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terça-feira, 29 de abril de 2014

UTILIDADE PÚBLICA - CASA DURVAL PAIVA

 


Muitas pessoas vão a uma farmácia para comprar um remédio prescrito pelo médico e muitas vezes se deparam com o balconista que oferece outros medicamentos justificando que “é a mesma coisa”, “é mais barato” ou “é o remédio mais vendido”. Diante dessa situação, o paciente termina levando o remédio aconselhado pelo balconista sem saber os riscos que podem vir com essa prática. No acompanhamento do tratamento dos pacientes com câncer se faz necessário o trabalho de orientação não só dos benefícios das medicações, mas um alerta quanto às consequências da administração incorreta. Neste sentido, lidar com pacientes com câncer requer um cuidado a mais. Sobre esse assunto vamos conversar hoje com Hana Santiago – farmacêutica da Casa Durval Paiva.

1.Qual a diferença entre medicamentos genéricos, similares e de referência?
R - O medicamento de REFERÊNCIA, também conhecido popularmente como “de marca” ou “original”, é o produto inovador, o primeiro que surgiu no mercado, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente e registrada. Os medicamentos GENÉRICOS e SIMILARES podem ser considerados “cópias” do medicamento de referência, pois para o registro deles é obrigatório estudos comprovando essa equivalência. Um detalhe importante é que o medicamento genérico já tinha como obrigatoriedade a apresentação dos testes de equivalência desde sua criação, mas a obrigatoriedade para medicamentos similares foi a partir de 2003. Então, até o final do ano de 2014 todos os medicamentos similares já terão a comprovação. Em janeiro de 2014 foi anunciada pela ANVISA a abertura de uma consulta publica para que os medicamentos similares passem a ser chamados de MEDICAMENTO EQUIVALENTE.

2. Como o paciente pode identificar os três tipos de medicamento?
O medicamento genérico possui em sua embalagem uma tarja amarela com a letra “G” em caixa alta e negrito, o nome "Medicamento Genérico" e a Lei nº 9.787/99 escrita. Os genéricos não têm marca, apenas o princípio ativo do medicamento. Já os medicamentos de referência e similar não há como diferenciar pela embalagem, por enquanto. Então, o ideal é buscar o farmacêutico que atua na farmácia para obter com precisão a orientação necessária sobre os tipos dos medicamentos.

3. O medicamento genérico tem o mesmo efeito do de marca?
O efeito do medicamento genérico tem equivalência com o de referência comprovada cientificamente. Muitos médicos ainda temem prescrever o medicamento genérico devido ao baixo preço, mas os fabricantes de medicamentos genéricos não necessitam fazer investimentos em pesquisas para o seu desenvolvimento, pois as formulações já estão definidas pelos medicamentos de referência. Os fabricantes de medicamentos genéricos também não precisam fazer propaganda, pois não há marca a ser divulgada, e tudo isso reflete no custo final do medicamento.

4. A receita médica também é necessária para comprar medicamentos genéricos e similar?
O que vai definir se precisa da receita médica será a classe do medicamento, e não a marca. Desde 2007 existe a lei da intercambialidade onde os medicamentos que precisam de receita (tarja vermelha, preta e antibióticos), se forem prescritos pelo nome de referência podem ser vendidos os genéricos, e vice-versa. Porém, os similares não estão inclusos nessa Lei, eles só podem ser dispensados quando constar na receita o nome da marca comercial do produto similar.

5. Que consequências podem vir em aceitar a indicação de um medicamento dada pelo balconista que não foi receitado pelo médico?
A população deve ficar alerta com essas indicações que nem sempre são as melhores ou as de menor custo para o cliente. Outro risco de tomar um medicamento por indicação é a intoxicação.  Nos últimos cinco anos, o Brasil registrou quase 60 mil internações por intoxicação medicamentosa, segundo dados do Ministério da Saúde. Nesse contexto, realizamos junto aos pacientes e acompanhantes da Casa Durval Paiva, não só a dispensação da medicação, mas principalmente, a orientação quanto aos cuidados na administração e armazenamento dos medicamentos, prevenindo assim os riscos da automedicação.

A CASA: A Casa Durval Paiva ampara crianças e adolescentes carentes portadores de câncer e doenças hematológicas crônicas, juntamente com seus responsáveis, durante o tratamento em Natal, possui 843 pacientes cadastrados, crianças e adolescentes oriundas de 133 municípios do Estado.

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