway Mall.
Segundo o coordenador-geral do Sindicato dos Bancários do RN, Paulo Eduardo Xavier, o governo do presidente Jair Bolsonaro tenta “privatizar” a Previdência Social ao propor a adoção de um sistema de capitalização para a aposentadoria. Pelo regime, a contribuição previdenciária descontada do salário bruto vai para uma conta individual do trabalhador. É essa poupança que será usada para bancar a aposentadoria no futuro.
Atualmente, o que existe é o sistema de repartição, no qual os benefícios dos que já estão aposentados, ou recebendo pensões, são pagos pelas contribuições previdenciárias recolhidas dos trabalhadores que estão na ativa. Ou seja, aquele que trabalha ajuda a pagar a aposentadoria dos que já estão aposentados. Daí o regime de repartição ser chamado também de sistema solidário. Nele, patrões e governo também contribuem para que as aposentadorias sejam pagas, e os benefícios são calculados pela média dos salários de contribuição.
Na opinião de Paulo Eduardo Xavier, uma única contribuição (a do trabalhador) não renderia o suficiente para bancar benefícios no futuro. “A greve é pelo direito de se aposentar. Com a capitalização, acaba a Previdência. Hoje, são três patrocinadores: o trabalhador, a empresa e o governo. A partir da reforma, o trabalhador será o único patrocinador. Ele vai escolher um banco, abrir uma conta, contribuir para ela e só vai poder mexer 35 anos depois”, critica.
O bancário prevê que, com o regime de capitalização, até pessoas que já estão aposentadas, ou recebendo pensão, podem ficar sem os benefícios. “Se não vai entrar ninguém novo (no sistema que está em vigor), haverá um bolo de recursos do qual só vai se retirar dinheiro. Se não entrar nenhum crédito, só vai sair. É findável. Aí é que vai existir um rombo”, argumenta.
O coordenador-geral do Sindicato dos Bancários assinala que países que já adotaram o sistema de capitalização para a Previdência hoje têm problemas para pagar os benefícios. “O Chile tem um dos maiores índices de suicídio do mundo entre os idosos, porque eles são miseráveis. De 32 países que já adotaram esse regime, 18 voltaram atrás. Recuaram porque gerou um caos social”, complementa.
O Rio Grande do Norte tem atualmente cerca de 4 mil bancários, dos quais 90% são sindicalizados.

sábado, 14 de setembro de 2013

VEM AÍ OUTRA GREVE: Bancários rejeitam proposta e devem entrar em greve a partir de quinta-feira

Os bancários se reuniram em assembleia, na noite de quinta-feira, para avaliar a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 6,1% sobre os salários, pisos e todas as verbas salariais como auxílio-refeição, cesta alimentação, auxílio-creche/babá, entre outros, o que representaria a reposição da inflação. A categoria seguiu o comando nacional que rejeitou a proposta ainda na mesa de negociação.

A categoria também aprovou indicativo de greve para o dia 19 de setembro. No entanto, no dia 18, os bancários voltam a se reunir em assembleia para ratificar ou não a deliberação da greve por tempo indeterminado. Até lá, os trabalhadores esperam que a Fenaban melhore a proposta realizada na semana passada, para que a paralisação seja evitada de forma a não acarretar prejuízos para a população que necessita dos serviços.

"Nossa expectativa é que a Fenaban apresente uma nova proposta. No entanto, vale ressaltar que os banqueiros e o Governo Federal tiveram mais de 60 dias para apresentar uma proposta e não fizeram isso. Mesmo assim, estamos abertos à negociação e esperamos que as nossas reivindicações sejam atendidas para evitar a greve", explica o presidente do Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região, Anchieta Medeiros.

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real mais a inflação projetada de 6,6%); Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mínimos mais R$ 5.553,15; piso de R$ 2.860,21; auxílios alimentação, refeição, 13ª, cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 ao mês para cada; fim das metas abusivas e do assédio moral; não ao Projeto de Lei 4.330, que trata da terceirização de funcionários; contratação de bancários através de concurso público; mais saúde e segurança para os trabalhadores; e melhores condições de trabalho.

Além do reajuste das verbas salariais, a proposta da Fenaban também incluía PLR de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.633,94. Já a parcela adicional da PLR era de 2% do lucro líquido dividido linearmente a todos os bancários, limitado a R$ 3.267,88.

Via O Mossoroense

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