✨ Mesmo hoje, muita gente ainda recorre à reza como primeiro caminho diante de dores físicas ou males difíceis de explicar — como mau-olhado, cobreiro ou a chamada “espinhela caída”. Mas o papel dessas mulheres vai além da cura: elas também aconselham, acolhem e orientam, sendo referências dentro da comunidade.
🌿 Esse saber é passado de geração em geração, principalmente pela oralidade. É o caso de Dona Nair, de 90 anos, que aprendeu ainda criança observando a avó. Para ela, o dom veio cedo — e nunca mais parou. Em seu quintal, atende pessoas a qualquer hora do dia ou da noite, sempre com fé, cantos e orações.
⚠️ Apesar da força dessa tradição, a realidade preocupa. O número de rezadeiras vem diminuindo, e esse conhecimento corre o risco de desaparecer. Mais do que uma prática religiosa, trata-se de um patrimônio cultural imaterial que está se perdendo com o tempo.
📚 Em 2025, o pesquisador Gutenberg Costa lançou o livro Rezadeiras do Rio Grande do Norte, reunindo mais de 30 anos de registros sobre essas curadoras. O trabalho revela tanto a força quanto a fragilidade dessa tradição, marcada pela fé, pela solidariedade — já que não cobram pelos atendimentos — e também pelo preconceito.
💭 Entre resistência e esquecimento, as rezadeiras seguem como símbolo vivo da cultura popular brasileira. Preservar suas histórias é manter viva uma parte essencial da nossa identidade.
Foto: Cícero Oliveira – Agecom/UFRN

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