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quinta-feira, 7 de março de 2019

LEVANTAMENTO: Fábio Faria e Walter Alves são os deputados que mais gastam em novo mandato

Os quatro parlamentares do Rio Grande do Norte que conseguiram se reeleger ao cargo de deputado federal nas eleições de 2018 encabeçam a lista dos que mais gastaram cotas passíveis de ressarcimento no 1º mês do exercício do novo mandato, com destaque para Fábio Faria (PSD) e Walter Alves (MDB).
De acordo com dados publicados no portal da transparência da Câmara Federal, Fábio utilizou R$ 39.935,19 em fevereiro, sendo maior parte destinada a divulgação da sua atividade como deputado (R$ 16.502,00). No gráfico, ainda aparecem R$ 9.379,13 gastos com combustíveis.
Já Walter Alves foi responsável por utilizar R$ 39.533,49 em cotas parlamentares durante o primeiro mês de seu novo mandato. Deste montante, maior parte (R$ 8.506,00) foi empregado para auxílio-moradia. Seu segundo maior gasto foi com passagens aéreas (R$ 7.509,21).
Completam o ranking de maiores “gastadores” potiguares na Câmara o deputado Beto Rosado (PP), com R$ 36.767,69 utilizados; Rafael Motta (PSB), responsável por R$ 26.499,79; Benes Leocádio (PRB), com R$ 2.501,75; General Girão (PSL), com R$ 1.648,21; João Maia (PR), com R$ 1.417,67; e Natália Bonavides (PT), única deputada a ter gasto zero reais no 1º mês.

Produtividade

Se analisados os desempenhos dos deputados potiguares na Câmara Federal, a composição do ranking muda. Rafael Motta, terceiro maior gastador de verbas parlamentares em fevereiro, foi o que mais apresentou proposições na Casa em início de mandato: 21. Na sequência aparece Natália Bonavides, com 7 matérias propostas.
Em terceiro lugar no ranking de produtividade está o deputado Fábio Faria, com 5 proposições; na quarta colocação aparece Beto Rosado, com 2 matérias apresentadas em fevereiro, número igual a Walter Alves. Por fim, os deputados Benes Leocádio, General Girão e João Maia não apresentaram nenhuma proposta neste início de mandato.

*Agora RN

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

GASTOS NA CAMPANHA: Robinson Faria ‘gastou’ R$ 14 por voto, enquanto Henrique Alves ‘pagou’ R$ 36

Ciro Marques
Jornal de Hoje

Candidato derrotado ao Governo do RN, Henrique Eduardo Alves (PMDB) foi o que mais arrecadou na disputa eleitoral. Foram mais de R$ 26,1 milhões para conseguir 734,8 mil votos. O governador eleito, Robinson Faria (PSD), arrecadou menos da metade desse valor. Foram R$ 12,9 milhões e, mesmo assim, conseguiu 877,2 mil votos. Dessa forma, é possível constatar que os votos do pessedista custaram menos da metade dos que o do peemedebista.

Afinal, se for dividido o valor arrecadado (com base na prestação de contas final divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral nesta semana) pelos votos conquistados, pode-se dizer que Robinson “gastou” R$ 14,79 por voto conquistado no segundo e decisivo turno da eleição 2014. Henrique Eduardo Alves, por sua vez, teve que pagar bem mais por cada voto: R$ 36,44.

E é importante ressaltar que boa parte dessas doações recebidas por Henrique, que permitiram que a campanha dele fosse a mais cara do Rio Grande do Norte, partiu de empresas investigadas no escândalo da Petrobras. A construtora Odebrecht SA, por exemplo, foi responsável por financiar R$ 5,5 milhões dos gastos do peemedebista na campanha, conforme mostrou com exclusividade O Jornal de Hoje no final de semana.

O peemedebista recebeu recursos também da OAS, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia e Andrade Gutierrez. Desses, destaque para a OAS, que doou R$ 650 mil para Henrique, e a Queiroz Galvão, que financiou outros R$ 2 milhões para o peemedebista. No caso de Robinson Faria, “apenas” R$ 200 mil partiram de empresas envolvidas no esquema. Foram doados pela Galvão Engenharia, que doou o mesmo valor para Henrique Eduardo Alves.

RECEITA/DESPESA

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, em prestação de contas disponível no seu sítio virtual, Robinson Faria arrecadou R$ 11,8 milhões e gastou 12,9 milhões, o que deu para ele uma diferença de R$ 1,1 milhão na relação receita/despesa. E, ao que parece, esse é um ponto a se comemorar. Afinal, até metade da campanha, Robinson Faria era um dos candidatos mais endividados do Brasil.
Em setembro, quando foi divulgada a segunda parcial da arrecadação e gastos eleitorais, a campanha de Robinson amargava uma grave crise. Primeiro pelo fato das pesquisas de intenção de voto apontarem um grande distanciamento entre ele e Henrique. Segundo porque o governador eleito havia gasto R$ 7,7 milhões, mas só havia arrecadado R$ 1,6 milhão. Ou seja: havia um déficit de mais de R$ 6 milhões.

Por outro lado, a campanha de Henrique Alves, que apresentava bastante “saúde financeira” durante a disputa, acabou encerrando o pleito com um montante também alto de dívidas. Arrecadou R$ 23,1 milhões, mas gastou R$ 26,1 milhões, o que fez o peemedebista terminar a eleição com uma dívida oficial de R$ 3 milhões.

