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domingo, 17 de abril de 2016

SOBRE O IMPEDIMENTO

Declarei aqui minha opinião jurídica. Não é golpe, mas sou contra.

Não pode ser golpe um procedimento previsto em Lei, com a participação de instituições jurídicas e políticas, sem qualquer intervenção ou participação militar.

Não é golpe. Mas sou contra o impedimento. Não vejo nenhuma prova de que Dilma tenha cometido o crime de responsabilidade. Pedalada fiscal, hábito comum no passado recente, não pode ser alçado à condição de crime por decisão contábil do TCU. Isso decorre da bagunça institucional a que chegamos pela caduquice da Constituição de 88.

Porém, minha opinião contra o impedimento não me faz reconhecer méritos no Governo Dilma. Ela herdou conscientemente, e aceitou a herança, um barco furado. E ajudou no aprofundamento do naufrágio. Uma prática governamental sustentada na economia da esmola, populismo rasteiro e demagógico.

Para consumar o projeto político que levou o PT ao poder, o petismo vendeu a alma. Ou trocou. Juntou-se com todo tipo de gente. Sem qualquer escrúpulo de caráter ou de ações. Estraçalharam a Petrobrás. Desmoralizaram os programas sociais, que são na verdade programas eleitorais. Fizeram tudo o que criticavam nos outros. E se juntaram com os mesmos “outros”.


Agora, foram abandonados pelos “leais” aliados. Nunca quiseram ouvir as vozes críticas de aliados antigos e honestos. Preferiram a bajulação e o conluio dos que agora pulam do barco. Cumplicidade não é sinônimo de aliança. Deturparam a lição de Lênin. A História cobra com juros de mora.

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