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sábado, 13 de junho de 2015

IONIZAÇÃO ATMOSFÉRICA: Tecnologia que 'faz chover'

Do G1/RN

A Câmara Municipal de Vereadores de Caicó, cidade da região Seridó do Rio Grande do Norte, discute em audiência pública nesta quinta-feira (11) a tecnologia que "faz chover" através da ionização atmosférica como alternativa para o combate à seca. Dois empresários paulistas vieram ao estado para apresentar o funcionamento da metodologia aos caicoenses.

De acordo com Cássio Clemente, Ceo da Rain & Co, empresa que representa a tecnologia no Brasil, o método de ionização da atmosfera através da eletrificação já foi usado com sucesso em países como México, Cuba, Rússia e Israel.

Ele explicou que “cargas elétricas são jogadas na atmosfera e descarregam íons que começam a adensar moléculas de água. As moléculas vão se juntando até que tem a formação de nuvens e a precipitação”. A tecnologia foi desenvolvida em Israel. O uso dela depende da construção de estações compostas por torres: uma de 8 metros e sete menores de 3 metros. “As torres menores são dispostas ao redor da principal, num raio de 150 metros, interligadas eletricamente, e têm uma fonte de energia muito pequena de 1 kilowatt. Essa energia sai de baixo para cima, das torres menores para maiores, e acontece o processo eletromagnético. A energia se dispersa na atmosfera, eletrifica a atmosfera e começa o processo de adensamento”, disse Cássio.

Estima-se que sejam necessárias seis estações no Rio Grande do Norte. A construção de cada uma custa em média R$ 12 milhões e leva de 90 a 120 dias. “Duas semanas após a instalação já  está chovendo”, disse o empresário. Segundo ele, em três anos será possível repor o volume dos reservatórios. “Não é um experimento, um teste, é uma tecnológica que já tem 15 anos e resultados comprovados em outros países”, afirmou.

Para o vereador Leleu Fontes (Pros), a tecnologia pode ser a solução para o problema da estiagem no RN. “Convidamos o governador e todas as autoridades do estado. A ideia dessa audiência é mostrar a importância de se analisar soluções hídricas porque estamos na iminência de sofrermos um colapso. 


Precisamos analisar esse estudo e dentro da viabilidade técnica, econômica e social encontrar uma saída que possa nos garantir a certeza que não vai faltar água para a sobrevivência do povo de Caicó e de todo o estado”, disse.

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