Dilma, Kassab e Friboi financiaram Robinson

Diferente de Henrique Eduardo Alves, que conseguiu várias doações de grandes empresas do RN, como as envolvidas no escândalo da Petrobras e outras como a Telemont (R$ 2 milhões) e a JBS (R$ 2,75 milhões), a campanha de Robinson Faria foi financiada, em grande parte, por duas principais fontes: a mesma JBS de Henrique e o PSD. Os dois viabilizaram quase todo o valor que o governador eleito teve para gastar durante a campanha.

Só a JBS, que é a marca dona da Friboi, foi responsável por pagar R$ 7,7 milhões, ou seja, mais da metade do valor arrecadado por Robinson – que foi R$ 11,8 milhões. A Friboi pagou R$ 3,3 milhões diretamente para a campanha do governador e mais R$ 4,4 milhões doando ao Diretório Estadual do PSD que, depois, repassou a Robinson.

A Friboi, vale lembrar, foi uma das maiores doadoras de campanha do Brasil e ajudou a financiar, inclusive, a campanha da presidente da República reeleita, Dilma Rousseff, do PT. O envio da ajuda financeira, por sinal, fez ganhar força o boato de que o filho do ex-presidente Lula, do PT, seria um dos donos da empresa.

Fábio Luis Lula da Silva (o Lulinha) seria um sócio majoritário da empresa. A polêmica ganhou tanta força que a JBS precisou se manifestar e negar tal informação. Por meio de nota, o grupo informou que marca da empresa JBS, apesar de ter capital aberto, tem como acionistas majoritários os membros da família Batista, que reside em Goiás.

Contudo, observando a prestação de contas do governador eleito, é possível constatar que a ligação entre ele e o PT Nacional foi além da simples presença do ex-presidente Lula nos programas eleitorais de Robinson Faria – o que, segundo Henrique, foi fundamental para que o PSD subisse nas pesquisas e vencesse a eleição.

Isso porque, além de liberar a imagem do “ícone” petista, a sigla também ajudou financeiramente na campanha de Robinson. O comitê criado para receber doações para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, repassou R$ 288 mil para o candidato do PSD ao Governo do Rio Grande do Norte. As doações foram feitas por meio de cheques, repassadas a campanha do pessedista, principalmente, após o segundo turno.

O Diretório Nacional doou mais R$ 1,2 milhão para conseguir eleger Robinson governador. E, além dele e da Friboi, a campanha de Robinson recebeu também doações de algumas empresas locais, como a Dois A Engenharia e Guararapes, e de várias “pessoas físicas”.

Dentre as pessoas físicas que ajudaram a eleger Robinson governador, destaque para Luiz Antonio Vidal, que doou para o candidato um cheque de R$ 50 mil. Lucinda Maria Marques de Azevedo também pagou outros R$ 30 mil para Robinson e fez isso na última sexta-feira antes da eleição em segundo turno.

Para custear parte dos gastos e não terminar a campanha com um déficit tão grande, inclusive, o próprio Robinson Faria doou para o seu comitê. Foram quatro cheques e uma transferência bancária que resultaram num montante de R$ 245 mil doados para custear as despesas da disputa eleitoral.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

GOVERNO DO RN gasta mais com publicidade do que com Saúde

O Governo do Rio Grande do Norte gasta menos com saúde do que com diárias e publicidade. Por causa desse e de outros fatores, as contas do exercício financeiro de 2011 da gestão Rosalba Ciarlini (DEM) foram aprovadas com ressalvas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A Corte analisou as receitas, despesas e prestação de contas do Governo do Estado em uma sessão extraordinária que aconteceu nesta segunda-feira, 13. Por unanimidade, os conselheiros do TCE seguiram o voto do relator do processo, Paulo Roberto Chaves Alves, que apontou ressalvas às contas públicas no alto valor da Dívida Ativa do Estado, na falta de investimentos em saúde e na inclusão de gastos com inativos nas despesas de insumos na pasta da educação.
O relatório segue para aprovação na Assembleia Legislativa, que deve julgar se as contas podem ser aprovadas ou não. Do montante de R$ 9.498.381.000,00 da receita prevista na Lei Orçamentária Anual, foram arrecadados R$ 7.778.420.362,47, correspondentes ao percentual de 81,89%. Isso ocorreu especialmente "em função do baixo nível de eficiência da previsão de receitas correntes, como a patrimonial, a agropecuária, a industrial e a de serviços, e da superestimação das receitas de capital", disse o relator. O governo gastou apenas 3,70% do orçamento com investimentos.

Paulo Roberto também apontou o baixo nível de investimentos realizados na área da saúde pública, com aplicação de recursos da ordem de R$ 11.076.834,92, valor inferior àquele aplicado no exercício financeiro de 2010 (R$ 17.386.528,39), configurando um decréscimo de 36,29%. O relatório apontou ainda que o valor gasto com saúde é menor do que despesas menos prioritárias, como diárias (R$ 23.678.716,14) e publicidade governamental (R$ 16.851.590,51).

A análise tomou como base o Balanço Geral consolidado, remetido pela Assembleia Legislativa ao TCE, que tem por foco apenas as contas do Poder Executivo. O relatório também apontou que o Plano Plurianual apresenta inconsistências quantoaos valores dos programas e o respectivo Relatório de Avaliação, bem como no Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAF) constam informações incompletas ou incorretas, dificultando, assim, o planejamento e acompanhamento das respectivas metas pelo próprio Governo e pela fiscalização do TCE.

Barriguda News
Via Diário de Natal
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