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sábado, 24 de janeiro de 2015

A POESIA DE DAVI CALISTO NETO

COSTUMES DO HOMEM DO SERTÃO
 
Sou caboclo sertanejo
De paladar diferente
Minha bebida preferida
É somente a aguardente
Dispenso o que é granfino
Por eu seu um nordestino
De caráter permanente

Eu sempre estou presente
Em forró e vaquejada
Meu cardápio em sem frescura
Mugunzá e carne assada
Trabalho durante o dia
Minha festa é cantoria
Debaixo de uma latada

O meu iogurte é coalhada
Minha Pizza é tapioca
A minha arma de fogo
Uma espingarda soca-soca
Não gosto de confusão
E a minha satisfação
É colher milho na broca

Depois fazer a pipoca
E me sentar pelo o chão
Com dez filhos ao meu redor
Seguindo uma tradição
Assim como fez meu pai
Crescei e multiplicai
Sem nunca ter ambição

Buscar na religião
Uma meta a ser seguida
Não pensar que no dinheiro
Tudo se encontra a saída
Ter Deus como companhia
 Só ele é quem gera e cria
Por ser o dono da vida

Nessa terra preferida
Eu me sinto como um rei
Aqui nasci e cresci
Depois homem mim tornei
Por meu pai fui educado
E o mundo globalizado
De nada eu me desfrutei

Se tem vantagens eu não sei
Mas aqui está mudado
O sertão onde eu nasci
Hoje se encontra transformado
Tudo é um grande mister
O homem quer ser mulher
Isso eu acho complicado

Hoje o mundo está virado
Com os papéis invertidos
A mulher que ser o homem
Os homens não são maridos
As famílias destruídas
As tradições esquecidas
E os jovens prostituídos

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